A dinâmica do transporte aéreo de cargas e das operações de logística ultraexpressa está redefinindo o panorama do consumo corporativo no Brasil. O que antes era visto como uma alternativa emergencial, há aproximadamente uma década, agora se estabeleceu como uma prática operacional constante, com foco em eficiência e produtividade industrial.
Os dados mais recentes ilustram essa transformação. Segundo o Painel de Indicadores da Carga Aérea, ligado ao Ministério de Portos e Aeroportos, cerca de 673,6 mil toneladas de carga foram movimentadas nos aeroportos brasileiros apenas no primeiro semestre de 2026. Dessas, 448,2 mil toneladas foram de voos internacionais e 225,4 mil de operações internas. Além disso, um aumento impressionante de 43% nas exportações aéreas foi registrado no primeiro trimestre de 2026, totalizando US$ 5,8 bilhões, acompanhando um crescimento de 18,3% no transporte cargueiro doméstico.
Uma Estratégia Econômica Necessária
A necessidade de agilidade no setor B2B impacta diretamente o desempenho econômico. Em indústrias que demandam capital intenso, como a automotiva e farmacêutica, o custo de manter uma linha de produção parada ultrapassa os gastos com fretes ultra-rápidos. A reposição de insumos em horas proporciona operações com estoques reduzidos, aumentando a eficiência.
“A logística expressa há uma década respondia a emergências. Hoje, ela é uma ferramenta estratégica vital para indústrias. A rapidez deixou de ser um luxo e passou a ser essencial para otimização. Nenhuma decisão é tomada sem considerar prazos e visibilidade completa do transporte. Os consumidores B2C exigem a mesma agilidade em suas interações B2B”, afirma Marcelo Zeferino, CCO da Prestex.
A Nova Era da Logística
Setores como manufatura e saúde permanecem como os mais críticos para transporte ágil de cargas. Contudo, o agronegócio também está se adaptando, utilizando a logística ultraexpressa para remessas urgentes de insumos e na preparação de grandes eventos. Em tais contextos, atrasos podem resultar em prejuízos significativos, exigindo soluções personalizadas para assegurar a continuidade dos negócios.
Em 2025, a Prestex alcançou mais de 130 mil operações, uma alta de 27% em relação ao ano anterior, mantendo uma taxa de entregas no prazo acima de 99%. Isso demonstra que a logística ultraexpressa tornou-se uma norma nas operações B2B.
O Futuro da Logística
A evolução da logística ultraexpressa será abordada em um dos painéis principais do evento Logística do Futuro, programado para o dia 9 de setembro. O painel contará com a presença de Leandro Stumpf (Vivo), Marcelo Zeferino (Prestex) e Vanessa Azevedo (dss+), discutindo o papel estratégico da logística ultraexpressa na continuidade operacional.
Um Termômetro Econômico
A movimentação de cargas no Brasil tem sido um indicador precursor dos ciclos econômicos. O fortalecimento do transporte aéreo antecipa um aumento nos investimentos industriais e a expansão das atividades B2B, confirmando a logística ultraexpressa como um elemento essencial no planejamento das grandes empresas brasileiras.
“A logística ultraexpressa se tornará uma parte integrada na operação das empresas, assim como já acontece com outros modos de transporte e armazenamento”, finaliza Marcelo Zeferino.
Fonte: Alpha Autos
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