As indústrias automotivas estão cada vez mais integrando a geração e o armazenamento de energia em seus planos estratégicos. Essa mudança visa minimizar a vulnerabilidade a interrupções e flutuações de preços. A abordagem envolve uma combinação de painéis solares, baterias, geradores e sistemas de controle que gerenciam o consumo de energia de acordo com a produção, a disponibilidade da rede elétrica e os custos da eletricidade.
Indústrias buscam mitigar riscos associados à energia

No chão de fábrica, a energia é crucial para operações como soldagem, pintura, movimentação interna, compressão de ar, iluminação e equipamentos de controle. Uma falha no fornecimento pode afetar vários processos ao mesmo tempo, tornando necessária uma análise minuciosa de materiais, robôs e veículos que ficaram parados durante o incidente.
Painéis solares podem suprir parte da demanda em horários específicos, embora sua eficiência varie conforme o clima. As baterias armazenam a energia excedente e podem fornecer suporte durante picos de consumo com sua capacidade limitada. Por outro lado, geradores, que dependem de combustíveis fósseis, oferecem outra alternativa, mas contribuem com emissões durante sua utilização.
O sistema de controle é responsável por decidir a melhor hora para puxar energia da rede, armazenar ou usar a gerada localmente. A variação nas tarifas em função do horário e do consumo máximo pode impactar diretamente nos custos operacionais das fábricas. Assim, é possível economizar ao evitar picos, mesmo que a produção própria de energia não cubra integralmente o consumo.
A eletrificação das operações aumenta a demanda nas unidades que fabricam componentes como baterias e motores. Assim, processos como o teste e recarga das células antes da entrega precisam de energia elétrica. A origem dessa eletricidade também é considerada na hora de calcular as emissões associadas à produção dos carros.
Integração energética nas estratégias das montadoras
No México, o avanço industrial enfrenta limitações na rede elétrica e disponibilidade de energia. As empresas precisam avaliar a conexão antes de implementar novas linhas de produção. A geração local pode mitigar riscos, mas não substitui a necessidade de infraestrutura pública para operações em grande escala.
No Brasil, embora haja uma participação significativa de energias renováveis na matriz elétrica e potencial para solares, os desafios regionais em conexão e tarifas continuam. As fábricas podem se beneficiar da combinação de contratos de energia, eficiência e produção local, sendo a viabilidade determinada pelo perfil de consumo e o retorno dos investimentos realizados.
A eletricidade passou a ser um fator determinante na escolha de locais, capacidades e tecnologias industriais. Além de avaliar aspectos como mão de obra, logística e fornecedores, as montadoras agora devem confirmar a disponibilidade de energia suficiente. Sem um fornecimento confiável, os equipamentos não conseguem produzir veículos dentro dos prazos planejados.
Fonte: Alpha Autos
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