A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou nesta quinta-feira, 20 de agosto, o 34º Alerta Arboviroses Campinas em 2026, que indica 33 bairros com alto risco de transmissão de dengue. O monitoramento é semanal e busca reforçar as ações de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti nas áreas apontadas.
Bairros com maior incidência de dengue
As regiões com maior risco estão distribuídas pelas regiões da cidade conforme o documento:
- Leste: Vila Costa e Silva, Vila Miguel Vicente Cury.
- Noroeste: Cidade Satélite Íris II e IV, Jardim Rossim, Vila Padre Manoel de Nóbrega, Jardim Garcia, Vila Castelo Branco, Jardim Londres, Jardim Paulicéia, Núcleo Residencial Princesa D’Oeste.
- Norte: Vila Boa Vista, Parque Via Norte, Jardim São Marcos, Jardim Campineiro, Vila Esperança.
- Sudoeste: Núcleo Residencial Vila Vitória, Jardim Marajó, Residencial Vida Nova, Chácara São José, Jardim Cristina, Jardim Aeroporto, Jardim São Francisco.
- Sul: Jardim Nova América, Jardim Irmãos Sigrist, Jardim Campo Belo I e II, Cidade Singer I e II.
- Sudeste: Vila Marieta, Vila Paraíso, Vila Santa Odila, Jardim Cura D’Ars, Vila Georgina.
Objetivos e ações para o controle da dengue
O alerta tem como finalidade estimular a população a intensificar a verificação de criadouros do mosquito dentro de casa, orientar sobre os métodos de combate ao vetor e reforçar a comunicação com moradores, que passam a receber ações mais intensas para eliminar focos. Essa orientação é válida para toda Campinas, inclusive bairros mencionados em alertas anteriores.
Para elaborar o alerta, a Secretaria de Saúde considerou indicadores como a incidência de casos, novos registros de transmissão, a necessidade de maior atenção em imóveis de difícil acesso, densidade populacional e a comunicação relacionada às ações dos agentes de saúde. O acompanhamento também inclui os bairros menores próximos às regiões apontadas.
Casos e ações realizadas até agosto
De 1º de janeiro a 17 de agosto de 2026, foram confirmados 3.735 casos de dengue em Campinas. Entre o começo do ano e 13 de agosto, foram feitas 1.101.634 visitas domiciliares para controle de criadouros e ações educativas, além de 53.382 para nebulização costal.
Essas visitas são realizadas por agentes comunitários de saúde, agentes de controle ambiental e funcionários contratados para prevenção e combate a arboviroses. Para identificar os profissionais, a Prefeitura disponibiliza informações sobre uniformes, crachás e telefones oficiais nos canais institucionais da cidade.
Como a população pode ajudar no combate à dengue
A Prefeitura mantém um programa constante de controle, mas alerta para a importância da participação de cada cidadão. Levantamento do Estado aponta que 80% dos criadouros do mosquito estão dentro das residências. Por isso, é essencial eliminar o acúmulo de água em objetos como latas e pneus.
Medidas simples como trocar a água de vasos de plantas a cada dois dias, limpar pratinhos com água e sabão semanalmente, vedar caixas d’água e manter vasos sanitários fechados podem reduzir significativamente os focos. O envolvimento da população é fundamental para diminuir a proliferação do Aedes aegypti e, consequentemente, os casos de dengue na cidade.
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