O atacante Endrick concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (2) e falou sobre sua trajetória na Seleção Brasileira, a convivência com Carlo Ancelotti e Neymar, a expectativa por uma oportunidade como titular e a ausência de Raphinha. O jogador de 19 anos mostrou maturidade ao tratar dos temas.
Gratidão e responsabilidade
Endrick começou agradecendo a Deus pela oportunidade de estar na Seleção.
“Fico muito agradecido a Deus por tudo que ele faz na minha vida. Cheguei jovem na Seleção e sou muito grato por isso. Sei que é uma grande responsabilidade que tenho, tenho que seguir trabalhando para seguir sendo convocado e ajudar a Seleção.”
A espera pela titularidade
Perguntado se sente que seu momento está chegando, Endrick foi humilde e realista.
“Eu estou muito agradecido só de estar aqui, estar disputando uma Copa do Mundo. Aqui tem 26 loucos para jogar e muito preparados. Todos estão esperando a sua oportunidade. Vou esperar em Deus e também no mister, que fará o melhor para a equipe.”
Relação com Neymar e os capitães
O atacante destacou a importância de conversar com os jogadores mais experientes.
“Tenho uma relação muito boa com o Neymar. A gente joga carta juntos, em uma folga estivemos juntos. É muito importante conversar com eles, que são capitães da Seleção, como ele, Marquinhos, Alisson. Estar com eles é muito bom. Quero sempre extrair o máximo de caras assim como ele.”
A convivência com Ancelotti
Endrick elogiou o técnico italiano, com quem já trabalhou no Real Madrid.
“A convivência com o Ancelotti é maravilhosa. Ele foi meu primeiro treinador na Europa e pude aprender bastante com ele e com o staff dele. Aqui na Seleção não está sendo diferente. Não tenho um encaixe melhor do que ele para fazer o grupo se dar bem, jogar bem e evoluir cada vez mais.”
A lição de Ancelotti
O atacante relembrou um conselho do treinador nos tempos de Real Madrid.
“Minha primeira temporada com o mister no Real, eu entrava em quase todos os jogos e ele sempre falava pra mim que minha hora vai chegar. E na Copa do Rei eu tive mais chances, pude fazer gol. Ele é um dos grandes treinadores do futebol.”
Versatilidade e plano do treinador
Endrick falou sobre suas características e a confiança no trabalho de Ancelotti.
“No Lyon, pude jogar de 9, de falso 9, na direita, e o mister sabe muito das minhas qualidades. Ele me via no Real Madrid e tudo o que eu podia ajudar a equipe. Ele não vai fazer o melhor pra mim e sim o melhor para a Seleção. Ele é um cara iluminado, ele foca no plano e as coisas acontecem.”
A falta de Raphinha
O atacante também lamentou a ausência do companheiro, lesionado.
“O Raphinha é um grande jogador, para nós ele é importantíssimo. Taticamente ele é um monstro, ofensivamente também. Estamos sentindo a falta dele e espero que ele volte o mais rápido possível.”
O que vem pela frente
O Brasil enfrenta a Noruega no domingo (5), às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Endrick segue como opção no banco, à espera de sua oportunidade.
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