Em Nível Nacional, em março de 2017, foram eliminados (-63.624) postos de trabalho, cerca de (-46,43%) abaixo dos (-118.776) eliminados em março de 2016.

No acumulado do ano (janeiro a março de 2017), foram eliminados (-64.378) postos, diante aos (-319.150) eliminados em 2016, que indica uma perda (-79,83%) menor entre os trimestres. No acumulado dos últimos 12 meses foram eliminados (1.090.429) postos em 2017, cerca de (-41,16%) abaixo dos (-1.853.076) eliminados no acumulado dos últimos 12 meses de 2016.

Verifica-se que em nível nacional, houve uma recuperação de perdas em fevereiro de 2017 em 35.612 postos, mas em março voltou a ter uma redução de (-63.624) postos que, no entanto, é menor (-40,43%) que março de 2016, ou seja, a perda está se reduzindo.

Na RMC foram eliminados (-497) postos de trabalho em março de 2017, cerca de 82,22% abaixo dos (-2.975) postos eliminados em março de 2016. No acumulado do ano (janeiro a março de 2017) foram gerados 2.097 postos, cerca de 148,88% acima dos (-4.290) eliminados no trimestre de 2016. No acumulado dos últimos 12 meses foram eliminados (-24.455) postos.

Os destaques positivos foram: os Serviços, Construção Civil, Administração Pública e Agropecuária que juntos geraram 820 postos em março de 2017; os destaques negativos, foram: a Indústria e o Comércio que juntos eliminaram (-1.094) postos. Nos municípios regionais destacam-se as contratações positivas em Itatiba 167, Indaiatuba 161, Nova Odessa 157 e Santo Antonio de Posse 155.
As maiores eliminações foram: Campinas com (-653), Paulínia (-276), Hortolândia (-160) e Vinhedo (-136).

Em CAMPINAS foram eliminados em março de 2017, (-653) postos, cerca de (-57,15%) abaixo dos (-1.524) postos eliminados em março de 2016. No acumulado do ano (janeiro a março de 2017) foram eliminados (-356) postos, cerca de 90,59% abaixo dos (-3.783) eliminados em (janeiro a março de 2016).

A Indústria e o Comércio continuam sendo os destaques negativos, que juntos eliminaram (-774) postos, sendo que, Serviços e Construção Civil, Agropecuária e Administração Pública geraram juntos 139 postos.

Os dados negativos do CAGED de março de 2017 quebraram a tendência de uma recuperação mais rápida no nível de emprego, que, no entanto, tem possibilidade de se recuperar até o final do ano, com a Indústria e o Comércio atingindo a Produção e a Comercialização, na Economia, com os principais indicadores macroeconômicos, melhorando o tripé: renda, inflação e juros.
O desemprego previsto para 2017 deve ficar abaixo dos 02 dígitos atuais, entre 10,5% e 11,0% da População Economicamente Ativa (PEA).

Laerte Martins
Economista / Diretor – ACIC