Quem comparecer às urnas nas eleições deste domingo (4) poderá ter o registro usado automaticamente pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como comprovação de vida. O procedimento ocorre por meio do cruzamento de dados com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dispensa uma ida específica ao banco ou a uma agência do INSS para essa finalidade.
A regra faz parte do modelo em que o próprio INSS busca, em bases governamentais, registros que indiquem que o beneficiário continua vivo. A votação nas eleições está entre os eventos aceitos para esse cruzamento de informações.
A advogada previdenciária Dra. Juliana Martins Rodrigues explica que “ao comparecer às urnas, o registro eleitoral entra nas bases governamentais. O INSS cruza esses dados automaticamente e pode computar esse comparecimento como Prova de Vida, sem que o beneficiário precise apresentar comprovante ou ir ao INSS.”
Como saber se a prova de vida está regular
O beneficiário pode conferir a situação pelo aplicativo ou site Meu INSS. Dentro da plataforma, é preciso procurar pelo serviço “Prova de Vida”. Se a comprovação estiver regularizada, o sistema mostra a data da última prova de vida.
A consulta também pode ser feita pela Central 135, que atende de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h.
E quem não votar?
Não comparecer às urnas não significa, por si só, que o beneficiário ficará sem prova de vida. O INSS utiliza outras bases e registros para fazer a verificação automática. Entre os dados considerados estão acesso ao Meu INSS com selo ouro, atualizações do CadÚnico feitas pelo responsável familiar, operações com reconhecimento biométrico e recebimento de benefício com biometria, além do registro de votação.
Por isso, quem não votar deve acompanhar a situação da própria prova de vida pelos canais oficiais do INSS, especialmente se receber uma comunicação informando que a comprovação ainda é necessária.
Cerca de 40 milhões de beneficiários estão no sistema
Segundo o INSS, o processo de prova de vida abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentados, pensionistas e pessoas que recebem benefícios assistenciais. O cruzamento com dados eleitorais já teve impacto em anos anteriores. Em 2024, informações do TSE registraram eventos eleitorais para 20.957.288 beneficiários, contribuindo para a atualização de aproximadamente 5 milhões de provas de vida.
A mudança reduz a necessidade de deslocamento de beneficiários, especialmente idosos e pessoas com dificuldade de locomoção, já que a comprovação pode ocorrer a partir de registros de atividades realizadas pelo próprio cidadão.
Sobre quem não comparecer às urnas, Dra. Juliana afirma: “Não significa automaticamente ficar irregular. O voto é uma das formas usadas pelo INSS. O sistema também cruza outros registros governamentais, como acesso ao Meu INSS com selo ouro, atualização do CadÚnico, operações com reconhecimento biométrico, entre outros.”
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