Operação interestadual é realizada nesta segunda-feira (13) para investigar suspeitos de ataques virtuais direcionados a familiares de uma vítima de feminicídio ocorrido em Hortolândia em julho do ano passado.
A ação é conduzida pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), ligado à Secretaria da Segurança Pública, e ocorre simultaneamente em diferentes estados do país.
De acordo com as informações, mandados de busca e apreensão são cumpridos em cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Pará. Ao todo, oito pessoas são investigadas, sendo cinco mulheres e três homens. Até o momento, uma pessoa foi presa em Minas Gerais.
Operação interestadual Hortolândia: o que está sendo investigado
A investigação aponta que familiares da vítima passaram a receber ameaças após a repercussão do caso. Segundo o Noad, os ataques ocorreram por meio de plataformas digitais, incluindo redes sociais e e-mails.
De acordo com o núcleo, as mensagens continham conteúdos de intimidação, além de manifestações de deboche e exposição pública. Com o passar do tempo, houve aumento tanto na frequência quanto na gravidade dessas ações.
Os mandados foram solicitados pela Delegacia Seccional de Casa Branca, vinculada ao Deinter-9, com base em indícios de crime de ameaça praticado no ambiente digital.
A operação, chamada de Persecutio, tem como principal objetivo apreender dispositivos eletrônicos que possam ajudar na identificação dos responsáveis e no esclarecimento completo dos fatos.
Como atua o núcleo que investiga crimes digitais
O Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) é especializado no combate a crimes virtuais, com foco na proteção de crianças e adolescentes.
A estrutura conta com policiais que atuam como “observadores digitais”, infiltrados em ambientes online para monitorar atividades suspeitas, identificar redes criminosas e localizar possíveis vítimas.
De acordo com dados do próprio núcleo, em pouco mais de um ano de atuação, já houve contribuição para o resgate de 370 vítimas e a realização de 71 prisões, além de centenas de apreensões de menores envolvidos em crimes digitais.
Além da investigação, o Noad também atua de forma preventiva, acionando equipes policiais quando identifica situações de risco iminente.
Relembre o caso de feminicídio em Hortolândia
O caso que motivou a operação ocorreu em julho de 2025, em Hortolândia, e teve grande repercussão.
A vítima, uma adolescente de 15 anos, desapareceu após sair da casa do avô, no bairro Jardim Santa Amélia. Dias depois, o corpo foi localizado na Lagoa do Jardim Amanda, envolto em lençóis e parcialmente submerso.
As investigações apontaram que dois adolescentes, de 17 e 14 anos, foram apreendidos como principais suspeitos pelo ato infracional relacionado ao feminicídio.
Segundo a Polícia Civil, o principal suspeito seria o namorado da vítima. Durante as diligências, foram encontrados indícios materiais, como manchas de sangue e objetos utilizados para ocultar o corpo.
Impacto das ameaças e andamento das investigações
Após a apreensão dos suspeitos do feminicídio, familiares da vítima passaram a ser alvo de ataques virtuais contínuos.
De acordo com o Noad, as ameaças foram direcionadas a dois familiares da jovem e ganharam intensidade ao longo do tempo, o que motivou a abertura de investigação específica sobre os crimes digitais.
A expectativa das autoridades é que a análise dos equipamentos apreendidos permita identificar outros envolvidos e esclarecer a origem das mensagens.
As investigações seguem em andamento.
FAQ – Perguntas frequentes
O que é a operação interestadual em Hortolândia?
É uma ação policial que investiga ameaças virtuais contra familiares de uma vítima de feminicídio, com mandados cumpridos em diferentes estados.
Quantas pessoas são investigadas na operação?
Ao todo, oito pessoas são investigadas, sendo cinco mulheres e três homens.
Qual o objetivo da operação?
Apreender dispositivos eletrônicos e identificar os responsáveis pelos ataques virtuais.
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