A pesquisa realizada pela plataforma iSeeCars fez uma análise detalhada de modelos usados nos Estados Unidos, buscando identificar aqueles com mais chances de atingir a marca de 250 mil milhas, equivalente a cerca de 402 mil quilômetros. Os dados destacam utilitários esportivos, picapes e modelos híbridos como os que tendem a se manter em uso por períodos mais longos.
Análise do Mercado Americano sobre Modelos e Manutenção

O estudo faz uso de dados do mercado norte-americano, observando veículos com quilometragem elevada. É importante notar que não se pode generalizar que todas as unidades de um modelo específico alcançarão a quilometragem mencionada. Fatores como manutenção, clima, uso específico, acidentes e cuidados influenciam diretamente na longevidade de cada veículo.
Modelos como Toyota Sequoia, Toyota 4Runner e Toyota Highlander Hybrid, assim como diversas picapes, se destacam na lista dos mais propensos a atingir ou até mesmo ultrapassar a média. Veículos usados para trabalho ou viagens frequentemente acumulam quilometragem rapidamente. Proprietários, por outro lado, tendem a realizar reparos prolongados em unidades que mantêm motor, transmissão e estrutura em boas condições.
A durabilidade vai além da marca. A manutenção adequada — incluindo trocas de óleo, fluidos, filtros, e componentes como correias e suspensão — é crucial. Condições de uso como percursos curtos e tráfego intenso podem exigir intervalos de manutenção diferentes em comparação com veículos que se deslocam frequentemente por rodovias.
No mercado de usados, um baixo nível de quilometragem não substitui um bom histórico de manutenção. Um carro com baixa utilização pode ter seus pneus danificados pelo tempo, baterias descarregadas e peças ressecadas, enquanto um veículo com maior quilometragem, mas que possui revisões em dia, pode fornecer uma visão mais confiável sobre seu estado mecânico.
Olhando para Sustentabilidade e Manutenção
A pesquisa também aborda questões de sustentabilidade. Aumentar a vida útil dos veículos ajuda a distribuir emissões e recursos de fabricação ao longo do tempo. Contudo, carros mais antigos podem ter um consumo elevado e emitir mais poluentes. Decidir entre consertar ou substituir um veículo envolve considerar fatores como segurança, eficiência e disponibilidade de peças.
No Brasil, condições como qualidade do pavimento, tipo de combustível e temperatura impactam o desempenho dos veículos com relação a dados observados em outros países. Modelos fabricados localmente podem ter suspensões e pneus adaptados. Portanto, análises de mercados estrangeiros são úteis, mas devem ser complementadas por uma avaliação técnica individualizada de cada veículo.
Para os consumidores, a mensagem principal é que o estado, a documentação e o histórico de manutenção devem ser verificados antes de escolher um modelo reconhecido por sua durabilidade. Nenhuma marca impede o desgaste ou a necessidade de reparos, e a capacidade de um veículo ultrapassar 400 mil quilômetros depende de seu projeto, uso e dos cuidados contínuos ao longo de sua vida útil.
Fonte: Alpha Autos
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