Levantamento mostra queda também nos preços do café, frutas, óleos e açúcar, refletindo a recuperação da oferta de alimentos e matérias-primas.
Os consumidores paulistas encontraram o azeite de oliva 17,10% mais barato nos supermercados nos últimos 12 meses. É o que aponta o Índice de Preços dos Supermercados (IPS) de junho, elaborado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Segundo o levantamento, a redução está relacionada à recuperação da oferta internacional do produto, contribuindo para aliviar o orçamento das famílias.
Café, frutas e óleos também registram queda
Além do azeite, outras categorias importantes da cesta de compras apresentaram redução de preços ao longo de 2026.
Entre os destaques do levantamento estão:
- Azeite de oliva: queda de 17,10% nos últimos 12 meses;
- Açúcar e adoçantes: redução de 15,41% no acumulado de 2026;
- Frutas: queda de 12,70% no ano;
- Café: recuo de 11,55% em 2026;
- Chocolates em pó e chás: redução de 8,60%;
- Óleos: queda de 8,20% no acumulado do ano.
Oferta maior influencia os preços
De acordo com a APAS, a redução dos preços está diretamente ligada ao aumento da oferta de diversos produtos.
No caso do café, o avanço da colheita da safra brasileira e a melhora da oferta global contribuíram para a queda dos preços.
Já os óleos foram beneficiados pela safra recorde de soja, enquanto as frutas registraram maior disponibilidade de produtos como maçã, maracujá e abacate.
O azeite de oliva também foi impactado pela recuperação da produção internacional, favorecendo a redução dos preços nos supermercados.
Cenário favorece o consumidor
Segundo Acácio Maciel, diretor regional da APAS em Campinas, a melhora na oferta de diferentes cadeias produtivas tem criado um ambiente mais favorável para o consumidor.
“Esse movimento amplia as oportunidades de economia para o consumidor, especialmente na composição das compras do dia a dia”, afirma.
Tendência pode aliviar o orçamento das famílias
A redução dos preços em itens amplamente consumidos representa uma oportunidade de economia para os consumidores, principalmente em produtos presentes com frequência na cesta de compras. O comportamento dos preços, segundo o levantamento, reflete a normalização da oferta em diferentes segmentos da produção agrícola e alimentícia.
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