Mulheres em situação de violência doméstica e de gênero atendidas pelo CRAM Hortolândia (Centro de Referência em Atendimento à Mulher) passaram a contar com um novo espaço de acolhimento e fortalecimento emocional. A Prefeitura iniciou nesta semana o projeto “Rompendo Ciclos”, iniciativa que promove encontros em grupo para estimular a reconstrução da autoestima, o compartilhamento de experiências e o acesso às políticas públicas de proteção.
A primeira atividade reuniu aproximadamente 20 participantes na quarta-feira (1º). A proposta é oferecer um ambiente seguro para que as mulheres possam falar sobre suas vivências, receber orientação especializada e fortalecer os vínculos com a rede de apoio disponível no município.
Encontros no CRAM Hortolândia serão realizados a cada 15 dias
Segundo o Departamento da Mulher, responsável pela iniciativa, os encontros ocorrerão quinzenalmente e serão conduzidos por psicólogas do CRAM, com apoio da equipe multidisciplinar da unidade.
Ao longo das reuniões serão discutidos temas considerados importantes para o processo de superação da violência, entre eles:
- autoestima e fortalecimento emocional;
- direitos das mulheres;
- identificação do ciclo da violência;
- saúde mental;
- estratégias de enfrentamento;
- construção de rede de apoio;
- autonomia e projeto de vida.
O objetivo é contribuir para que as participantes desenvolvam maior independência emocional e conheçam os mecanismos de proteção existentes.
Participação é destinada às mulheres já atendidas pelo CRAM Hortolândia
Nesta primeira etapa, o grupo será destinado às mulheres que já são acompanhadas pelo Centro de Referência em Atendimento à Mulher e possuem atendimento psicológico individual agendado na unidade.
O CRAM é um equipamento especializado de atendimento às mulheres em situação de violência, oferecendo acompanhamento psicológico, orientação social e encaminhamento jurídico, além de atuar de forma integrada com outros serviços da rede de proteção.
Especialistas na área de enfrentamento à violência contra a mulher apontam que grupos terapêuticos e de apoio podem contribuir para reduzir o isolamento vivido pelas vítimas, fortalecer vínculos sociais e ampliar o acesso às informações sobre direitos e serviços públicos disponíveis.
Como buscar atendimento
Mulheres que vivenciam situações de violência doméstica podem procurar o CRAM para receber orientação e acolhimento. Em casos de emergência, a recomendação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.
Também é possível registrar denúncias e buscar orientação por meio da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, canal gratuito que funciona em todo o país.
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