A GWM celebra seu primeiro ano de operação na cidade de Iracemápolis, São Paulo, com a impressionante produção de mais de 15 mil veículos de janeiro a agosto, com a expectativa de alcançar 32 mil unidades até o final do ano. Recentemente, a fábrica passou a operar em três turnos, com a implementação da terceira jornada a partir de abril.
Um Ano de Inovações: Previsão de 32 mil Veículos para 2026

Este crescimento na produção coincide com a evolução das vendas da empresa no Brasil, onde GWM já contabiliza cerca de 48 mil veículos emplacados entre janeiro e meados de agosto, ultrapassando as 42,8 mil unidades comercializadas durante todo o ano passado.
O quadro de funcionários da fábrica também expandiu significativamente, saltando de aproximadamente 600 para mais de 1,8 mil colaboradores nas áreas de soldagem, pintura, montagem final, inspeção e outras funções essenciais para garantir a operação em três turnos.
Com capacidade para produzir até 50 mil veículos anualmente, a GWM demonstra que sua previsão de produção para 2026 não excederá essa capacidade, permitindo ajustes futuros conforme a demanda de vendas internas, exportações ou a implementação de novos projetos na unidade paulista.
A linha de produção da GWM adota uma estratégia de importar componentes peça por peça, em uma abordagem semelhante à utilizada por outras montadoras chinesas no Brasil. Esse método facilita o início da montagem local, enquanto o grau de nacionalização das peças depende do volume produzido, das condições de preço e da homologação de fornecedores nacionais.
Mais Empregos e Aceleração na Produção em Iracemápolis
O projeto da GWM no Brasil faz parte de um investimento total de R$ 10 bilhões, programado para os próximos dez anos. Este valor não somente visa a construção da fábrica, mas também o fortalecimento de engenharia, desenvolvimento de fornecedores, rede de concessionárias e estrutura necessária para atender a crescente frota de veículos.
O aumento de empregos reflete um dos resultados diretos da produção local, mas o sucesso completo do impacto industrial depende da proporção de peças fabricadas internamente. Com maior participação de componentes nacionais, a distribuição do investimento se amplia para fornecedores, logística e serviços associados à indústria.
O primeiro ano da GWM em Iracemápolis ilustra a transição da presença chinesa no Brasil de um modelo de importação para um de manufatura local. O próximo desafio será avaliar a capacidade da empresa de integrar fornecedores nacionais em sua produção e se o crescimento nas vendas permitirá explorar ao máximo a capacidade instalada da fábrica.
Fonte: Alpha Autos
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