Cerca de 40 representantes de 20 cidades participaram, na tarde de terça-feira, 25 de agosto, de visitas técnicas em Campinas para conhecer iniciativas locais contra os impactos das mudanças climáticas. O evento fez parte da programação do encontro “Calor Extremo e Saúde: Evidências, Impactos e Respostas dos Municípios Brasileiros”, realizado pela Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), Prefeitura de Campinas e WRI Brasil, com apoio da Unicamp.
Visitação a projetos de adaptação e monitoramento climático
O grupo visitou o Radar Meteorológico do Cepagri/Unicamp, a microfloresta de Barão Geraldo, a Estação Produtora de Água de Reúso (EPAR) Boa Vista e a Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Mata de Santa Genebra. Essas ações evidenciam os esforços do município em monitoramento, preservação ambiental, uso sustentável da água e adaptação climática, ao mesmo tempo em que promovem troca de experiências entre as cidades participantes.
Compartilhamento de experiências entre municípios
Sílvio Barros, prefeito de Maringá (PR) e presidente da Comissão de Adaptação, Mitigação e Prevenção de Desastres da FNP, destacou a importância de conhecer projetos bem-sucedidos para adaptar nas próprias cidades. Durante a visita à microfloresta de Barão Geraldo, comentou que Maringá avalia desenvolver uma microagrofloresta inspirada na iniciativa de Campinas.
Para Braz Adegas Júnior, secretário do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade de Campinas, as ações apresentadas fazem parte do Plano Local de Ação Climática e reforçam a articulação entre municípios para enfrentar emergências climáticas.
Equipamentos e iniciativas de destaque
O Radar Meteorológico da Região Metropolitana de Campinas, instalado no Cepagri/Unicamp e em operação desde dezembro de 2025, permite monitorar tempestades e emitir alertas para os 20 municípios da região.
As microflorestas formadas por espécies nativas da Mata Atlântica ampliam a arborização, aumentam a sombra e reduzem a temperatura local. Campinas já implantou 29 microflorestas, com previsão de 200 na cidade.
Na EPAR Boa Vista, o uso da água de reúso é aplicado no combate a incêndios, abastecendo reservatórios na Mata de Santa Genebra, que também conta com equipamentos para prevenção e resposta rápida a emergências provocadas por seca e calor extremo.
Medidas alinhadas a planos municipais
As ações apresentadas integram um conjunto de medidas de monitoramento, arborização, climatização escolar, refúgios climáticos e prevenção a incêndios, alinhadas ao Plano Local de Ação Climática e ao Plano Local de Resiliência e Redução de Riscos de Desastres de Campinas.
Perguntas frequentes
Qual o objetivo das visitas técnicas realizadas em Campinas?
O objetivo foi apresentar e trocar experiências sobre iniciativas de adaptação e mitigação às mudanças climáticas em ação no município.
Quais locais foram visitados durante as visitas técnicas?
Foram visitados o Radar Meteorológico do Cepagri/Unicamp, microfloresta de Barão Geraldo, Estação Produtora de Água de Reúso Boa Vista e a Mata de Santa Genebra.
Como o radar meteorológico contribui para a região?
Ele permite monitorar tempestades e fenômenos climáticos, atualizando imagens frequentes para emissão de alertas à Defesa Civil na Região Metropolitana de Campinas.
O que são microflorestas e qual sua importância?
São áreas formadas por espécies nativas que aumentam a arborização, criam sombra e ajudam a reduzir temperaturas nas cidades, além de promover biodiversidade.
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