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Saúde & Beleza

Medicamentos contra depressão

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Uma pesquisa publicada pela revista científica The Lancet avaliou os resultados de 117 estudos de 12 diferentes tipos de antidepressivos de nova geração (incluindo 26 mil indivíduos), o que permitiu comparar a eficácia e tolerabilidade entre eles. Medicações incluídas na análise: bupropriona, citalopram, duloxetina, escitalopram, fluoxetina, fluvoxamina, milnacipran, mirtazapina, paroxetina, reboxetina, sertralina e venlafaxina.

Sertralina, escitalopram, mirtazapina e venlafaxina foram os antidepressivos que se mostraram mais eficazes. Dentre esses quatro, a sertralina e o escitalopram foram os mais bem aceitos pelos pacientes. Quando se analisou em conjunto o custo da medicação, sua eficácia e aceitabilidade, a sertralina ganha a disputa como a medicação de escolha para se iniciar o tratamento de um quadro de depressão moderada a grave.

O estudo deve encorajar os médicos a tentarem o uso da sertralina antes do escitalopram, já que esse último é mais caro que a sertralina.

Fonte: consciencianodiaadia

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Varíola dos macacos pode lesar olhos

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olho

O Brasil vive hoje um surto epidêmico da varíola dos macacos ou monkeypox, infecção viral causada por um vírus do mesmo nome que já infectou mais de 1 mil brasileiros nos últimos três meses.   A doença que chegou por aqui em maio, coloca o Brasil entre os 10 países com maior número de contaminações entre as 75 nações que notificaram à OMS (Organização Mundial da Saúde) 16 mil casos da varíola dos macacos até final de julho.

Pior: Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier de Campinas, o novo surto é um perigo à  saúde ocular. Os principais grupos de risco são crianças, imunossuprimidos e gestantes. “A doença já é bem conhecida pela comunidade médica. Uma evidência disso são os diversos estudos científicos que vem sendo realizados desde que a varíola dos macacos surgiu na África”, comenta.

O oftalmologista afirma que as nove alterações oculares decorrentes da monkeypox e suas respectivas frequências elencadas pela comunidade científica são:

·         Aumento dos gânglios linfáticos perioculares – 75%

·         Formação de vesículas na órbita e ao redor dos olhos – 25%

·         Blefarite – 30%

·         Conjuntivite – 30%

·         Lesão foco conjuntival – 17%

·         Úlcera na córnea – 4%

·         Fotofobia ou aversão à luz – 22,5%

·         Ceratite (inflamação da córnea) 3,6% a 7,5%

·         Perda da visão – 10% nas contaminações primárias e 5% nas contaminações secundárias.

Vacina protege olhos

Queiroz Neto afirma que o mais preocupante na nova epidemia é o hábito de automedicação entre brasileiros. Isso porque, um colírio inadequado no tratamento da conjuntivite pode causar uma perfuração na córnea, uma emergência médica que sem atendimento imediato leva à perda da visão. Por isso, toda  pessoa com suspeita de varíola dos macacos e desconforto nos olhos deve passar por consulta oftalmológica.  Os estudos revelam que a vacina reduz de 30% para 7% o risco de desenvolver conjuntivite (inflamação da conjuntiva) e blefarite (inflamação das pálpebras). A incidência de lesões no foco conjuntival caem de 17% para 14% e os casos de úlcera na córnea de 4% para 1%. O problema, comenta, é que as vacinas desenvolvidas na Europa para a monkeypox são escassas e a vacina para varíola humana, embora seja eficaz pela similaridade genética entre os dois vírus, deixou de ser fabricada depois que a doença foi erradicada.

Transmissão

Queiroz Neto explica que após o contato com roedores ou pessoas contaminadas pelo monkeypox, o vírus ficar encubado de 5 a 21 dias. O contágio também pode ocorrer através de fronhas, lençóis, toalhas e talheres utilizados por um doente ou pelo contato com secreção das lesões da pele, saliva ou gotículas das vias respiratórias. “Basta tocar um desses elementos e levar as mãos aos olhos para contrair o vírus e contaminar o globo ocular”, afirma.

Os primeiros sinais da varíola dos macacos podem ser confundidos com uma gripe: febre, dor no corpo desânimo, dor de cabeça. Até 5 dias depois desses sintomas surgem manchas vermelhas na pele chamadas de rash cutâneo que coçam. Estas manchas se transformam em vesículas cheias de um líquido viscoso que contém o vírus, e evoluem para pústulas cheias de pus que secam formando uma crosta. O médico alerta que o contato com uma pessoa que foi contaminada pelo monkeypox só se torna seguro para sua saúde e olhos quando todas as crostas já foram eliminadas.

Tratamento

O oftalmologista afirma que o tratamento das alterações oculares varia de acordo com a avaliação oftalmológica. O mais indicado é a instilação de colírio lubrificante para melhorar o conforto. O uso de colírio com corticoide aumenta a resistência do vírus, pode afinar a córnea e provocar perfuração. Casos de infecções resistentes podem ser tratados com antivirais, sempre com supervisão médica pelo risco do medicamento. A varíola dos macacos é uma doença autolimitada e como todas as viroses o sistema imunológico geralmente elimina o vírus.

Prevenção

As dicas de Queiroz Neto para prevenir a monkeypox e a contaminação dos olhos são:

·         Lave as mãos com frequência.

·         Evite levar as mãos aos olhos.

·         Mantenha os olhos lubrificados.

·         Em caso de diagnóstico de monkeypox ou desconforto nos olhos consulte um especialista.

·         Não use colírio por conta própria. Todo medicamento tem efeitos colaterais que podem ser perigosos.

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A importância do aleitamento materno

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Agosto é o mês de incentivo e conscientização sobre o aleitamento materno.  Chamada de Agosto Dourado, essa campanha destaca os benefícios da amamentação para a mãe e o bebê. Nesta entrevista, a pediatra Prof. Dra. Tania Quintella, vice-presidente do Departamento Científico de Pediatria da SMCC (Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas), mestre em Aleitamento Materno pela Unicamp e docente de Pediatria na PUC Campinas, fala sobre o assunto e dá uma série de dicas para as mamães.

 Quais os benefícios da amamentação para o bebê?

Os benefícios são inúmeros, tanto para a mãe quanto para a criança. Para a criança, em todos os aspectos. Primeiríssimo, sem dúvida nenhuma, é o vínculo, que a criança faz com a mãe e a mãe com a criança, durante a amamentação.  Então a frase “amamentar é um ato de amor” é absolutamente verdadeira. Segundo, para a nutrição. O leite materno, como a gente sabe, é um alimento muito completo. Ele tem todos os nutrientes necessários e, além disso, possui o sistema de defesa completo. A imunologia do leite materno é bastante estudada. Ele também contribui para um sono adequado porque contém melatonina até os três meses para regular o ritmo de sono do bebê. O leite materno provê, ainda, a parte emocional da criança, que amadurece nesse contato. O contato dela com o mundo é via amamentação. Quando ela chora, sente dor, está incomodada com gases ou com cólica, basta colocar no peito que acalma. E assim ela vai crescendo.

E a longo prazo, quais os benefícios da amamentação?

A longo prazo, tem bastante pesquisa sobre isso. A gente sabe que as crianças amamentadas têm uma menor propensão às doenças, principalmente as doenças crônicas. A amamentação protege contra a asma, obesidade, diabetes, hipertensão, síndrome metabólica em geral e infecções. Tem um estudo muito importante mostrando que as crianças amamentadas são mais inteligentes, inclusive com testes de seguimento e tudo mais.

Que tipos de cuidados com a própria alimentação a mãe deve ter no período da amamentação?

Obviamente ela precisa ter uma alimentação adequada, saudável. E ela precisa ter um sono saudável. O aspecto emocional também é muito importante porque a gente sabe que quando a mãe está estressada, preocupada, deprimida, o que for… vai gerar uma liberação de adrenalina e noradrenalina na corrente sanguínea, que são hormônios que prejudicam a descida do leite porque inibem a ocitocina.

Alguns alimentos consumidos pela mãe podem dar cólica no bebê?

Os alimentos que a mãe consome pode passar no leite, mas a maioria não causa grandes alterações para o bebê. A gente sabe que os alimentos ácidos vão acelerar o trânsito intestinal da criança, então o cocô pode ficar com uma cor um pouco mais esverdeada, ela pode ter um pouco de cólica… Mas cada criança é uma criança, então a mãe realmente precisa observar isso.

Como saber se está tudo certo com a amamentação? Com a inexperiência, algumas mães podem ter dúvidas se o bebê está alimentado, se o leite é suficiente, etc.

Bastante mãe tem dúvida, é verdade. Primeiro, a mãe precisa estar simplesmente motivada para amamentar. Temos um monte de pesquisas mostrando que quando a mãe quer amamentar, na imensa maioria dos casos, tem exceção, é óbvio, ela consegue, sem maiores problemas. Muito importante mesmo é o primeiro mês, porque é nas primeiras semanas de vida que o bebê consolida a sucção e a coordenação da sucção, deglutição e respiração. Então esses bebês que têm dificuldade no início podem machucar o peito da mãe, ganhar pouco peso, podem chorar muito. Na dificuldade da amamentação, a coisa mais comum que acontece é o bebê deglutir ar e ficar com muitos gases…

Três fatores podem mostrar se alguma coisa está errada com a amamentação: o bebê que ganha pouco peso, o bebê que chora demais ou o bebê que tem um sono muito prejudicado, não dorme direito. Muitas vezes, a mãe chega no consultório e fala que ele não dorme nem de dia e nem de noite ou que ele está trocando o dia pela noite.

Como deve ser a amamentação? Primeiro um peito e depois o outro? Na próxima mamada inverte?

Deve ser dado o primeiro peito até esvaziar. Quando esvazia totalmente o peito, o organismo da mãe entende que precisa fabricar mais leite. Se ficar resto, ele entende que do jeito que está, está bom, e pode até diminuir. Tem que colocar para arrotar. O melhor jeito de arrotar é em pezinho no ombro da mãe, batendo nas costinhas com delicadeza, mas não muita, porque precisa empurrar as bolhas de gás para cima para ele poder arrotar. Ou então de barriguinha para baixo, no colo da mãe, inclinado, com a cabeça mais alta do que as perninhas. Também é preciso observar a pega. Precisa colocar bastante peito na boca do bebê para que ele mame em volta do mamilo e não o mamilo. Senão, vai machucar. Se dói para amamentar, tem alguma coisa errada. E se o bebê fizer muito barulho durante a mamada, aqueles barulhos de estalar o palato, barulho de estar deglutindo gases… também é sinal de que não está bom e, provavelmente, vai dar problema no ganho de peso.

Qual o intervalo entre uma mamada e outra? Há uma regra geral?

Isso é muito variável. Tem bebê que é um reloginho, como as mães falam, que a cada três horas, acordam bonitinho, mas tem bebê que mama a cada duas horas, duas horas e meia… tem bebê que isso é mais variado. Não há um grande problema nisso.

Qual sua opinião sobre amamentação em livre demanda?

Eu tenho algumas considerações quanto à livre demanda. Primeiro, durante o dia, até está tudo bem. Agora, à noite, precisa ensinar o bebê a dormir. Por quê? Porque é à noite que ele vai aproveitar tudo que ele digeriu de dia. É durante o sono noturno que vai fabricar o hormônio de crescimento. Esse hormônio de crescimento é fabricado pela hipófise e liberado no sangue, onde estão todos os nutrientes que ele conseguiu durante o dia mamando, digerindo e absorvendo. Então é o hormônio de crescimento que vai promover a incorporação desses nutrientes no corpo da criança, por isso, o sono é fundamental. Portanto, à noite, quando um bebê acorda, resmungando e chorando, precisa ver por que isso está acontecendo, e não simplesmente amamentar. Isso vai acabar acostumando o bebê a mamar muitas vezes na madrugada, fragmentando o sono de uma maneira muito importante e prejudicando o crescimento. E prejudica o crescimento de todos os tipos: o crescimento emocional, o crescimento físico, pela não incorporação dos nutrientes, o crescimento intelectual, cognitivo, porque é de noite que se coloca ômega 3, ômega 6 e outros nutrientes no cérebro, responsáveis pelas habilidades, o raciocínio e a memória. Também prejudica o crescimento da imunidade, que se faz durante o sono noturno, quando incorporamos proteínas, que são os principais elementos formadores do sistema imune.

O que pode fazer o bebê acordar muito à noite?

Quando o bebê acorda muito à noite ou troca a noite pelo dia, tem que ver o que está acontecendo. O mais comum de tudo é o acúmulo de gases. Quando a criança mama, uma boa mamada, para realmente fazer a repleção do estômago, ela engole ar junto, é por isso que arrota. Mas acontece que no arroto, não saem todos os gases, todo o ar que ela engoliu. A outra parte vai ter que percorrer do estômago para o intestino, rodar 6,5 metros de intestino fino e mais um tanto de intestino grosso para sair por baixo, como flatos. O bebê está sempre com gases, ou mais ou menos. Geralmente ele acorda à noite por isso. Os gases começam a incomodar, tanto que tem um teste muito simples: antes de pegar e simplesmente amamentar, vire esse bebê de bruços devagarzinho e observa porque, às vezes, ele para na hora de resmungar e dorme de novo. Outra prova de que não é por fome que os bebês acordam tanto à noite é que as mães falam que colocam no peito e que eles mamam duas, três sugadinhas e dormem novamente.

Além de virar a criança, o que mais é possível fazer para diminuir esse desconforto?

A gente usa bastante dar remedinho para gases na hora que acorda à noite, virar de ladinho ou de bruços e deixar ali por uns 15 minutos. Eu oriento usar a chupeta com umas gotinhas de remédio de gases. O bebê não vai pegar a chupeta, a maioria dos bebês que mamam no peito não pega a chupeta, mas ele lambe o remedinho de gases. E você acomodando ele de barriguinha para baixo, os gases param de incomodar e ele acaba dormindo tranquilo.

Você é a favor do uso da chupeta?

O uso de chupeta é polêmico entre os pediatras, porque poderia induzir ao desmame. Entretanto, pesquisas com grande número de díades mãe-filho mostram que quando as mães estão motivadas a amamentar, o uso de chupeta não induz ao desmame. E tem algumas vantagens, entre elas, poupar a mãe! É claro que eu não estou defendendo o uso de chupeta até 4, 5 anos de idade e, muito menos, o uso de chupeta, mesmo nos bebês pequenos, durante o dia. Eu estou defendendo o uso de chupeta nos primeiros meses de vida para ensinar o bebê a dormir e poupar a mãe. Estou cansada de receber mãe exausta. Chega no consultório de olheiras, o bebê está com 40 dias e ela não dormiu uma só noite nesses 40 dias. Não é possível depois querer que essa mulher amamente e seja feliz. Não dá! Eu tiro a chupeta durante o dia quando o bebê vai para o chão, quando começa a sentar no chão, por volta dos seis meses. Então usa só para dormir. E dormiu, vai lá, 20 minutos depois, e tira. No primeiro e segundo mês, é isso, para ensinar o bebê a dormir.

Com o passar dos dias, como deve ser o intervalo das mamadas?

Eu começo fazendo um intervalo noturno de seis horas no final do primeiro mês. Até os 30 dias, eu falo que o bebê pode mamar uma vez no meio da noite, por volta das 3h da manhã. Mama entre 23h e meia-noite, depois às 3h e, depois, às 6h. Se acordar fora desse horário, chupeta e remédio para gases porque, muito provavelmente, são os gases. Do segundo mês em diante, eu vou diminuindo o horário da última mamada. Tira a mamada das 3h e começa a diminuir o horário da última mamada. De meia-noite, passa para às 23h, de 23h para 22h, de 22h para 21h, de 21h para 20h, de 20h para 19h, de 19h para 18h, 18h30… Porque o bebê precisa de 12 horas seguidas de sono noturno para poder crescer 100% do que a sua programação genética vai permitir.

Sobre a SMCC:

A SMCC é uma entidade associativa, que reúne milhares de médicos de Campinas e Região. Fundada em 1925, tem como objetivo promover o conhecimento científico entre os profissionais, oferecer benefícios e desenvolver projetos sociais direcionados à comunidade. É considerada a Casa do Médico de Campinas.

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Cinco fatos que você deve saber sobre linfoma

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O mês de agosto é marcado pela conscientização ao tratamento do linfoma, um câncer que acomete os órgãos linfáticos, com a campanha “Agosto Verde Claro”, instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com a hematologista, Jamille Cunha, do Grupo SOnHe, Oncologia e Hematologia, o  linfoma pode ser controlado por meio da identificação precoce da alteração. “O brasileiro precisa entender um pouco mais sobre a doença, que mesmo com sintomas ainda ocasiona o diagnóstico tardio e a piora da condição médica. Na maioria dos casos, encontramos linfonodos aumentados, que são nódulos no pescoço, axila e região da virilha, as famosas ínguas, sem infecção, além de febre persistente sem doença infecciosa, aumento do volume da barriga, aumento do baço, perda de peso injustificada e sudorese aumentada no período noturno”, explica.

Para esclarecer sobre a importância de identificar a doença precocemente, a hematologista, responde cinco perguntas sobre esse tipo de câncer que todos devem saber. Confira:

1)    Toda íngua é linfoma?

Não. Nem toda íngua é linfoma. A íngua é um sinal de inflamação nas glândulas. Esse processo de aumentar a glândula é um mecanismo de defesa do nosso organismo para combater agentes agressores e possíveis infecções. Porém, esses linfonodos só devem ser ditos como suspeitos quando não estão associados a uma doença infecciosa vigente, permanecem por mais de três meses ou estão aumentando de tamanho.

2)    Todos os linfomas são iguais? 

Não, existem grupos de linfomas que podem ser classificados em linfoma de Hodgkin ou Linfoma não-Hodgkin que possuem características diferentes entre si, sendo diferenciados pela biópsia local da área acometida. 

3)    Existe algum exame preventivo? 

Infelizmente não. Os linfomas são câncer com componente genético importante, porém não são, na maioria das situações, hereditários. Portanto, o mais importante é atenção aos sinais e sintomas precocemente para auxílio médico especializado. 

4)    Existe algum fator de risco? 

Sim. Alguns subtipos de linfomas podem ser associados a infecção viral, como do vírus HIV, HTLV e Epstern-baar. Como também pela presença da bactéria H. Pylori na mucosa do estômago. Sendo assim, a detecção dessas infecções deve ser prontamente tratada (quando possível) ou esses pacientes devem ser acompanhados pelo médico especialista. 

5)    Recebendo o diagnóstico de linfoma, qual é meu próximo passo? 

Bem, você irá ser encaminhado a um médico especialista na área: o médico hematologista. Posteriormente, precisará fazer alguns exames para avaliar como a doença está no seu corpo. Para os casos que o tratamento medicamentoso é necessário – a depender do subtipo do linfoma –, este poderá ser feito com quimioterapia, imunoterapia ou radioterapia.

*Jamille Cunha é médica formada pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR) com residência de Clínica Médica pelo MEC no Hospital Ipiranga em São Paulo e residência de Hematologia e Hemoterapia na EPM/Unifesp. Na hematologia, possui aprimoramento em citometria de fluxo em doenças hematológicas e oncohematologicas pela escola de ensino e pesquisa USP-SP. Foi médica assistente do instituto do câncer de São Paulo – ICESP. Atualmente, em andamento com mestrado pelo departamento de oncologia clínica UNIFESP/EPM com foco no estudo em doenças mieloproliferativas crônicas. Desde 2022 faz parte do Grupo SOnHe atuando como  hematalogista.

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