O 1º Fórum Metropolitano de Educação Profissional foi realizado nesta segunda-feira, 8 de setembro, no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes, em Campinas, com o objetivo de discutir inovações, mercado de trabalho e a importância da formação técnica para a população. O evento celebrou os 22 anos do Centro de Educação Profissional de Campinas (Ceprocamp) e reuniu profissionais da educação, gestores públicos e representantes do setor privado.
Debates sobre inovações e mercado de trabalho na região
Com o tema “Desafios da Educação Profissional de Nível Técnico frente às demandas do mundo do trabalho”, o fórum abordou o contexto econômico da Região Metropolitana de Campinas (RMC). O prefeito Dário Saadi participou da abertura e destacou a importância de preparar os alunos para as mudanças do mercado.
No evento, o prefeito visitou estandes, incluindo um que apresentou robôs humanoides compactos previstos para apoiar atividades da Educação de Jovens e Adultos (EJA) a partir de 2027, com capacitação específica para os educadores utilizarem essa tecnologia em atividades como leitura e conversação.
Ceprocamp como referência em qualificação técnica
A secretária de Educação de Campinas, Patrícia Adolf Lutz, ressaltou a parceria com o Centro Paula Souza e a proposta para criação de um selo que reconhecerá empresas da RMC que promovem diversidade e inclusão. Ela destacou o Ceprocamp como sinônimo de excelência em qualificação técnica e informou que duas novas unidades devem ser entregues no segundo semestre de 2027, nos bairros Jardim São Marcos e Vila Padre Anchieta, com investimento total de R$ 13 milhões, para atender cerca de 960 alunos diariamente com cursos técnicos, qualificação e turmas de EJA.
O fórum, aberto ao público, foi organizado pela Fundação Municipal para Educação Comunitária de Campinas (Fumec), gestora do Ceprocamp, e contou também com a presença dos secretários municipais de Cultura e Turismo, Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, Trabalho e Renda, além do superintendente da Fumec, Ary Pissinatto, e do vereador Luiz Carlos Rossini, presidente da Câmara Municipal de Campinas.
Inclusão social e potencial de empregabilidade
A coordenadora do Ceprocamp, Andréa Jaconi, destacou que a instituição já beneficiou mais de 48 mil pessoas por meio de seus cursos. Ela reforçou que o fórum é um espaço para identificar as demandas das empresas e setores com maior potencial de empregabilidade, levando em consideração as necessidades dos municípios. A educação profissional é vista como instrumento para inclusão social, autonomia e geração de renda, proporcionando melhores condições para aqueles em situação de vulnerabilidade ingressarem e se manterem no mercado de trabalho.
Estrutura do Ceprocamp em Campinas
Atualmente, Campinas conta com cinco unidades fixas do Ceprocamp localizadas nos bairros Centro, Satélite Íris (José Alves), Campo Grande (Jardim Santa Clara), Ouro Verde (Jardim Cristina) e Campo Belo. Além disso, há três unidades móveis nas regiões da Vila Padre Anchieta, Jardim Vista Alegre e Monte Cristo, somadas a parcerias com instituições que cedem espaços para cursos.
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