A WEG, em parceria com a Next, lançou uma estação de recarga no Brasil com impressionantes 960 kW de potência, focada principalmente em frotas de ônibus elétricos. Essa estação é capaz de abastecer até 12 veículos ao mesmo tempo, ampliando significativamente a capacidade para operações de transporte coletivo.
Capacidade para 12 veículos simultaneamente

Essa nova infraestrutura surge em um contexto onde várias cidades estão buscando expandir suas frotas eletrificadas. A implementação de ônibus elétricos requer não apenas a compra dos veículos, mas também a instalação dos carregadores, a conexão com a rede elétrica, adaptações nas garagens e sistemas que gerenciem eficazmente o uso da energia disponível.
Os 960 kW não são distribuídos equitativamente entre todos os ônibus ao mesmo tempo; o sistema é projetado para gerenciar a distribuição de potência, respeitando os limites dos veículos e as especificações da instalação elétrica. Adicionalmente, as prioridades de carga podem ser definidas pelo operador durante os períodos de abastecimento.
A gestão da energia é crucial para a eficiência da operação. Ônibus que seguem rotas distintas podem retornar em horários variados e com diferentes níveis de carga, o que permite que o sistema realoque a energia conforme a necessidade, otimizando operações e reduzindo a carga em veículos que permanecerão parados.
Além disso, a ampliação da capacidade de recarga requer planejamento adequado da infraestrutura elétrica das garagens. Componentes como transformadores e cabeamentos devem ser atualizados para atender picos de demanda que antes não existiam, quando esses locais apenas serviam veículos movidos a combustíveis tradicionais.
Investimento em mobilidade elétrica
Os operadores devem levar em conta o custo total envolvido na implementação da nova infraestrutura. Um carregador mais potente pode diminuir o tempo de carga e a quantidade de equipamentos necessários, mas isso exige investimento também na capacidade elétrica. Assim, a análise deve incluir manutenção, demanda contratada e eficiência no consumo de energia no dia a dia da frota.
A iniciativa das empresas brasileiras, que investem em produção e engenharia local, fortalece a cadeia de eletrificação dos ônibus. Quanto mais locais forem os insumos e serviços de instalação, maior será o impacto positivo na economia local além da fabricação dos veículos.
A estação de 960 kW comprova que a evolução do transporte coletivo não se limita à produção de ônibus eléctricos. A sinergia entre veículos, infraestrutura elétrica, software de gestão e sistemas de carregamento é essencial para garantir uma eletrificação escalável, evitando gargalos que possam prejudicar a operação diária.
Fonte: Alpha Autos
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