Em uma declaração recente, Osmar Stabile abordou a crítica situação financeira do Corinthians, demonstrando um sentimento de frustração. O presidente reconheceu a magnitude da dívida que se acumulou ao longo dos anos, enfatizando seu empenho em reverter esse quadro sem soluções milagrosas.
“Nos últimos 20 anos, nossas despesas superaram as receitas. A dívida é uma consequência de viver além dos nossos meios. Assumi essa responsabilidade e compreendo que não haverá uma solução imediata. Estamos desenvolvendo um planejamento de cinco anos para restaurar a saúde financeira do Corinthians”, disse ele em uma entrevista à ESPN.
Reunião com a SAFiel
Stabile confirmou uma reunião de quatro horas com representantes da SAFiel. “Foi a primeira vez que eles solicitaram um encontro oficial, sem que a mídia estivesse envolvida. Não houve problemas; discutimos a proposta, levantamos questões, e ainda enviamos uma série de perguntas complementares. Não se trata de simplesmente afirmar que têm a solução”, destacou.
Necessidade de responsabilidade
Ele também abordou a importância de um discurso responsável sobre possíveis investimentos. “Criticar uma gestão na mídia é fácil. Falar que tem recursos disponíveis é simples; o difícil é comprovar. Se não tiver, venha, e podemos lidar com isso juntos. Temos que ter clareza”.
“Não me interessa se o documento é vinculante ou não. Traga os recursos, pague a Arena, e então estarei pronto para assinar o que for necessário”, completou.
Entendendo a SAFiel
A SAFiel representa uma proposta que visa transformar a gestão do futebol do Corinthians em uma Sociedade Anônima do Futebol, com controle compartilhado dos torcedores. A administração se daria por meio de conselhos eleitos por acionistas, permitindo ações de diferentes valores, acessíveis a diversos perfis de investidores.
A iniciativa busca captar investimentos do mercado financeiro, ao mesmo tempo que fortalece o laço com os fãs. Auditorias recorrentes garantiriam a transparência da gestão, evitando a centralização em um único proprietário. O grupo projeta arrecadar cerca de R$ 2,5 bilhões por meio da venda de ações para destinar ao futebol e abater as dívidas, que já ultrapassam R$ 3 bilhões.
Estrutura de ações propostas
- Ações populares
- Ações para torcedores de maior capacidade financeira
- Ações para investidores institucionais, como fundos e empresas
Neste modelo, a área de futebol operaria de forma independente em relação ao clube social.
Fonte: Pauta Viva / Esporte
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