Hortolândia realiza nesta terça-feira (27/10) uma ação preventiva contra leishmaniose em cães no Jardim Santa Clara do Lago II, após a confirmação de um caso positivo em um animal canino na região.
Segundo a Prefeitura de Hortolândia, equipes da UVZ (Unidade de Vigilância de Zoonoses), órgão da Secretaria de Saúde, estão visitando residências de tutores de cães para orientar sobre o caso e sobre a doença. Durante as visitas, os agentes também distribuem material informativo e fazem o levantamento e o cadastro da quantidade de animais em cada casa.
Após o feriado, as equipes devem retornar aos imóveis visitados onde há cães para realizar o Inquérito Sorológico. O procedimento inclui a coleta de amostra de sangue dos animais, que será enviada para análise no Instituto Adolfo Lutz, em Campinas, conforme explicou o veterinário da UVZ, Evandro Alves Cardoso.
O veterinário pede a colaboração dos moradores da região para receberem as equipes da UVZ, por se tratar de uma questão de saúde pública. Ele informou ainda que o cão com exame positivo permanece na casa do tutor e já recebe os cuidados necessários para evitar a transmissão da doença para outros cães. A UVZ aguarda o resultado da contraprova do animal.
Ação preventiva contra leishmaniose em cães
De acordo com o veterinário, a ação tem caráter preventivo e busca verificar se há ou não transmissão da doença na cidade. Hortolândia é considerada um município vulnerável, mas sem transmissão de leishmaniose, segundo a explicação apresentada pela UVZ. Isso ocorre porque o município é vizinho de outras cidades onde já foram registrados casos de transmissão.
A leishmaniose é uma doença infecciosa grave causada pelo parasita Leishmania chagasi. A transmissão acontece pela picada de um inseto popularmente chamado mosquito-palha. O veterinário ressalta que o município não registra a presença do inseto.
Em ambientes urbanos, os principais hospedeiros do mosquito são cães. Já em ambientes silvestres, os hospedeiros podem ser raposa, marsupiais, como o gambá, e cachorro-do-mato. A doença pode levar cães a óbito.
Entre os principais sintomas em cães estão apatia, perda de apetite, emagrecimento progressivo, feridas na pele, descamação e perda de pelos, crescimento anormal das unhas, aumento abdominal, problemas oculares, diarreia, vômito e sangramento intestinal. A UVZ informa ainda que um cão infectado pode ficar meses e até anos sem apresentar sintomas.
Em humanos, os principais sintomas são febre prolongada, emagrecimento, crescimento do baço e fígado, anemia e sangramentos.
Em caso de dúvida ou para mais informações, a população pode entrar em contato com a UVZ pelos telefones (19) 3897-3312 ou (19) 3897-5974. A Prefeitura também disponibilizou o folheto “27-10-2026 FOLHETO LEISHMANIOSE” para consulta.
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