Mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) do Jardim Bassoli participaram nesta sexta-feira (28) de uma reunião para definir as características do novo parquinho inclusivo a ser implantado na área anexa ao Centro de Saúde do bairro. Cerca de 15 pessoas estiveram presentes no encontro mensal do Grupo de Pais de Crianças com TEA, conduzido pelo médico de família Pablo Enrique Mendieta e servidores da Prefeitura de Campinas, com a presença dos arquitetos responsáveis pelo projeto.
Projeto participativo para o parquinho inclusivo do Jardim Bassoli
Durante a reunião, o médico orientou as famílias sobre como agir em momentos de crise das crianças, e as mães compartilharam experiências e dúvidas, reforçando o grupo como um espaço de apoio e escuta mútuos. O principal foco foi a apresentação das primeiras propostas para o Parquinho Inclusivo e Intergeracional do Bassoli, que integra esforços de sete secretarias municipais para criar um espaço em que crianças com e sem deficiência possam brincar juntas, além de promover a convivência entre diferentes gerações.
Os arquitetos Bruno Laginhas e Mariana Wandarti recolheram as necessidades da comunidade para a elaboração do projeto, que avança desde a contratação da empresa responsável no mês de junho. As sugestões das mães serão consideradas e até mesmo o nome do parquinho será escolhido pela comunidade através de votação.
Principais sugestões das famílias para o espaço
Entre as ideias destacadas estão ambientes fechados e tranquilos para que as crianças possam se acalmar durante crises sem precisarem sair do parquinho. Também foi solicitado que o local tenha cercas e controle de acesso, prevenindo que as crianças saiam desacompanhadas em momentos de desregulação.
As mães sugeriram brinquedos que despertem o interesse dos pequenos, como estruturas de escalada, pneus coloridos e equipamentos com efeitos de água, além de um horário de funcionamento definido, garantindo o fechamento do espaço fora desse período.
Participação do poder público e continuidade do trabalho
O encontro contou ainda com as servidoras Sara Castro, chefe do Setor de Gestão das Parcerias, e Danielli Guimarães, diretora do Departamento de Política, Acessibilidade e Inclusão da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, que afirmaram que a presença do poder público ajuda a aproximar os serviços das demandas da comunidade.
A secretária Vandecleya Moro destacou que o trabalho de construção do parquinho inclusivo nasce da escuta atenta às necessidades das famílias e garantiu o apoio contínuo para que nenhuma mãe se sinta sozinha no cuidado com as crianças.
Ao final, as participantes pediram a continuidade dos espaços de escuta, orientação e convivência, essenciais para a inclusão social e a assistência às famílias de crianças com TEA, com o objetivo de transformar o parquinho em um local seguro, acessível e acolhedor.
Perguntas frequentes
Qual o objetivo do parquinho inclusivo no Jardim Bassoli?
O espaço visa promover a convivência entre crianças com e sem deficiência e diferentes gerações, oferecendo lazer e inclusão social.
Quem participou da definição do projeto?
Mães de crianças com TEA, arquitetos do projeto, equipe do Centro de Saúde do bairro e representantes da Prefeitura de Campinas estiveram envolvidos.
Quais propostas foram apresentadas para o parquinho?
Ambientes calmos para crises, cercas e controle de acesso, brinquedos interativos e horário de funcionamento definido, entre outras sugestões.
Como o poder público está envolvido no projeto?
Sete secretarias municipais colaboram no projeto e acompanham reuniões para garantir que o parquinho atenda às necessidades da comunidade.
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