Connect with us

Coluna

Na Copa, não!

Publicado

em

Nunca vi uma sequência como a que estamos vivendo na atualidade. Até nos jogos da copa mundial o que interessa é quem chuta os valores mais altos. Nesta apresentação aprendemos lições de vida.

Alguém já comentou que estamos pouco ligados ao convescote esportivo que se desenrola onde se reúnem atletas capitalistas para a distração camuflada global. A mídia aproveita para chutar alto e auferir lucros astronômicos com a divulgação de imagens altamente valorizadas e caras e que dão a volta ao mundo. Esse brilho enganoso me fez lembrar de cenas da infância, em Leme-SP.

O campinho de futebol localizado no terreno em frente de casa era o ponto de reunião da criançada no final da tarde. Na escolha dos jogadores de um e de outro time, preferia ficar por último e quase sempre designado para onde ninguém queria: a posição de goleiro. Eu gostava, por uma razão simples. Parado no gol poderia apreciar os belos caquis nas árvores do terreno vizinho. Havia outro motivo adicional.

As bolas altas e velozes que o goleiro não pegava invariavelmente caiam no vizinho. Era a minha chance de ver de perto as frutas ao buscar a bola perdida e eis que um dia aconteceu o inesperado.

A bola batera na copa alta do caquizeiro, derrubou vários caquis maduros e justamente naquele momento apareceram os donos que deram a maior bronca no goleiro frangueiro.

Fui punido duplamente. Pelo meu time derrotado e por ter perdido a chance de experimentar os apreciados caquis maduros que desconfio até hoje terem sido os alvos dos chutes. Por causa daquele acidente esportivo desastroso apareceu no dia seguinte um aviso lá na cerca do vizinho: BOLA ALTA NA COPA, NÃO.

Hoje, os apreciados caquis são os altos valores disputados atrás da linha do gol.

E o goleiro é sempre o culpado!

Francisco Habermann fhaber@uol.com.br

Coluna

Na passarela o Peugeot 3008

Publicado

em

Por

Modelo equipado com motor turbo é destaque por onde passa

A Peugeot está sabendo aproveitar o fato de fazer parte do Grupo Stellantis, que aqui no Brasil também comercializa os modelos das marcas Citroën, Fiat, Jeep e Ram. Em 2021 a marca do Leão cresceu 126% e fechou o primeiro quadrimestre de 2022 com crescimento de 122%.

Esses resultados são baseados nas vendas de uma linha de veículos comerciais e dos modelos 208, que também é comercializado na versão 100% elétrica e dos SUVs 2008 e 3008 – esse último o Portal Hortolândia teve a oportunidade de conhecer e avaliar.

O Peugeot 3008 disputa mercado com modelos como Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e Volkswagen Taos. A briga é bem difícil, mas ele entrega algo que nenhum outro concorrente entrega: o SUV coloca o condutor como destaque por onde passa, pois chama muita atenção. Ele é oferecido nas versões Griffe, considerada de entrada e com preço a partir de R$ 254.190,00 e a que avaliamos, GT Pack, topo de linha com preço a partir de R$ 273.790,00.

Ambas as versões são equipadas com o motor 1.6 THP – Turbo High Pressure, desenvolvido em parceria com a BMW, que entrega 165 cavalos de potência. A transmissão é automática de seis velocidades, com opção de trocas através dos paddle shifters e três opções de condução: Normal, Eco e Esportivo.

No design, certamente um dos destaques do Peugeot 3008 é a sua dianteira grade Frameless, com suas aletas se prolongando sob os faróis, realizando a fusão de todos os elementos.

Para acentuar a esportividade, aberturas laterais em preto brilhante e uma placa de proteção inferior integram o para-choque a partir do primeiro nível de acabamento e a GT Pack conta com uma grade específica para distinguir as versões.

Os faróis dianteiros contam com tecnologia LED nos dois níveis de acabamento, com um prolongamento de DRL na forma de presa com a extremidade cromada.

Versão GT Pack

A versão topo de linha do Peugeot 3008 que avaliamos é empolgante. Além dos faróis Full LED, a extensão da assinatura luminosa e a função de iluminação em curvas (EVS) otimiza a visibilidade até 90 km/h. Os faróis de neblina foram substituídos pela função “Foggy Mode” integrada aos faróis Full LED, que acende os faróis de luz baixa com intensidade reduzida quando as luzes de neblina traseiras são acionadas.

As lanternas traseiras adotam a tecnologia Full LED, inclusive para a luz de ré, exibindo garras 3D que tornam a assinatura luminosa reconhecida de longe.

As setas de direção são do tipo “scrolling”, enquanto as lanternas são recobertas com acabamento em black piano, que se estende por toda a largura da tampa do porta-malas de ambos os lados do veículo, aumentando visualmente a largura da traseira com os emblemas GT nos para-lamas dianteiros e na tampa do porta-malas.

O i-Cockpit 2.0 tem cluster digital de 12,3 polegadas, configurável e personalizável, com bloco de mostradores digitais com tecnologia “Normally Black”.

A central multimídia com tela tátil tem dez polegadas e alta definição, acompanhada por sete teclas “toggles switches”, que permitem acesso direto e permanente às principais funções de conforto: rádio, ar-condicionado, navegação 3D conectada com comando de voz, configurações do veículo, aplicativos móveis e pisca-alerta.

Outros destaques que auxiliam e entregam conforto aos usuários do modelo são a tampa do porta-malas com acionamento automático, o teto solar panorâmico, os bancos massageadores multipontos e o freio de estacionamento elétrico.

Imprescindíveis no dia a dia, as informações dos smartphones podem ser exibidas na central multimídia graças à compatibilidade com o sistema MirrorScreen que inclui os protocolos de conexão Apple CarPlay e Android Auto.

Para a recarga de seus aparelhos, na parte dianteira do console central há a tecnologia de recarga sem fio, por indução, além da entrada USB. Na parte traseira, duas novas portas USB complementam as possibilidades de recarga. Para o conforto sonoro dos ocupantes o sofisticado sistema Hifi premium de 515 Watts da FOCAL, marca francesa de áudio de alta-fidelidade.

Texto e Fotos: Sérgio Dias

Continue Lendo

Coluna

Carta à juventude

Publicado

em

Ana Perugini

Caro jovem, escrevo essa carta porque vivemos um momento sombrio e desafiador da nossa história e nosso país precisa de você para se reerguer e retomar o caminho da construção democrática, do desenvolvimento e da justiça social.

A juventude tem força e um olhar mais prático para as coisas. Foi determinante em lutas históricas como os movimentos Diretas Já, entre 1983 e 1984; Cara-Pintadas, em 1992; e a Primavera Secundarista, em 2016, quando escolas foram ocupadas para impedir o sucateamento da educação pública.

Nos últimos anos, temos sofrido com a retirada de direitos (trabalhistas, previdenciários e sociais), o encolhimento progressivo da economia, a redução dos investimentos em áreas sensíveis como educação, saúde e agricultura familiar, a imposição de uma política ambiental predatória que está destruindo nossa Amazônia, além da disseminação de ódio e tentativas constantes de cerceamento de liberdades e ameaças de ruptura da democracia.

Tudo isso tem causado sofrimento, desesperança, fome e mortes, e só vai regredir se nos unirmos para que haja mudança. É o momento de recalcular a rota e recolocar o Brasil na estrada da educação para todos, geração de emprego e renda, saúde pública de qualidade e, sobretudo, substituir essa atmosfera sufocante por um clima de amor, respeito e aquela esperança que nos faz sorrir e acreditar em dias melhores.

E você, jovem, pode contribuir muito para isso. Em outubro, vamos às urnas para escolher novos deputados e deputadas (estaduais e federais), senadores e senadoras, governadores e governadoras e presidente da República. É importante que participe desse processo, avalie, compare os candidatos e escolha aqueles com os quais se identifica e que julgue dignos de representá-lo pelos próximos quatro anos.

Em especial, quero me dirigir a você que tem 15 anos (que faz aniversário até 2 de outubro), 16 e 17 anos: se ainda não tem o título de eleitor, tire e vote! Basta acessar a página do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) – www.tse.jus.br – até o próximo dia 4 de maio. A emissão é simples, rápida e o documento sai na hora.

Exerça esse direito! Ele está previsto no artigo 14 da nossa Constituição Federal e foi conquistado há 34 anos por jovens como você, que foram para as ruas e lutaram por ele.

Você tem a oportunidade de expressar o que sente e o que quer para o futuro. Pode defender o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que foi criado em 1998 no governo Fernando Henrique Cardoso, transformado num mecanismo fantástico de acesso ao ensino superior pelo então ministro da Educação, Fernando Haddad, e que está sendo desfigurado pelo atual governo; exigir investimentos nas universidades públicas; lutar para que o ProUni (Programa Universidade para Todos) – instituído em 2004 pelo presidente Lula – continue ajudando famílias pobres a formarem seus filhos; participar da reconstrução de um Brasil que olhe para todos e cuide de seu povo e do meio ambiente.

Eu não tive essa chance. Tirei o título em 1981 e só pude votar para presidente aos 26 anos. Também não tive o privilégio de participar do Enem, do ProUni e de usar o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) para entrar na universidade. São iniciativas que marcaram a democratização do ensino superior no Brasil e precisam ser mantidas e ampliadas.

É por meio da participação política que você pode influenciar esse processo. Ao tornar-se um eleitor que se manifesta nas urnas, você será ouvido, notado, incluído no orçamento e em políticas públicas de educação, qualificação profissional, estímulo ao primeiro emprego, produção cultural, esporte e lazer.

O futuro do Brasil depende de você. E eu sempre vou acreditar na força, na sensibilidade e na capacidade de transformação da juventude brasileira. Bora votar e mudar o Brasil! Ana Peruginié funcionária pública do TJ-SP, com formação em direito pela PUC-Campinas e pós-graduação em gestão pública pela FGV/Perseu Abramo. Mãe de três meninas, foi vereadora, deputada estadual e federal, quando presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. É coautora da lei federal 13.363/2016, que garante afastamento temporário do trabalho para advogadas autônomas, autora do projeto que resultou na disponibilização da vacina contra o HPV na rede pública e da proposta que cria o ‘PIB da Vassoura’ no país.

Continue Lendo

Coluna

Abastecer com gasolina ou etanol; Saiba qual vale mais a pena

Publicado

em

Por

gasolina

Especialistas mostram quando a mudança vale a pena

Entre janeiro e fevereiro deste ano, as vendas do etanol hidratado subiram 26,20%. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria da Cana de Açúcar (Unica). Na avaliação do diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, isso “É um indicativo da recuperação do consumo do biocombustível”.

Com o recente reajuste no preço da gasolina de 18,57%, o etanol pode ser uma alternativa para o abastecimento. A troca, no entanto, pode não ser vantajosa. É o que afirma o professor de Engenharia de Transporte do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Márcio D’Agosto.

D’Agosto explica que a quantidade de energia existente em um litro de etanol é diferente da quantidade em um litro de gasolina. “Aí, tem a famosa relação dos 70%. Significa que um litro de etanol equivale a cerca de 70% do litro da gasolina em termos de conteúdo energético”. Portanto, o preço do etanol tem que ser menor ou igual a 70% do preço da gasolina. Caso contrário, o custo-benefício entre os combustíveis não será atrativo para os consumidores, explicou.

Para calcular, basta dividir o preço do álcool pelo valor da gasolina. Caso o resultado seja inferior a 0,7, o etanol será uma alternativa economicamente viável. Por exemplo: caso a gasolina esteja avaliada em R$ 7,40 e o etanol em R$ 5,20, o resultado é de 0,702. Neste cenário (5.2 dividido por 7.4), o etanol é vantajoso.

Preços

O levantamento de preços efetuado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apurou, na semana compreendida entre os dias 13 e 19 deste mês, preços máximos de R$ 8,399 para o litro da gasolina comum e de R$ 7,989 para o litro do etanol hidratado nos postos. “Não vale a pena”, disse o professor da Coppe. “Não dá 70%”.

Márcio D’Agosto afirmou que não tem vantagem alguma para o motorista comprar etanol. “Porque ele vai rodar menos quilômetros com um litro de etanol, vai ter que abastecer com mais frequência e vai acabar gastando mais. O tanque dele vai acabar mais rápido”. Esse preço do etanol é totalmente não competitivo com a gasolina, afirmou.

Na semana analisada pela ANP, foram encontrados preços máximos para o litro da gasolina por estados. No Rio de Janeiro, o valor atingiu até R$ 8.399; no Maranhão, R$ 8.390; em São Paulo, R$ 8.299; no Piauí, de R$ 8.297.

O preço mínimo, que chegou a R$ 5.899, foi registrado em São Paulo.

Em relação ao litro de etanol hidratado, os preços máximos de R$ 7,989 e de R$ 7,899 foram achados no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, respectivamente. Já o preço mínimo por litro do produto ocorreu no Mato Grosso e em São Paulo, de R$ 3,979 em ambas as unidades da Federação.

Amenizando gastos

O jornalista Romildo Guerrante usa gasolina no seu automóvel. Mas, diante do elevado preço do combustível, a saída que encontrou para amenizar os gastos no atual cenário foi viajar menos. “Eu costumava sair e dar uma volta até Petrópolis ou Nova Friburgo. Não vou. Não estou indo mais”. Guerrante disse que não usa etanol porque não vale a pena. “Não há vantagem”, argumentou.

O microempresário Rômulo Cipriani Costa também prefere a gasolina ao etanol em seus carros. Para diminuir os gastos, ele deixou de fazer algumas ações cotidianas, como levar os filhos para a escola de automóvel. “Estamos indo de bicicleta”. Ele também cortou praticamente todos os passeios. “Só [ficaram] os que dão para ir de bike”, relatou.

José Paulo Zymmerman é gerente de banco e tem automóvel movido a gasolina, mas só usa nos fins de semana. Nos dias úteis, anda de metrô. Para reduzir os gastos com combustíveis, procura “fazer uma direção mais calma, sem acelerar fundo, pois quando aceleramos muito, o gasto é maior. Mas se o percurso que tenho que fazer tiver metrô perto, eu sempre dou preferência ao metrô”.

O aposentado Gilson Munhoz Ribeiro também só usa gasolina. “O etanol aqui no Rio de Janeiro não compensa, mesmo em tempos normais”. Confessou que não está fazendo nada diferente para compensar o aumento da gasolina, a não ser evitar passeios desnecessários. “Mas o resto não mudou”, destacou.

etanolxgasolina

GNV

O professor da UFRJ, argumentou que o gás natural veicular (GNV) é bem equivalente à gasolina. Se o preço do metro cúbico do GNV estiver mais barato que o preço da gasolina, é melhor usar o GNV, sugeriu. Só que para usar GNV, o motorista tem que fazer uma adaptação no carro, porque não se compra de fábrica um veículo adaptado para gás. “Ele tem um investimento a ser feito para colocar o kit GNV. Aí, a questão é em quanto tempo ele vai pagar o investimento que fez em função do preço do GNV, porque existem vários kit GNV com preços diferentes, além de diversos tipos e tamanhos de cilindro, que é o insumo mais caro do kit, para avaliar quanto tempo de retorno ele vai ter para usar GNV”.

Para D’Agosto, uma coisa é certa. Só vale a pena instalar um kit GNV quem roda quilometragem diária alta. “Estou falando de gente que roda 250 quilômetros a 300 quilômetros/dia, como os taxistas rodam mais ou menos hoje”. Ao fazer a adaptação, ele tem que optar entre GNV e gasolina ou GNV e etanol. O professor indicou ser vantajoso para quem roda muito por dia ter um kit GNV porque o GNV tem mantido um preço por metro cúbico menor que o da gasolina e do etanol e ele consegue pagar pelo retorno sobre o investimento feito em pouco tempo.

Advertiu, ainda, que isso depende da manutenção do preço do GNV. Se houver reajustes, em função da situação global, da guerra entre Rússia e Ucrânia, poderá haver aumento só GNV significativo. “Esse aumento vai impactar não apenas o preço do GNV automotivo, como também do gás natural residencial. Aí, acabou com a vantagem porque, se esse preço sobe, eu não consigo pagar o kit que instalei”.

ANP

Procurada pela Agência Brasil, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que os preços dos combustíveis são livres no Brasil, por lei, desde 2002. São fixados pelo mercado. Não há preços máximos, mínimos, tabelamento, nem necessidade de autorização da ANP, nem de nenhum órgão público para que os preços sejam reajustados ao consumidor.

O levantamento de preços da ANP pode ser acessado em https://preco.anp.gov.br/. O levantamento é semanal e os dados são atualizados às sextas-feiras.

Fonte: Agência Brasil

Continue Lendo

Noticias

Publicidade

Populares