Um grupo de conselheiros do Santos Futebol Clube divulgou uma declaração oficial na qual expressam forte resistência à proposta de transformação do clube em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), iniciativa colocada em pauta pela atual diretoria.
Essa manifestação ocorre após o clube firmar, na última sexta-feira (7), um acordo inicial com a empresa americana SDC Sports visando a criação da SAF e a venda do controle do futebol santista.
Críticas à gestão e ao momento da proposta
Na declaração, os conselheiros ressaltam que a discussão sobre a SAF é de extrema relevância e deve ser debatida amplamente com clubes, torcedores e associados. Entretanto, manifestam descontentamento pelo fato de essa proposta ser apresentada “no apagar das luzes” da atual gestão, restando apenas quatro meses até o término do mandato atual.
“Colocar o Santos diante de uma decisão tão vital neste momento, especialmente após uma gestão que, em apenas dois anos e meio, aumentou o endividamento do clube, é inadmissível”, afirmam na nota.
Rejeição à proposta atual
Os conselheiros revelam que, embora possam apoiar a transformação do clube em SAF, essa possibilidade deve ser acompanhada por uma proposta que esteja em consonância com a grandeza do Santos e que traga vantagens reais. Contudo, eles rejeitam qualquer ação proveniente da gestão atual durante este período crítico.
“Consideramos essa movimentação uma narrativa arriscada, que aparenta buscar a salvação das finanças sem oferecer benefícios claros ao clube e a seus associados”, destacam.
Convocação à união e ao apoio
O grupo convoca todos aqueles que se preocupam com o futuro do Santos a se unir e apoiar a resistência contra a proposta apresentada.
“Decisões que podem moldar o futuro do clube não devem ser tratadas como uma ferramenta eleitoral ou como uma solução emergencial para problemas financeiros resultantes da própria gestão”, conclui a nota, reafirmando: “O Santos é maior que qualquer gestão ou eleição”.
Compreendendo a proposta da SAF para o Santos
A proposta inicial da SDC Sports sugere um aporte de R$ 1 bilhão para as operações do futebol e mais R$ 1 bilhão para a quitação de dívidas, assegurando 80% das ações da SAF para a empresa americana. Vale destacar que o acordo assinado ainda não é vinculante e requer a aprovação do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral de Associados.
Fonte: Pauta Viva / Esporte
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