Pelo quinto ano consecutivo, política pública da Prefeitura promove acesso a livros de qualidade e o amor à leitura em dia de festa ao ar livre no Parque Creape

Sob a inspiração do escritor Monteiro Lobato, mestre da literatura infantil brasileira, Hortolândia celebrou, neste domingo (24/05), o prazer de ler. Em dia de festa e magia no Parque Creape (Centro de Referência em Educação Ambiental Parque Escola), no Jd. Santa Clara do Lago, Pedrinho, Narizinho, a boneca Emília e o Visconde de Sabugosa, entre outros personagens do mundo encantado da imaginação, receberam de braços abertos as mais de 35 mil pessoas que, segundo a Secretaria de Educação, passaram pelo 5º Hortolendo, entre as 10h e as 17h.

Realizada pela Prefeitura de Hortolândia, com apoio da Fundação Agostinho de Cultura, a festa literária é o ponto mais visível da política pública municipal de acesso a livros literários de qualidade, visando à formação de leitores e cidadãos. Também integra a programação oficial de aniversário dos 24 anos de emancipação do município. A abertura do evento, que contou com várias atrações musicais, dentre elas a Banda Municial e as fanfarras da EE (Escola Estadual) Prof.ª Liomar Freitas Câmara e da Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Interlagos.

Além de dezenas de tendas literárias para distribuição gratuita de livros e contato direto com autores; espaços para jogos, brincadeiras e pintura de rosto; exibição de trabalhos de alunos da rede municipal, a partir da obra infantil de Lobato; e de cantinhos acolhedores para contação de história, com livros dependurados nas árvores, neste ano, o evento recebeu os visitantes com novidades. Entre elas estavam os sete carrinhos instalados em diversos pontos do Creape, para distribuição gratuita de pipoca, ao longo do dia, com direito a pipoqueira personalizada com o logotipo do evento, como brinde. Outra atração,  foi o livro gigante interativo onde os participantes podiam brincar de jogo da velha ou caça-palavras. Na árvore das histórias, um convite: “Seja o protagonista de sua história!”. Pintada com olhos de Emília, Maria Helena Silva Macedo, de 10 anos, estudante da Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Jd. Nova Europa, que veio ao evento junto com as amigas, deixou o seu recado afixado em papel colorido. “Deus, cuide bem desse lugar tão lindo!”

Na tenda da literatura de cordel, crianças (e também adultos) faziam fila para tirar foto nos painéis pintados com a figura da Emília e do Visconde. Outra atração disputada foi o espaço “Tininha no Sítio do Picapau Amarelo”, uma tenda personalizada onde a arte educadora Cristina Lazaretti contava histórias do universo de Monteiro Lobato diante de dezenas de olhinhos curiosos.

Como nas edições anteriores, a população prestigiou mais uma vez a “Feira de Troca de Livros”, montada pela Secretaria de Cultura. Sempre movimentada, do início ao fim da festa, a Feira realizou mais de 3.000 trocas, inovando com a adoção da triagem de livros por cor. “A pessoa trazia o livro e nós classificávamos o item em branco, rosa ou amarelo. O objetivo era promover uma troca justa em relação à qualidade e ao gênero de livros. A população aderiu e assimilou a sistemática durante o evento. Julgo que foi uma experiência muito positiva e pretendemos aperfeiçoá-la para as próximas edições”, explicou o bibliotecário responsável, Rafael Antonio da Silva. A professora Kelly Angulo, de 41 anos, trouxe seis livros para trocar na Feira. “É interessante, porque promove a cultura. Juntando com os da minha família, trouxemos 15 livros”, explicava.

A fim de estimular o hábito da leitura entre os moradores da cidade, em especial os alunos da rede municipal de ensino, a Prefeitura distribuiu, ao longo de todo o evento,  mais de 35 mil livros. Num dos pontos de entrega, a analista de sistema da IBM, Elaine Venceslau, de 35 anos, que veio da capital morar em Hortolândia há cerca de um ano com a filha Gabrielle, de 11 anos, estava admirada com o tamanho da festa. “Nunca tinha visto uma festa literária pública, assim tão bem organizada. Estimula as pessoas a ler”, afirmava. “A leitura é muito importante. Melhor ainda quanto é associada ao cuidado ambiental”, destacou.

Ex-aluno de escola municipal, Caio Gregory Willians, de 12 anos, que agora estuda na EE Manoel Inácio, costuma vir ao Hortolendo. “É bem organizado e bonito. Dá vontade de ler.” A irmã, Anna Beatrice, de 10 anos, aluna da Emef Patrícia Capelato Basso, estava toda feliz por participar da festa com trabalho em Gibi, exposto em uma das tendas. “Vimos todo ano. É fantástica a iniciativa. Meus filhos esperam por ela. Cria um vínculo muito positivo com a leitura”, afirma a professora de inglês Fabiana Wilians, de 39 anos, moradora do Parque Ortolândia e mãe dos dois.

Hortolendo é referência

Embora voltada aos 23 mil alunos das 56 unidades escolares da rede municipal, a festa é aberta à comunidade e tem-se tornado referência em incentivo à leitura na região. Neste ano, o Hortolendo homenageou o escritor Monteiro Lobato e sua obra infantil. Em 2014, destacou a obra da escritora paulistana Ruth Rocha e reuniu cerca de 30 mil pessoas. Este é o primeiro ano em que a festa literária recebe aprovação na Lei Rouanet (Lei de Incentivo à Cultura) e recursos para a sua realização.

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