Em 1981, a Ford lançou o Del Rey no Brasil, trazendo um sedã que atendia ao desejo de conforto e recursos luxuosos em dimensões menores. Baseado na mecânica do Corcel II, o Del Rey veio para preencher o vazio deixado por modelos maiores como Galaxie e Maverick.
Sedã compacto que atendeu a demanda por veículos menores na década de 80

A decisão pela criação do Del Rey foi influenciada pelas crises do petróleo e o aumento dos preços dos combustíveis. Com isso, os sedãs de grande porte tornaram-se menos populares, enquanto as montadoras se voltaram para carros com motores menores e mais eficientes. O Del Rey combinou uma base familiar com acabamentos e características que não eram comuns na indústria nacional da época.
Equipamentos como vidros elétricos, relógio digital e iluminação interna de teto estavam disponíveis, dependendo da versão. O painel foi projetado com instrumentos adicionais, e os bancos buscaram oferecer um toque exclusivo em comparação aos modelos mais básicos da Ford.
O Del Rey oferecia versões de carroceria de duas e quatro portas, e em 1983, uma transmissão automática e uma versão perua, a Scala, foram adicionadas. Embora o sistema automático fosse uma adição atraente, a maioria dos consumidores ainda preferia as transmissões manuais por questões de custo e economia de combustível.
O motor CHT foi uma opção adotada pelo modelo em suas versões posteriores, dando continuidade à evolução da motorização da família Corcel. Durante a fase da Autolatina, também recebeu o motor AP 1.8, proveniente da Volkswagen, o que melhorou seu desempenho e comprovou a interprodução de componentes entre as fabricantes durante a parceria.
Ford Del Rey: O Luxo na Plataforma do Corcel
Ao longo dos anos, a Ford manteve a estrutura fundamental enquanto fez atualizações estéticas e de acabamento no Del Rey. A produção foi encerrada em 1991, quando o Versailles – derivado do Volkswagen Santana – começou a ocupar esse espaço. Ao todo, cerca de 350 mil unidades do Del Rey foram produzidas ao longo de sua década de mercado.
Dentre as versões ainda existentes, modelos como Ouro, Ghia e os automáticos encontram um bom interesse no mercado de colecionadores. A condição do carro, incluindo a integridade do acabamento e o funcionamento dos acessórios elétricos, desempenha um papel crucial na avaliação do veículo. A disponibilidade de peças mecânicas também diverge das componentes internos e dos detalhes de carroceria que podem ser mais difíceis de encontrar.
O legado do Del Rey representa uma adaptação acertada às mudanças de mercado, respondendo ao aumento dos custos dos veículos grandes. Em vez de apenas replicar o tamanho do Landau, a Ford introduziu uma série de equipamentos em um modelo menor. O Del Rey é um exemplo de como a eficiência de combustível e a inovação puderam coexistir nos anos 80.
Fonte: Alpha Autos
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