A Secretaria de Saúde divulgou nesta quinta-feira (10) o 37º Alerta Arboviroses de 2026, destacando que 24 bairros de Campinas apresentam alto risco de transmissão da dengue. O documento tem o objetivo de estimular a população a checar regularmente a presença de criadouros em casa e fortalecer a comunicação sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
Bairros em alerta e ações de prevenção
As regiões com maior incidência do mosquito são:
- Leste: Alto Taquaral, Parque Taquaral, Chácara Primavera;
- Noroeste: Cidade Satélite Íris I;
- Norte: CDHU Edvaldo Orsi, Jardim Mirassol, Vila Renascença, Parque Maria Helena;
- Sudoeste: Residencial Vida Nova I e II, Residencial Mauro Marcondes, Jardim Santos Dumont II, Eldorado dos Carajás;
- Sul: Jardim São Domingos, Jardim Marisa, Vila Palmeiras I e II, Jardim Fernanda I e II;
- Suleste: Jardim Esmeraldina, Jardim Samambaia, Jardim Tamoio, Jardim Aliança, Jardim Estoril.
O alerta abrange também os bairros contíguos às áreas indicadas. A escolha dos locais considera casos confirmados, registros recentes, necessidade de reforço nas ações devido a imóveis sem acesso, densidade populacional e a comunicação direta com a população.
Casos confirmados e controle da dengue
De 1º de janeiro a 8 de setembro de 2026, foram confirmados 3.925 casos de dengue em Campinas. No mesmo período, as equipes da Saúde realizaram mais de 1,2 milhão de visitas a imóveis para inspeção e educação sobre prevenção, e mais de 53 mil nebulizações com equipamentos costais.
Essas visitas são fundamentais para aprimorar o atendimento e são feitas por agentes comunitários, de controle ambiental e por profissionais de empresa contratada para combater as arboviroses. A população pode identificar esses profissionais por meio dos uniformes, crachás e telefones específicos divulgados pela Prefeitura.
Como combater o mosquito Aedes aegypti
O controle da dengue depende da colaboração da sociedade. Embora a Prefeitura mantenha um programa permanente, cabe a cada cidadão eliminar criadouros. Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde indica que 80% dos focos do mosquito estão dentro de casa.
Para evitar a proliferação, é importante não acumular água em recipientes como latas e pneus. Vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias e os pratinhos limpos semanalmente com água, sabão e bucha. Caixas d’água devem estar vedadas, e vasos sanitários fora de uso devem ser mantidos fechados.
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