Campinas

Vozes pela Igualdade de Gênero mobiliza alunos para concurso musical em Campinas

O projeto interinstitucional Vozes pela Igualdade de Gênero iniciou nesta segunda-feira, 15 de junho, uma nova etapa com visitas de promotoras de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) a escolas municipais de Campinas. A iniciativa tem como meta engajar alunos dos 8º e 9º anos do ensino fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) para participação em concurso musical que promove a sensibilização no combate à violência contra as mulheres.

Com o tema “Se a dor é singular, a voz é coletiva”, o concurso destaca os 20 anos da Lei Maria da Penha, envolvendo quase 4 mil estudantes de 34 escolas municipais. A ação é promovida em parceria entre o MP-SP, as secretarias municipais e estadual de Educação, Fundação Educar e PUC-Campinas.

Duas escolas receberam visitas nesta tarde: Emef/EJA Padre José Narciso Vieira Ehrenberg, no Jardim São Marcos, e Emef Professor Benevenuto de Figueiredo Torres, no Jardim São José, com cronogramas para eventos futuros sendo estabelecidos progressivamente.

Segundo a secretária de Educação de Campinas, Patrícia Adolf Lutz, o projeto visa ultrapassar os muros escolares, beneficiando toda a cidade ao estimular que crianças e adolescentes levem as reflexões para suas famílias e comunidades por meio de músicas e poesias que serão apresentadas na final do concurso.

Reflexões por meio da arte

Na Emef/EJA Padre José Narciso Vieira Ehrenberg, a promotora Gabriela Gnatos João Lima conduziu uma apresentação interativa para 50 alunos, abordando a importância do concurso e temas como a atuação do MP-SP, os tipos de violência, o impacto na saúde mental, a Lei Maria da Penha e a masculinidade tóxica. A abordagem também incluiu discussões sobre desigualdade, racismo e bullying.

A promotora ressaltou que a arte pode servir como canal para expressar e sublimar a dor e o sofrimento, esperando que essa reflexão alcance todos os estudantes da rede municipal.

A estudante Mariana Escobar Sousa, de 15 anos, expressou entusiasmo com a iniciativa, destacando o papel das escolas como espaços de escuta e cuidado. Além de querer participar do concurso, Mariana pretende incentivar colegas ligados a grupos de slam (batalhas de poesias). Ela é presidente do grêmio estudantil da escola e integrante do Parlamento Jovem.

A promotora Simone Rodrigues Horta visitou a Emef Professor Benevenuto de Figueiredo Torres. A final do concurso está marcada para 29 de outubro no Centro de Convivência Cultural.

Participação e impacto do projeto Vozes pela Igualdade de Gênero

O projeto foi criado em 2016, na comemoração dos dez anos da Lei Maria da Penha. A edição atual foi lançada em abril, com um encontro em maio para mobilizar estudantes envolvidos em grêmios estudantis.

Originalmente direcionado a estudantes do ensino médio da rede estadual, o concurso expandiu para a rede municipal de Campinas, ganhando um foco local e ampliado.

Participam do projeto as secretarias estadual e municipal de Educação, Saúde, Políticas para as Mulheres, Cultura e Turismo, Comunicação, além da PUC-Campinas por meio de seus centros e faculdades e da Fundação Educar.

O engajamento da rede municipal marca uma nova fase nas estratégias locais de enfrentamento à violência contra as mulheres, com ações de prevenção, acolhimento e fortalecimento da autonomia das vítimas. Entre as iniciativas, destacam-se debates já realizados para cerca de 600 alunos, incentivo à criação de grêmios estudantis e capacitação de professores.

Perguntas frequentes

Qual é o objetivo do projeto Vozes pela Igualdade de Gênero?

Engajar alunos da rede municipal de Campinas em ações que combatem a violência contra as mulheres por meio de um concurso musical que promove a reflexão e o letramento sobre o tema.

Quem pode participar do concurso musical?

Estudantes dos 8º e 9º anos do ensino fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA) das escolas municipais de Campinas.

Quando será realizada a final do concurso?

A final do concurso está programada para o dia 29 de outubro, no Centro de Convivência Cultural de Campinas.

Quais instituições estão envolvidas no projeto?

Participam o Ministério Público de São Paulo, as secretarias estadual e municipal de Educação, Saúde, Políticas para as Mulheres, Cultura, Turismo e Comunicação de Campinas, Fundação Educar e PUC-Campinas.

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