O transporte de cargas no Brasil enfrenta diversos desafios, desde roubo e acidentes até danos materiais, o que pode impactar drasticamente as operações empresariais. Um estudo da NTC&Logística revelou que, em 2025, o país registrou 8.570 ocorrências de roubos, uma queda de 16,7% em relação a 2024, no entanto, ainda gerando perdas estimadas em R$ 900 milhões.
Em resposta a esse cenário, instituições de seguros estão reavaliando a sua abordagem, buscando não apenas vender apólices, mas também oferecer estratégias preventivas. Segundo Guilherme Silveira, CEO da Genebra Corretora de Seguros, essa mudança é crucial, especialmente para empresas de menor porte, que não possuem muita margem para suportar imprevistos financeiros.
Ele destaca que “o transporte é inerentemente arriscado, e um evento negativo pode ser devastador, particularmente para negócios menores, onde um único incidente pode comprometer a operação”.
Silveira argumenta que o seguro de transporte deve ser integrado a uma estratégia de gestão de riscos, e não considerado apenas como um custo. “Deve-se enxergar a apólice como uma ferramenta essencial para a proteção e continuidade do negócio”, afirma.
Na Genebra, a equipe analisa cuidadosamente as operações dos clientes, mapeando os riscos e decidindo como podem ser mitigados ou transferidos via seguro.
Como o Custo do Seguro é Definido?
O custo de um seguro de transporte é diretamente afetado pela avaliação de riscos feita pela seguradora. Fatores como valores transportados, rotas, tipos de mercadorias e histórico de sinistros são considerados. Silveira ressalta: “Reduzir os riscos antes de transferi-los para a seguradora é a chave para diminuir custos”.
Esse raciocínio fundamenta o Método Genebra: inicial com uma análise de riscos, seguida por recomendações de melhorias operacionais e, finalmente, a contratação das coberturas essenciais.
Empresas com processos mais eficientes têm menor probabilidade de sinistros e, por consequência, menos impacto financeiro e melhores condições na hora da contratação do seguro.
Tecnologia em Prol da Segurança
A tecnologia tem mudado a forma de avaliar riscos no transporte, com ferramentas como rastreamento por GPS e monitoramento em tempo real, permitindo intervenções antes que problemas se concretizem. Silveira observa que essa abordagem transforma a lógica do seguro: “Passamos a nos concentrar em como os riscos estão sendo geridos atualmente, não apenas em quanto custaram no passado”.
Isso, segundo ele, permite uma precificação mais personalizada das apólices. Porém, a digitalização da logística impõe desafios, uma vez que o setor ainda opera com muitos processos manuais e sistemas desconectados.
“A tecnologia é essencial para que corretores atuem com mais eficiência, proporcionando aos clientes uma experiência clara e adaptada”, afirma. A Genebra desenvolveu uma plataforma e APIs para viabilizar cotações entre seguradoras, além de soluções que beneficiam especialmente pequenas e médias empresas que carecem de tecnologia própria.
Silveira conclui que no Brasil, a gestão de riscos deve ser uma prioridade antes mesmo da aquisição do seguro, enfatizando que o conceito de proteção deve ser integrado a todos os aspectos operacionais de uma empresa.
A combinação de dados, tecnologia, prevenção e seguros moldará o futuro do setor, influenciando diretamente como os recursos são utilizados na proteção dos negócios.
Para mais informações, acesse: https://www.genebraseguros.com.br/
Fonte: Alpha Autos
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