Pelo menos 700 pessoas, dentre elas 57 pesquisadores da educação especial e de áreas correlatas, participaram do VI Simpósio de Educação Especial e Inclusiva 2017, promovido pela Prefeitura de Hortolândia. Em cinco dias de intensos trabalhos sobre o tema “Entre Nós: compartilhando saberes e experiências educativas”, foram realizadas duas palestras, 10 mesas redondas e 17 minicursos. Os dados foram apresentados pela Comissão Organizadora na cerimônia de encerramento, na manhã desta sexta-feira (10/11), na FACH (Faculdade de Hortolândia), na Av. Santana, no Jd. Amanda, que contou com a presença do prefeito Angelo Perugini e do secretário de Educação, Ciência e Tecnologia, Fernando Moraes.

Voltado a profissionais de educação, em especial da rede municipal, o evento trouxe ao município pesquisadores do Rio de Janeiro e de pelo menos 10 municípios paulistas (Campinas, Vinhedo, Valinhos, Sumaré, Indaiatuba, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Araraquara e São Paulo-capital).

“Parabenizo os organizadores e participantes do evento por este gesto que mostra a importância da Educação Inclusiva para Hortolândia e região. Na nossa gestão, não queremos ser conhecidos por uma Administração que faz pontes, asfalto ou outras obras, mas por trazer um jeito novo de pensamento na cidade, de que o cidadão também tem algo a oferecer, seja de material ou de espiritual. Ele pode colaborar, dando ideias, participando. Nas escolas de tempo integral, por exemplo, pais e responsáveis não podem desejar que a escola seja responsável por cuidar sozinha de nossas crianças. É a ideia de pertencimento, de dedicação, de fazer parte, como destaca o nosso secretário de Educação, Fernando Moraes”, afirma o prefeito. “Nossa grande missão é pensar que as coisas que mais nos afetam são a nossa maior força. Vocês, da Educação Especial e Inclusiva, já descobriram isso, ao lidar com as crianças com deficiência. A deficiência delas é a maior riqueza que precisa ser descoberta. Muita força e entusiasmo para vocês”, complementou Perugini.

“Parabéns para a Comissão Organizadora. Participar de eventos assim é sempre importante para quem está na área. Passaram por aqui muitos profissionais que têm larga experiência e isto vai ajudar com certeza em nossas práticas do dia a dia no AEE (Atendimento Educacional Especializado) e ao professor em sala de aula”, avalia Cássia de Freitas, professora do AEE da Secretaria de Educação de Campinas.

Participante do evento pela 1ª vez, Elizete Lobato Miranda, professora da sala de recursos multifuncionais e referência na Região Leste/Campinas, participou das atividades a semana toda. “Contribui muito para a nossa formação pelo alto nível das pessoas que vieram compor as mesas e dar palestras e minicursos, o que acrescenta na vida pessoal e profissional. É um momento de renovação do compromisso nosso com a educação inclusiva e de aceitação das diferenças, de reconhecer, aceitar e valorizar as diferenças. É também um momento de parar e não cair no ativismo – quando o profissional se envolve tanto com o trabalho que se esquece da formação continuada, de que ele precisa de atualização”, afirma.

“É um evento maravilhoso. Fiquei muito impressionada com a qualidade, de como estão as discussões sobre Educação Inclusiva no município, da integração entre a educação e a saúde, que se encontram e atuam como complementares. É muito rico. Fiquei muito impressionada e vou voltar, desta vez para trazer estação de oficinas”, avisa a fonoaudióloga e professora Daniela Marçal, da PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), doutoranda em Design com pesquisa sobre recursos de mediação para crianças com autismo, convidada para realizar palestra e minicurso.

“Alcançamos nosso objetivo, de fazer um simpósio grande, com pessoas tão capacitadas, com grande experiência de trabalho, que passaram tantas coisas para nós. Foi um intercâmbio maravilhoso de experiências e conhecimentos. Almejamos que nos próximos simpósios ampliemos a participação da sociedade e das pessoas com deficiência”, avalia a coordenadora pedagógica responsável pela Educação Especial/Inclusiva em Hortolândia, Regina Célia Almeida Dias Shigemoto, uma das idealizadoras do evento.

Em Hortolândia, há 414 alunos com deficiência incluídos nas 58 unidades da rede regular de ensino, em turmas do 1° ao 5° ano do Ensino Fundamental. Há também alunos com deficiência atendidos no CIER (Centro Integrado de Educação e Reabilitação “Romildo Pardini”). No CIER-Saúde, recebem atendimento multiprofissional (com fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo, fisioterapeuta, psiquiatra infantil social); serviços de audiometria com atendimento, avaliações e testes; orientações a pais; confecção de órteses simples e suporte à inclusão de casos específicos junto à escola. No CIER-Educação, alunos com deficiências acentuadas e/ou múltiplas são atendidos em regime escolar, do 1º ao 5º ano. Lá também há avaliação dos casos mais graves.

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