A Stellantis ampliou sua oferta de componentes remanufaturados através da iniciativa SUSTAINera. O portfólio atualizado inclui baterias de alta tensão, transmissões eletrificadas com dupla embreagem, compressores elétricos e sensores de óxidos de nitrogênio, todos voltados para a manutenção de veículos que continuam em operação mesmo após o término da garantia.
Recuperação de Baterias e Sensores para Aumentar a Vida Útil

O programa oferecerá baterias remanufaturadas para a maioria dos modelos elétricos e híbridos plug-in do portfólio da empresa. O objetivo é refazer componentes usados, trocar peças danificadas e garantir que cada item esteja em conformidade com as especificações técnicas antes de ser redistribuído.
No caso das transmissões eletrificadas de dupla embreagem, o procedimento envolve desmontagem, inspeção, substituição de peças, montagem e diversos testes. Compressores elétricos passam por avaliação dimensional, checagem de vazamentos e testes de desempenho, assegurando que o componente esteja em condições adequadas para nova instalação.
Entre as inovações, o catálogo também inclui um sensor de óxidos de nitrogênio desenvolvido em parceria com a Valeo, que monitora os gases do escapamento e fornece dados cruciais para o controle de emissões. Esses sensores recebem uma nova sonda e passam por calibração seguindo rigorosos padrões industriais.
A estratégia da Stellantis é estruturada em quatro pilares: remanufatura, reparação, reutilização e reciclagem. De acordo com a empresa, a remanufatura pode resultar em uma economia de até 80% de matérias-primas e uma redução de 40% nas emissões de CO2 em relação à produção de novos componentes.
Entenda a Remanufatura de Componentes Automotivos
É importante frisar que a remanufatura não se limita à reutilização de peças de outros veículos. Este processo envolve rigorosos critérios de inspeção, substituição de componentes desgastados e realização de testes. Garantias, rastreabilidade e especificações ajudam a assegurar a origem e as condições dos itens oferecidos.
No Brasil, essa iniciativa pode transformar a maneira como as marcas do grupo realizam manutenção. A implementação local dependerá de fatores como disponibilidade de peças, logística reversa, capacitação profissional e regulamentos sobre transporte, armazenamento e diagnóstico. Adicionalmente, a rede precisará coletar os componentes antigos para reiniciar o ciclo.
Essa expansão do catálogo indica um avanço da economia circular nos sistemas automotivos. O valor residual dos veículos está atrelado ao acesso a peças e serviços de reparação. Sem uma estrutura sólida de manutenção, falhas isoladas podem precipitar a aposentadoria de veículos ainda operacionalmente viáveis.
Fonte: Alpha Autos
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