A General Motors anunciou o fim das vendas diretas da Chevrolet na China, movendo-se após duas décadas para priorizar a produção destinada à exportação. A parceria SAIC-GM mantém a operação nas fábricas e engenharia locais, com foco em abastecer mercados na América do Sul, Oriente Médio, África, México e na região da Ásia-Pacífico.
Fábricas da joint venture SAIC-GM continuarão a produzir veículos para o exterior

Essa decisão reflete uma transformação significativa: em 2014, a Chevrolet chegou a comercializar cerca de 767 mil veículos na China, número que caiu drasticamente para menos de nove mil até 2025, principalmente devido ao crescimento das montadoras locais.
A revolução do mercado chinês é impulsionada pela ascensão de veículos de nova energia e pela capacidade das fabricantes locais de desenvolverem veículos e suas tecnologias em prazos mais curtos. Enquanto isso, as montadoras estrangeiras vêm enfrentando uma diminuição na participação de mercado.
A GM planeja utilizar sua infraestrutura industrial na China para atender a demanda internacional, mudando o enfoque das fábricas, que agora servirão como plataformas exportadoras dentro da rede global da empresa e sua parceira SAIC.
Entre os destinos previstos está a América do Sul. Produtos que forem projetados e fabricados na China passarão a ser direcionados para esta região, respeitando regulamentações, preços, tarifas e estratégias comerciais, favorecendo a colaboração entre a engenharia chinesa e outros mercados.
Mudança estratégica da Chevrolet: do varejo à exportação
Essa transição também destaca a crescente capacidade técnica das operações chinesas. As joint ventures que antes eram vistas como uma forma de transferir tecnologia internacional para a China agora se tornaram capazes de desenvolver engenharia e veículos com foco em exportação, invertendo o fluxo industrial que predominou nas primeiras décadas de abertura do mercado.
Com essa estratégia de exportação, os fornecedores têm a chance de produzir componentes em maior escala na China. Por outro lado, isso também pode reduzir as oportunidades de nacionalização nos mercados receptores, pois veículos ou conjuntos podem ser enviados diretamente de fábricas asiáticas para redes comerciais em outras regiões.
O encerramento do varejo Chevrolet na China não implica na saída da GM do país. Em vez disso, a companhia está reestruturando suas operações, transformando um negócio que antes mirava o consumidor local em uma base produtiva voltada para o abastecimento de diversos mercados e com competitividade global, aproveitando custos e tecnologias desenvolvidas localmente.
Fonte: Alpha Autos
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