O trabalho realizado pela Prefeitura de Hortolândia de mapeamento de áreas com infestação de carrapato estrela, transmissor da Febre Maculosa, já identificou e sinalizou 14 locais em todo o município (confira abaixo). O alerta serve para orientar a população sobre a necessidade de, ao circular nestes locais, observar se algum carrapato ficou aderido à pele. Isso porque há riscos de transmissão da doença, que pode ser fatal caso não seja tratada a tempo. Caso alguém seja picado por carrapato ou, mesmo sem perceber a presença do carrapato no corpo, apresente sintomas como febre e mal estar generalizado após frequentar as áreas de risco, é preciso procurar socorro médico imediato e relatar a suspeita. Os sintomas, que podem ser confundidos com uma gripe comum, não devem ser ignorados, alerta a Secretaria de Saúde.

De acordo com a veterinária da UVZ (Unidade de Vigilância e Zoonoses), Tosca de Lucca, o mapeamento de áreas de risco é um trabalho constante. Esta ação acontece em parceria com a Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), órgão do Governo do Estado responsável por confirmar a espécie de carrapato nas áreas de infestação. “Há outras áreas sob investigação e aguardamos o relatório da Sucen para saber se o carrapato presente nestes locais é ou não o carrapato estrela”, explica Tosca.

O carrapato comum não transmite a Febre Maculosa. Já o carrapato estrela transmite a doença após mais de quatro horas aderido à pele. Por isso, é importante verificar com rapidez se há algum parasita deste tipo e removê-lo com cuidado para que não seja esmagado. “No entanto, o micuim, que é o filhote do carrapato, é muito pequeno. Ele é difícil de ser percebido. Por isso, se alguém circular pelas áreas de risco e observar qualquer sintoma suspeito até 14 dias depois, deve ir à unidade de saúde e relatar que esteve num local com infestação”, orienta a veterinária. O tratamento com antibiótico específico é iniciado imediatamente, mesmo antes da confirmação da doença. Isso porque a Febre Maculosa tem rápida evolução. “Entre a primeira febre e o óbito, o intervalo é de oito dias”, alerta Tosca. O tratamento iniciado logo nos primeiros dias tem praticamente 100% de chance de cura. Neste ano, Hortolândia registrou dois casos de Febre Maculosa e ambos evoluíram para óbito das pessoas.

Para evitar a proliferação de carrapato estrela nas áreas com infestação já identificada, a Prefeitura por meio do DPBEA (Departamento de Proteção e Bem Estar Animal), órgão da Secretaria de Meio Ambiente, faz a remoção de animais de grande porte que servem como hospedeiros para carrapatos. “Removemos bois, vacas, cavalos e, em alguns casos, cachorros. A solicitação de remoção destes animais é realizada diretamente pela UVZ ao DPBEA”, disse o diretor do DPBEA, Vanderlei Azevedo. Capivaras são as principais hospedeiras do carrapato estrela, porém, neste ano, não foi identificado nenhum animal desta espécie na cidade, informou Azevedo. A aplicação de veneno nas áreas de risco não é indicada, pois a maioria dos locais de infestação fica próxima de córregos ou nascentes, o que poderia contaminar estes mananciais.

Os principais sintomas de Febre Maculosa são:

•Febre alta de inicio súbito e calafrios

•Dor de cabeça

•Conjuntivite

•Náuseas e vômitos

•Diarreia e dor abdominal

•Dor muscular e/ou nas articulações

•Insônia e dificuldade para descansar, prostração.

•Inchaço e/ou vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés

As áreas de risco identificadas em Hortolândia são:

Avenida Brasil, no Jd. Amanda (área verde, próxima da academia ao ar livre)

Avenida Brasil, no Jd. Amanda (área verde atrás do campo de futebol)

Rua Augusto dos Anjos, no Jd. Amanda (atrás do alambrado da Emef Jardim Amanda I – Caic)

Rua Hermes da Fonseca, no Jd. Amanda (próximo ao número 450)

Rua Benjamim Constant, no Jd. Amanda (área verde próxima ao córrego)

Rua Casemiro de Abreu, no Jd. Amanda (área verde na margem da lagoa)

Rua Julio Prestes, no Jd. Amanda (área verde na margem da lagoa)

Margem do Ribeirão Jacuba (próximo da rua Geraldo Denadai)

Margem do Ribeirão Jacuba (parte inferior do Viaduto 17 de Abril)

Rua Antônio Baraldi, na Vila Real (perto da linha férrea)

Viveiro Municipal, no Parque Ortolândia (área verde próximo da horta)

Viveiro Municipal, no Parque Ortolândia (margem da represa)

Área particular 1 na região da Taquara Branca

Área particular 2 na região da Taquara Branca

Este artigo foi enviado pela Prefeitura de Hortolândia