A FIFA decidiu seguir em frente com sua proposta, mesmo após a Uefa e a Concacaf expressarem forte desaprovação e ameaçarem boicotar o projeto da FIFA Forward Enterprise (FFE), que foi confirmado pela entidade dirigida por Gianni Infantino nesta sexta-feira (31).
“Valorizamos o retorno e as preocupações expressas publicamente e reafirmamos nosso compromisso em manter um diálogo aberto e democrático. O previsto processo de consulta foi afetado por informações errôneas na mídia. Vamos retomar essa consulta para assegurar que cada Associação Membro possa votar com base em informações concretas”, afirma o comunicado oficial.
A FIFA também buscou distanciar a proposta da acusação de que estaria comercializando os ativos do esporte. Segundo a entidade, “a FFE foi delineada exclusivamente para garantir que todas as Associações Membros tenham a chance de participar significativamente das oportunidades comerciais do futebol em seus países, preservando o espírito e a governança da FIFA e do futebol em geral. A venda do futebol nunca foi uma consideração da FIFA”.
Esclarecimento sobre a proposta da FIFA
O debate se concentra na criação da FIFA Forward Enterprise, uma subsidiária que assumiria a responsabilidade pela gestão comercial da Copa do Mundo. Embora a FIFA mantenha o controle majoritário, o novo modelo permitiria a participação de investidores privados, similar à transformação de clubes associativos em Sociedades Anônimas do Futebol (SAF).
Essa operação pode gerar até R$ 20 bilhões em vendas de participações acionárias. Infantino defende que uma parte significativa desses recursos seria direcionada às federações nacionais, além de alavancar totalmente o potencial de patrocínios e direitos de transmissão.
Visão contrária
A Uefa e a Concacaf, que representam em conjunto 96 das 211 federações filiadas, rejeitaram a proposta de forma unida. A principal preocupação reside na possibilidade de que a inclusão de acionistas privados — mesmo que em uma fatia minoritária — possa subordinar decisões esportivas a interesses comerciais, ameaçando a integridade dos torneios.
O futuro da proposta será decidido em votação entre todas as associações membros da FIFA.
Fonte: Pauta Viva / Esporte
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