O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) de Campinas promoveu uma reunião com representantes das escolas públicas e privadas no dia 30 de julho para tratar do sarampo na região. O encontro teve o objetivo de alertar sobre o contexto epidemiológico da doença e reforçar orientações para prevenção e atuação diante de casos suspeitos.
Campinas não registra casos de sarampo desde 2021 e atingiu em 2025 cobertura vacinal de 98,30% para a primeira dose e 92,41% para a segunda dose da vacina tríplice viral. Porém, o Estado de São Paulo já contabiliza 14 casos em 2026, e surtos também foram notificados em países da América do Norte.
Reforço de medidas nas escolas
O Devisa reuniu representantes das redes de educação infantil, ensino fundamental e médio para discutir o papel das escolas neste cenário, especialmente no retorno às aulas após as férias escolares. A coordenadora do Programa de Imunização, Chaúla Vizelli, destacou a importância da vacinação e das ações educativas para prevenir a circulação do vírus no ambiente escolar.
A Secretaria de Educação encaminhou comunicado para as instituições municipais ressaltando a necessidade das famílias manterem as cadernetas vacinais atualizadas para crianças e adolescentes até 14 anos. As escolas foram orientadas a dialogar com os responsáveis por meio de mensagens, bilhetes e conversas para garantir a imunização.
Campanha e atenção à população
Além da reunião, a Prefeitura intensifica a busca ativa por crianças com vacinas pendentes e realizará ações de imunização em escolas. Entre as iniciativas está uma campanha de multivacinação, com programação que inclui vacinação no Campinas Shopping em 8 de agosto e o Dia D em 22 de agosto.
O Devisa também planeja encontro com a rede hospitalar para orientar sobre a organização dos serviços e medidas de controle frente aos casos no Estado.
Quem deve se vacinar
A vacina tríplice viral contra sarampo, caxumba e rubéola está disponível para quem não completou o esquema vacinal, conforme as faixas etárias:
- 5 a 29 anos: duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias;
- 30 a 59 anos: uma dose;
- Trabalhadores da saúde: duas doses, independentemente da idade.
Na infância, as doses são aplicadas aos 12 e 15 meses. Atualizar a vacinação é estratégico para evitar a reintrodução da doença.
Sintomas e cuidados
A população deve ficar atenta a manchas vermelhas no corpo e febre, acompanhados de tosse seca, conjuntivite, coriza ou mal-estar intenso, especialmente após viagens. Profissionais de saúde são orientados a considerar o histórico de viagem para notificação rápida e ação de controle.
Em caso de suspeita, o recomendado é buscar atendimento em unidade de saúde para avaliação e suporte.
Perguntas frequentes
Quem deve receber a vacina contra o sarampo?
A vacina está disponível para todas as pessoas que não tenham o esquema vacinal completo, conforme idade e condição profissional.
Quais sintomas indicam suspeita de sarampo?
Manchas vermelhas no corpo, febre, tosse seca, conjuntivite e corrimento nasal são sinais que devem ser observados, principalmente após viagens.
Como a Prefeitura de Campinas apoia a prevenção nas escolas?
A Prefeitura realiza reuniões, envia comunicados para as instituições e promove campanhas de multivacinação para garantir a imunização da população estudantil.
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