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Vamos enfrentar o desmonte da Educação Pública Federal

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Nosso mandato está acompanhando de muito perto a grave situação das universidades e dos institutos federais. Temos nos reunido com docentes e diretores de vários campi do IFSP no interior e a situação é aflitiva para quem defende e quer uma educação de qualidade. Nas universidades federais, como a UFScar, que além de São Carlos, tem campi em Sorocaba, Buri – Lagoa do Sino, e Araras há recursos para até o meio do segundo semestre.

A desconstrução da educação pública desde o golpe de político-midiático que depôs a presidenta Dilma encontrou na pandemia um álibi para reduzir recursos que já vinham sendo minguados desde a emenda constitucional 55, que, sob Temer, congelou os gastos públicos por 20 anos em áreas como saúde e educação. Foi sob Temer, também, a mudança de regras na partilha dos recursos do Pré-Sal, que destinava recursos para a saúde e a educação públicas. Não se pode esquecer disso. Reitero: a pandemia é álibi.

Em 2020, o governo de Jair Bolsonaro contingenciou 30% do orçamento para as federais. Na peça deste ano, foram cortados R$ 1 bilhão que manteria as universidades viáveis. A luta, agora é para recompor esse valor via orçamento suplementar, um caminho muito mais longo e sofrido.

A redução de recursos à UFScar, por exemplo, chega aos 21% e a universidade não tem mais onde reduzir despesas. Outros campi estão na mesma situação: trabalhando hoje para tentar manter-se viável e já projetando um 2022 de extrema dificuldade.

Essa é uma luta de todos nós, parlamentares e sociedade. Permitir a asfixia da escola pública, em qualquer nível, é corroborar com o projeto ultraliberal que vê no Estado apenas um instrumento de poder, mas não de desenvolvimento social. O desmonte está seguindo um rito.

É preciso garantir a vida saudável das escolas públicas, porque elas viabilizam a presença dos filhos e filhas dos porteiros, dos motoristas, dos pedreiros, dos enfermeiros, dos policiais, enfim, dos trabalhadores e das trabalhadoras ao meio acadêmico.

Márcia Lia

Deputada Estadual

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PIB da Vassoura

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Em junho de 2017, apresentamos ao Congresso Nacional o projeto de lei que prevê a criação do PIB da Vassoura. A ideia é medir o peso dos chamados afazeres domésticos, como limpar a casa, fazer almoço e jantar, lavar roupa, cuidar dos filhos, levá-los a escola, entre outros, no PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todas as riquezas do nosso país, para a elaboração de políticas públicas que reconheçam e valorizem a atividade chamada de “trabalho do amor”, que é realizada majoritariamente por mulheres, não é remunerada e é invisível à sociedade, apesar de ser um dos sustentáculos da economia.

Um exemplo do impacto socioeconômico de uma medida como essa acaba de ser implantado na Argentina, onde o cuidado com os filhos passou a contar como tempo de serviço quando a mulher entra com o pedido de aposentadoria. No país vizinho, no cálculo do benefício, estão sendo incluídos um ano de contribuição para cada filho, dois anos para cada filho adotado e três anos para cada filho com deficiência. A medida, segundo o governo argentino, vai beneficiar, de forma imediata, mais de 150 mil mulheres com idades entre 60 e 64 anos.

Além da Argentina, outros países da América Latina também já incluíram o cuidado na economia. Uruguai e México, por exemplo, implementaram políticas públicas, como a criação de assistência gratuita a crianças e idosos, para que as mulheres tenham mais tempo para se dedicar a suas carreiras, e programas de combate à discriminação de gênero. Em função da nossa proposta, tivemos a oportunidade de visitar os dois países, a convite da ONU Mulheres, para acompanhar de perto como tudo isso funciona.

Na prática, precisamos, inicialmente, que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) faça uma pesquisa para mensurar o valor da contribuição do cuidado para a economia. Fazendo uma reflexão rápida, o que seria da produção de alimentos se o agricultor não tivesse “alguém” com quem deixar os filhos? Sabemos que essa pessoa acaba abrindo mão de uma potencial carreira para se dedicar exclusivamente ao cuidado.


A partir daí, abriríamos um enorme “guarda-chuva”, chamado tecnicamente de conta-satélite, para estruturar políticas públicas para a valorização das donas de casa, a garantia de direitos como compensação previdenciária em curso na Argentina e o desenvolvimento de ações de combate à desigualdade e em busca da paridade de gênero no nosso país.


Valorizar o trabalho da dona de casa e enquadrá-la como pessoa economicamente ativa é uma forma de reconhecer um elo esquecido mas essencial na cadeia produtiva brasileira. Atualmente, aproximadamente 40 milhões de mulheres dedicam-se à família no Brasil. Segundo a economista Hildete Pereira de Melo, professora da Universidade Federal Fluminense, o conjunto dessas atividades, que ficou conhecido como “PIB da Vassoura”, pode representar um incremento de 10% no PIB nacional, que foi de R$ 7,4 trilhões em 2020.
Conforme explica a professora Hildete, “na sociedade mercantil capitalista em que vivemos, só é valorado [quando há atribuição de valor] o que é vendido”. Como o trabalho doméstico é um dos pilares do patriarcado, esses afazeres sempre foram vistos como obrigação feminina dentro do espaço de servidão reservado, historicamente, às mulheres.

Aos poucos, estamos superando essa visão machista e avançando. Nossos vizinhos são exemplos de que, com vontade política e, sobretudo, mobilização de homens e mulheres, é possível tirar as donas de casa da invisibilidade e enxergá-las como trabalhadoras, produtivas e protagonistas que são, com papel fundamental na sociedade.

Ana Peruginié funcionária pública do TJ-SP, com formação em direito pela PUC-Campinas e pós-graduação em gestão pública pela FGV/Perseu Abramo. Mãe de três meninas, foi vereadora, deputada estadual e federal, quando presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. É autora do projeto que cria o PIB da Vassoura

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Dia do Sexo (6/9) – 10 dicas para falar sobre sexo saudavelmente

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No dia 6/9, Margareth Signorelli, especialista em relacionamento e sexualidade, ensina como melhorar a comunicação para uma vida sexual mais prazerosa

Sexo é uma parte importante do relacionamento e também uma das áreas mais desafiantes para se navegar quando se fala em negociar necessidades e preferencias.  As pessoas veem sexo de modos diferentes uma das outras, é comum para uma delas quererem sexo mais frequentemente ou de modo diferente da outra.  Sexo pode ser muito importante para uns e não tão importante para outros, estas diferenças irão afetar o relacionamento ao longo do tempo e influir em vários aspectos dependendo de como o casal resolver administra-las.

Caso discutir este assunto esteja fora dos planos do casal e ter uma vida sexual satisfatória não seja tão importante, frustrações e desconexões poderão acontecer por falta desta preciosa comunicação.

Então, como é que um casal pode falar sobre este assunto? Darei 10 sugestões para falar sobre sexo saudavelmente.

1) Fale – Não assuma que o seu parceiro sabe que existe um problema ou uma carência sua. Mesmo que você ache que já deu as maiores dicas e mostrou quais são as suas necessidades, se nada mudou esta na hora de falar claramente sobre o assunto.

2) Privacidade – Não fale sobre o assunto durante ou imediatamente após o sexo. Tenha esta conversa quando tiver privacidade e não precisar se apressar.

3) Intenções – Comece sua conversa colocando suas intenções. Sugiro que não comece fazendo a pessoa se sentir culpada ou envergonhada. Repense como colocar seu descontentamento. Intenções que reflitam o desejo de construir intimidade, conexão, satisfação e prazer entre você e a outra pessoa serão baseadas em ouvir e se comunicar e não em atacar, se defender ou se afastar.

4) Seja Clara – Em primeiro lugar deixe seu parceiro saber como ele ou ela te faz sentir e o que você aprecia na sua vida sexual.  Aí fale o que esta faltando e porque é importante para você. Seja concreta e clara na sua colocação. Não se intimide em usar a linguagem que reflita como você quer ser tocada e onde. Se a questão não for a qualidade e sim a quantidade, seja clara dizendo o quanto a mais sexo você quer e porque.

5) Preferencias e Necessidades – Lembre-se de perguntar como os desejos dele têm sido alcançados e se ele deseja algo diferente. As pessoas são diferentes uma das outras e tem preferencias e necessidades distintas. Em outras palavras, não espere que seu companheiro goste das mesmas coisas que seu ex gostava e nem que ele não mude com o tempo.

6) Explorar Possibilidades – Esteja aberta para explorar possibilidades, sexo libera estresse, aumenta bem estar, cria intimidade, aumenta auto estima e traz alegria para o relacionamento. Esteja aberta para explorar técnicas diferentes, lugares, frequência, isto trará benefícios inesperados para você dois.

7) Hora Certa – Se após uma longa conversa sobre o assunto, você ou seu parceiro não estiverem confortáveis para iniciar o ato sexual, respeite seus limites. É importante que qualquer mudança ocorra em um ambiente relaxado e harmônico. Caso você não consiga aceitar as coisas como estão, então será uma conversa para outra ocasião.

8) Intimidade e Conexão – A próxima vez que fizerem sexo não se pressione. Esteja aberta para tentar novas coisas e novos territórios, mas faça com uma atitude dentro do clima sensual ou “na brincadeira”. Não se preocupe em fazer coisas de um modo certo. Foque-se em criar intimidade e conexão, o resto irá fluir.

9) Guiar – Não se intimide em guiarou mostrar para o seu companheiro como lhe dar prazer. A maioria dos parceiros quer dar prazer ao outro, mas não sabe como e nem como pedir que o ensinasse. Um movimento delicado amoroso ou mesmo um olhar pode ajuda-lo a entender o caminho a seguir.

10) Apreciação – De para seu parceiro muitos feedbacks positivos e fale sobre o assunto. Deixe-o saber de um modo ou de outro que ele esta lhe dando prazer. É importante que você mostre que aprecia o progresso que estão tendo juntos.

O objetivo é que vocês se sintam seguros, confiante, amados e com intimidade nas suas relações sexuais.

Será nesta atmosfera de amor e conexão que sua intimidade crescerá fazendo com que boa parte do seu relacionamento esteja equilibrada, ajudando assim o fluir das outras.

SOBRE MARGARETH SIGNORELLI

Profissional com formação internacional, Margareth Signorelli tem como missão auxiliar, apoiar, encorajar e guiar pessoas no processo de transformação, buscando o autoconhecimento profundo e quebra de obstáculos internos que impedem que o bem-estar e o amor fluam livremente em suas vidas, para isso possui a seguinte formação:

Pós-graduada em Sexualidade e terapia sexual – Prosex- FMUSP
Método Gottman de Terapia de Casal – Level I e II
Certificada Leader do Método Gottman “Os 7 Princípios para um Relacionamento Saudável”
Certificada Especialista em Relacionamento e Sexualidade – Abrap e Centro Metamorfose
Certificada Especialista em Relacionamento – Los Angeles – USA
Certificada Especialista em Relacionamento Conjugal – ICI
Certificação Internacional Gold Standard Advanced EFT Terapeuta
Certificado Optimal EFT terapeuta
Psicologia Básico e Avançado – Instituto de Psicologia Positiva & Comportamento – São Paulo – Brasil
Quantum Evolution – ICI – São Paulo – Brasil
Feminine Power Mastery – Los Angeles – USA
Bacharel em Enfermagem – PUC – Campinas

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Política, um bem de todos nós

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Ana Perugini

Episódios de corrupção e mau uso do dinheiro público ocorrem todos os dias e têm levado brasileiros a se afastarem do debate político e, assim, abrir mão do direito de participar das decisões em seus bairros, condomínios, municípios, estados e no nosso país. Embora essa desilusão seja totalmente compreensível, não podemos demonizar a política a partir de casos e narrativas polarizadas, muitas vezes alimentadas por populismo e ‘fake news’.

Afinal, a política é um instrumento de organização da sociedade, imprescindível para a organização da cidade, a administração do que é público e privado. Você já parou para pensar que até empresas gigantescas precisam se adequar à legislação da cidade, do estado e do país em que estão instaladas? Pois é. As leis são produtos da política.

A política é necessária a todo ser humano. Ela organiza a escola dos nossos filhos; determina se eles vão estudar em período integral, se terão merenda, transporte e material escolar; estabelece o número de aulas temáticas e o conteúdo de cada uma delas; e define a inclusão de temas transversais, como o racismo e a violência contra meninas e mulheres.

É através da política que são definidos como será o atendimento na saúde e a oferta de serviços como água, esgoto, asfalto e coleta de lixo. É ela que estabelece critérios para execução e cobrança – ou não – desses serviços. A CIP (Contribuição de Iluminação Pública), por exemplo, foi criada em 2002 por meio de uma emenda constitucional. Foi um ato político que criou uma despesa extra para o consumidor ajudar as distribuidoras no custeio da iluminação pública.

Se uma cidade como Hortolândia quer uma DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), tem de recorrer à política. A prefeitura precisa fazer o pedido junto ao Governo do Estado, por meio da Secretaria de Segurança Pública, e contar com a atuação de deputados e movimentos populares, para que a solicitação ganhe força e o pleito seja atendido. 

A inflação fora de controle, de quase 10% acumulados em 12 meses, os altíssimos preços dos alimentos, dos combustíveis e do botijão de gás também têm origem política. Na verdade, além de fatores externos e da crise deflagrada pela pandemia, são provenientes da falta de uma política econômica voltada às necessidades essenciais do nosso povo.

Recentemente, tivemos as reformas trabalhista e previdenciária, que precarizaram o trabalho, suprimiram direitos, diminuíram o poder de compra do trabalhador e impuseram barreiras praticamente intransponíveis para a tão sonhada aposentadoria. Essas mudanças resultaram de um amplo processo político desenvolvido entre o Congresso Nacional e o governo federal, com ponderações do Poder Judiciário.

Tudo isso é política. Nós podemos participar e influenciar cada uma dessas decisões. Participação política não se faz apenas com voto. Precisamos acompanhar o dia a dia das associações de moradores, frequentar audiências públicas, integrar conselhos municipais, dar sugestões para composição do orçamento participativo, cobrar vereadores, prefeitos, deputados e senadores, olhar para o zoneamento da cidade, que define onde serão construídas indústrias e moradias, por exemplo.

A política não é uma coisa ruim. Assim como outras atividades, é povoada por pessoas. Por isso, temos de desmistificá-la. Se você não participa, cria ojeriza e se afasta dela, deixa que pessoas que pensam de determinada maneira e gostam de política ditem as regras. E as ideias delas nem sempre vão bater com as suas. Participe!

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