Avaliar quais serviços e áreas que o condomínio oferece são alguns dos passos para saber se vale mesmo a pena pagar uma taxa condominial alta.
Como se sabe, o processo de urbanização do Brasil começou no século 20. Antes disso, como a principal atividade econômica era a agricultura, a população se concentrava nas áreas rurais. Com o processo de industrialização, as famílias brasileiras começaram a migrar para as cidades.
No espaço urbano, a questão territorial era problemática. Não havia espaço suficiente para os grandes casarões que começaram a se escassear para dar lugar a outros tipos de moradias, como os prédios. Grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são exemplos dessa verticalização acentuada.
E quem procura um apartamento para comprar ou para alugar, invariavelmente, acaba se deparando com os preços, muitas vezes, altos dos condomínios. E responder quando vale ou não a pena pagar caro pela taxa condominial não é uma tarefa tão simples e depende muito do custo-benefício do condomínio.
Por que existe a taxa de condomínio
Embora muitas pessoas achem desnecessário pagar uma taxa de condomínio, esse é o encargo que ajuda a manter o prédio e suas áreas bem conservadas. Reparos na fachada, como pinturas, ou a jardinagem e os serviços de portaria e coleta de lixo, por exemplo, são todos pagos com o dinheiro arrecadado com a taxa condominial.
Além desses serviços, a segurança, despesas administrativas e com corpo de advogados, despesas com taxas bancárias e mesmo o pagamento da energia e da água gastas pelo condomínio devem ser quitados justamente com o dinheiro do condomínio.
Quanto mais áreas, mais caro o condomínio
Se o prédio tem piscina, espaço de festas, playground, academia, garagem, sistema de segurança especial, etc., a taxa de condomínio vai ser mais cara. E isso acontece, precisamente, porque é necessário mais funcionários para cuidar dessas áreas.
Observa-se ainda que mesmo que um prédio não tenha todas essas funcionalidades, o encargo condominial pode continuar sendo caro — por exemplo, ser metade do valor do aluguel — e aí cabe ao morador identificar, internamente, o motivo da cobrança ser relativamente alta.
Pode ser que o condomínio gaste bastante com o quadro de funcionários, por exemplo. Ou que a taxa seja calculada de acordo com o nível de ocupação dos apartamentos: se houver menos moradores, a taxa pode acabar subindo para manter o equilíbrio do caixa.
Qual condomínio vale mais a pena
Descobrir qual condomínio vale mais a pena não é uma tarefa tão simples assim. Para bater o martelo, é essencial que a pessoa avalie se, de fato, precisa dos espaços e serviços oferecidos pelo condomínio.
Áreas de lazer são mesmo importantes?
Uma das respostas que a pessoa deve responder é se as áreas de lazer oferecidas pelo condomínio são mesmo importantes para a sua qualidade de vida e para o seu dia a dia.
Por exemplo, se a pessoa não tem filhos, um playground pode ser completamente dispensável. Da mesma forma, se a pessoa tiver uma rotina muito corrida, uma piscina pode ser um item de luxo desnecessário.
No entanto, se a pessoa precisa ter um gasto extra, como um clube com piscina e playground, talvez seja mais rentável pagar um condomínio que ofereça essas praticidades.
Garagem é essencial?
Para quem não tem carro, nem pretende comprar um, provavelmente, a garagem é uma área completamente supérflua. Mas se a pessoa tiver um automóvel ou mesmo uma moto e, para abrigá-los, precise pagar um estacionamento extra, então, é melhor procurar por um prédio que ofereça essa área.
É o mesmo raciocínio das áreas de lazer, e o cálculo deve ser feito não apenas considerando o presente “imediato”, mas também o futuro próximo.
Quais serviços são de fato indispensáveis?
Outro aspecto importante que a pessoa deve considerar são os serviços oferecidos pelo condomínio. Há quem preze pela segurança e prefira morar em um apartamento onde há uma equipe que faz a vigilância 24 horas por dia. Há aqueles que não se preocupam muito com isso e preferem não pagar a mais pelos serviços de segurança.
Outra funcionalidade muito comum nos condomínios que pode encarecê-los é a portaria 24 horas. Há pessoas que voltam tarde do trabalho ou que gostam de sair à noite e precisam ter uma portaria que permita a entrada o tempo todo. Há aqueles que dispensam essa característica.
Só depois de uma avaliação responsável e realista é que a pessoa deve descartar um condomínio com muitos serviços e áreas comuns, por exemplo. Além disso, ela deve ter em mente que vai ficar naquele espaço por alguns anos , por isso, o espaço deve ser criteriosamente escolhido.
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