A construção de um novo data center de Campinas traz para o centro da discussão um dos principais desafios ambientais desse tipo de empreendimento: a quantidade de água necessária para manter os servidores resfriados. O complexo da multinacional Terranova será implantado na Fazenda Pau d’Alho, às margens da Rodovia Governador Dr. Adhemar Pereira de Barros (SP-340), e terá um sistema de resfriamento diferente do tradicional.
A proposta é utilizar liquid cooling, tecnologia em que pequenos tubos com água fria passam próximos aos servidores para retirar o calor produzido pelos equipamentos. Segundo a empresa responsável pelo projeto, o sistema funcionará em circuito fechado, permitindo que a água utilizada no resfriamento seja reaproveitada, sem evaporação no processo.
A escolha do sistema está diretamente relacionada ao desafio de manter a temperatura dos equipamentos sem ampliar o consumo de água. Em data centers convencionais, sistemas de climatização podem utilizar água que acaba sendo perdida por evaporação durante a operação.
Como a água será usada no novo data center de Campinas
Servidores responsáveis pelo processamento de dados produzem muito calor enquanto estão em funcionamento. Por isso, o controle da temperatura é uma das necessidades permanentes de um data center. No empreendimento previsto para Campinas, a água fria circulará por pequenas serpentinas instaladas próximas aos servidores. O líquido absorve o calor e retorna pelo sistema para ser novamente resfriado.
Na prática, a proposta é trabalhar com a mesma água em um circuito fechado, em vez de utilizar continuamente novos volumes para compensar a água perdida por evaporação. Essa característica faz com que o projeto coloque o uso eficiente da água como um dos elementos da infraestrutura de resfriamento.
Data center terá 115 mil m² de área construída
A pedra fundamental do empreendimento foi lançada nesta quinta-feira (20). O complexo ocupará aproximadamente 944 mil metros quadrados, dos quais cerca de 115 mil metros quadrados serão destinados às edificações.
A capacidade poderá chegar a 400 MW quando todas as etapas forem concluídas, com previsão de conclusão do complexo em 2029. A primeira fase de construção tem inauguração prevista para 2027.
O investimento inicial anunciado é de US$ 500 milhões, com expectativa de geração de aproximadamente 3 mil empregos diretos e indiretos.
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