O Complexo Penitenciário de Hortolândia está com uma população carcerária de 90% a mais que a sua capacidade, segundo dados divulgados no site da SAC (Secretaria de Administração Penitenciária do Estado). De acordo com os dados, atualizados no dia 16 de novembro, a população carcerária chegava a 6.698 presos. Os dados abrangem as Penitenciárias II e III, o CDP (Centro de Detenção Provisório) e o CPP (Centro de Progressão Penitenciária).

A reportagem conversou com a mãe de um detento, que prefere não se identificar, que contou que, devido ao número de detentos no local, uma infestação de percevejos e outros insetos estaria tomando conta do local. A informação não foi confirmada pela SAC.

Em janeiro, um mutirão foi realizado para transferir presidiários e diminuir a superlotação, que já chegou a 200%. Apesar da diminuição, o problema ainda existe.

AGENTES PENITENCIÁRIOS

A superlotação não atinge apenas os presidiários, mas também os funcionários do complexo. De acordo com dados do Sindicato dos Agentes de Escolta e Vigilância Penitenciária do Estado da São Paulo, 15% dos agentes penitenciários na região de Campinas estão afastados por motivos de saúde, principalmente estresse, ansiedade e depressão.

Uma moradora, que vive há 20 anos próximo ao Complexo comenta que o medo de uma rebelião é grande. “A gente fica preocupada com tentativa de fuga, rebelião, essas coisas. Ainda mais com os presos ficando doentes por causa do tanto de gente lá dentro”.

Além de reclamações de presos sobre os insetos, denúncias de comida estragada e falta de atendimento médico já foram relatadas por familiares de presidiários.

Por: Thiago Alves

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