O Hospital Estadual de Sumaré informou nesta quinta-feira (16) que 14 pacientes internados na unidade foram diagnosticados com a superbactéria KPC (Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase) . Segundo a instituição, a identificação ocorreu por meio de exames de rotina e não configura infecção ativa.
De acordo com o hospital, os casos são antigos e os pacientes não apresentam sintomas ou quadro infeccioso associado à bactéria. Nesses casos, a KPC está presente no organismo sem causar doença, o que dispensa o uso de antibióticos.
Protocolos rigorosos de prevenção
Apesar disso, a unidade mantém protocolos rigorosos para evitar a disseminação do microrganismo, incluindo:
- Isolamento dos pacientes
- Sinalização específica
- Uso de equipamentos exclusivos
- Obrigatoriedade de EPIs pelas equipes assistenciais
- Reforço nos processos de limpeza e desinfecção
- Capacitação contínua dos profissionais de saúde
Histórico recente na região
Em março, a mesma bactéria foi identificada em sete pacientes do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas. Por causa do surto, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto da unidade foi temporariamente fechada para novas internações.
O que é a superbactéria KPC
A KPC é uma bactéria multirresistente, conhecida como “superbactéria” por sua capacidade de resistir a diversos antibióticos. Ela produz uma enzima que neutraliza medicamentos amplamente utilizados no tratamento de infecções bacterianas. Identificada no Brasil no início dos anos 2000, já foi responsável por surtos em unidades de saúde em diferentes regiões do país.
Como ocorre a transmissão
A bactéria atinge com maior frequência pacientes hospitalizados, especialmente aqueles com sistema imunológico comprometido (ex.: internados em UTIs). A transmissão ocorre principalmente por contato com fluidos corporais de pessoas colonizadas ou infectadas, além do uso de dispositivos médicos como ventiladores mecânicos, cateteres e sondas. Falhas em protocolos de higiene e desinfecção podem facilitar a transmissão cruzada dentro do ambiente hospitalar. Casos fora de unidades de saúde são considerados raros.
Medidas de prevenção
- População em geral: higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel após contato com outras pessoas
- Profissionais de saúde: seguir rigorosamente os protocolos de segurança, incluindo uso adequado de EPIs e correta desinfecção de equipamentos e ambientes
A adoção dessas medidas é essencial para conter a disseminação da bactéria, especialmente em ambientes hospitalares.
Para mais notícias, eventos e empregos, siga-nos no Google News (clique aqui) e fique informado
Lei Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização previa do Portal Hortolandia . Lei nº 9610/98









