Na quarta-feira (29), Julio Casares, ex-presidente do São Paulo, anunciou sua saída do quadro associativo do clube, além de sua renúncia ao cargo de conselheiro.
Afastado da presidência em 16 de janeiro em consequência do polêmico episódio dos camarotes, Casares optou por renunciar em 21 de janeiro, buscando evitar a ratificação do processo de impeachment pelo quadro associativo.
A agora sua decisão ocorre poucos dias antes de uma possível expulsão pela Comissão de Ética do Conselho Deliberativo, que estava prestes a avaliar seu caso. Em uma declaração ao UOL, ele justificou que atuou para manter a dignidade de sua família.
Palavras de Casares em sua Declaração
Após muito pensar, venho informar meu desligamento do quadro associativo e dos Conselhos Deliberativo e Consultivo do São Paulo Futebol Clube.
Esta é uma escolha difícil, feita em consideração à minha saúde, à minha família e à preservação da minha dignidade, sem perder a fé no futuro da instituição.
Escrevo com grande tristeza. Não é porque deixo de amar essa instituição — esse amor permanecerá —, mas porque sou forçado a concluir um ciclo que nunca imaginei que chegaria a esse final.
A Crise Começou em Dezembro
O governo de Casares começou a se desmoronar em dezembro, quando uma reportagem do GE trouxe à tona áudios em que os diretores Mara Casares e Douglas Schwartzmann confessavam sua participação em um alegado esquema de vendas de ingressos para um show de Shakira realizado no Morumbi.
Essa situação culminou com o Ministério Público envolvendo-se em dois inquéritos relacionados ao clube — um civil e outro criminal —, supervisionados pela Polícia Civil. Investigações estão em andamento acerca de saques em dinheiro, depósitos nas contas de Casares e negociações da base.
Fonte: Pauta Viva / Esporte
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