Uma pesquisa realizada pelo Instituto Cidades Sustentáveis e a Ipsos-Ipec, com 3.500 pessoas acima de 16 anos em dez capitais, revelou que, em 2026, o tempo médio de deslocamento diário dos moradores chega a 2 horas e 5 minutos. Isso representa um aumento de nove minutos em comparação com o ano anterior. Usuários de transporte público ficam em média 2 horas e 17 minutos em trânsito, superando em 30 minutos quem opta por meios de locomoção individuais.
Fortaleza lidera em tempo de deslocamento, Porto Alegre é a mais rápida

As entrevistas, conduzidas entre 1º e 20 de julho, revelaram que 40% dos participantes gastam mais de 1 hora e 30 minutos por dia em seus deslocamentos. Somente 6% afirmaram que a viagem leva até 30 minutos. O tempo de deslocamento aumentou em oito das dez cidades analisadas, enquanto Manaus e Belém notaram diminuições de três e 12 minutos, respectivamente.
Fortaleza se destaca com uma média de 2 horas e 18 minutos, aumento de 20 minutos em relação a 2025. O Rio de Janeiro vem em seguida com 2 horas e 10 minutos, enquanto Recife e São Paulo têm médias de 2 horas e 7 minutos. O recorde de menor tempo fica com Porto Alegre, que registra 1 hora e 37 minutos.
Os dados mostram que 35% dos entrevistados utilizam ônibus, BRT ou Move como o principal modo de transporte, seguidos por 18% que preferem veículos particulares. O uso de carros de aplicativo, metrôs e deslocamento a pé é relatado por 8% de cada grupo. No geral, 54% dos respondentes optam por transporte coletivo, enquanto 44% escolhem meios individuais.
Desafios diários enfrentados pelos passageiros
Entre os usuários de ônibus e similares, 24% mencionaram a alta lotação como a principal preocupação, enquanto 20% ressaltaram o custo das passagens. Condições dos veículos e segurança foram citadas por 12% e 10% dos participantes, respectivamente.
O custo da passagem também impacta as atividades sociais dos passageiros: 63% afirmaram que frequentemente deixam de visitar amigos e familiares, enquanto 59% restringem atividades de lazer, 51% limitam consultas médicas, 44% buscam menos emprego e 33% têm dificuldades para se deslocar para escolas e universidades.
Entre aqueles cuja renda é de até dois salários mínimos, 69% afirmam reduzir visitas e 67% cortam atividades recreativas. Especificamente, 54% dos jovens de 16 a 24 anos e aqueles das classes D e E também enfrentam limites na busca por emprego.
A aceitação da tarifa zero varia conforme a qualidade do serviço. 25% dos participantes acreditam que a gratuidade deve vir acompanhada de uma melhora no serviço, enquanto 22% veem a medida como um passo para ampliar o acesso e reduzir a exclusão. Outros 16% mencionaram que a redução de tarifas poderia diminuir o uso de automóveis e a emissão de poluentes.
Quanto à segurança ao andar pela cidade, 80% expressaram preocupação em atravessar ruas e utilizar calçadas. O grupo que mais se sentiu inseguros inclui 85% das mulheres e 87% dos residentes do Rio de Janeiro. Em Goiânia, 62% dos cidadãos também relataram essa sensação ao se deslocar a pé.
Fonte: Alpha Autos
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