A cartilha “Mulher, você não está sozinha”, criada pela Prefeitura de Campinas em parceria com o Ministério Público de São Paulo, tem sido utilizada pela psicóloga Leila Rocha para expandir o debate sobre violência contra a mulher, principalmente durante o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização sobre o tema.
Com informações detalhadas sobre os diferentes tipos de violência — psicológica, física, sexual, moral, patrimonial e virtual —, o material também lista os serviços que compõem a rede de proteção do município.
Ampliação do debate sobre violência contra a mulher
Leila organizou cinco encontros que reuniram cerca de 400 pessoas, entre mulheres e homens, no Grupo Espírita Casa do Caminho, além de iniciar transmissões ao vivo no Instagram para abordar o assunto. A próxima transmissão está marcada para segunda-feira, 24 de agosto, às 19h30, no perfil @institutoleilarocha (https://www.instagram.com/institutoleilarocha/).
Conteúdo e importância da cartilha
A psicóloga destaca a riqueza da cartilha, que traz orientações para identificar violência, explica o ciclo da violência, apresenta alertas importantes, além de informações sobre a Lei Maria da Penha e instruções para buscar ajuda. Segundo ela, muitas mulheres não percebem que são vítimas ou sentem vergonha de falar sobre a violência sofrida, tornando fundamental o apoio de uma rede confiável.
Envolvimento dos homens no tema
Leila ressalta a necessidade de incluir os homens na conversa, para que compreendam que certas atitudes podem ser agressivas mesmo sem intenção. Ela cita que agressores esclarecidos podem reconhecer a violência que cometeram, reforçando a importância de abordar o tema amplamente.
Tipos e efeitos da violência
A cartilha trata de diversas formas de violência, não se limitando à física. As agressões moral, patrimonial, sexual e outras afetam profundamente a vítima, impactando sua autoconfiança e desenvolvimento pessoal.
A especialista aponta três elementos essenciais para lidar com o trauma: vítima, agressor e negligenciador — este último se refere a quem presencia a violência e não age, sendo também responsável pelo problema.
Continuidade do trabalho e próximos passos
Leila reforça que o combate à violência contra a mulher deve ir além do Agosto Lilás, tornando-se uma ação permanente para promover uma convivência respeitosa e menos violenta entre mulheres e homens.
O próximo passo envolverá diálogo com as mães de mais de 240 crianças apoiadas pela Casa da Criança Mei Mei, vinculada ao Grupo Espírita Casa do Caminho, além da manutenção das transmissões ao vivo pelo Instagram.
A cartilha está disponível para consulta e download na página do centro espírita (https://grupocasadocaminho.org.br/gecc/) e também no portal da Prefeitura de Campinas (https://campinas.sp.gov.br/sites/mulher/cartilha-violencia-contra-a-mulher).
Perguntas frequentes
Qual é o objetivo da cartilha “Mulher, você não está sozinha”?
Ela visa informar e orientar mulheres e homens sobre os diversos tipos de violência contra a mulher e indicar serviços de proteção disponíveis em Campinas.
Como posso participar das transmissões ao vivo da psicóloga Leila Rocha?
As transmissões ocorrem no perfil @institutoleilarocha no Instagram, com a próxima marcada para 24 de agosto às 19h30.
Onde posso consultar ou baixar a cartilha?
A cartilha está disponível no portal da Prefeitura de Campinas e no site do Grupo Espírita Casa do Caminho.
Quem são os negligenciadores mencionados pela psicóloga?
Negligenciadores são pessoas que presenciam a violência e não tomam atitude, contribuindo para a manutenção do problema.
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