Um estudo britânico revelou que os carros elétricos usados, mesmo após rodar entre 145 mil e 193 mil quilômetros, apresentam uma taxa de reprovação inferior aos veículos a gasolina, com apenas 16,5% não aprovados. Em contrapartida, os automóveis movidos a gasolina têm uma taxa de 22,1% de reprovação. Essa análise é baseada em 47,4 milhões de inspeções e avalia como a quilometragem e manutenção afetam as condições de circulação dos veículos.
Análise de Inspeções: Elétricos vs Gasolina

A pesquisa mostra que, mesmo em altos índices de quilometragem, os veículos elétricos apresentam uma performance notavelmente superior em relação aos movidos a combustão, embora a análise não tenha investigado fatores como a autonomia e a saúde da bateria.
É importante destacar que a percepção de que a quilometragem elevada está automaticamente associada a problemas mecânicos está sendo questionada. Os motores elétricos apresentam menos elementos móveis em comparação com os motores de combustão interna, eliminando a necessidade de peças como velas e sistemas de escapamento, que são comumente suscetíveis a falhas.
Contudo, isso não dispensa a necessidade de uma avaliação cuidadosa antes da compra. Questões relacionadas a pneus e sistemas de frenagem podem ser verificadas com mais frequência, devido ao peso das baterias e ao torque disponível desde o início da operação do veículo.
A inspeção veicular britânica avalia diversos fatores, como iluminação, suspensão e estado dos pneus, mas não consegue avaliar a condição da bateria principal. Um elétrico que seja aprovado na inspeção pode, ainda assim, ter problemas de autonomia que exigem equipamentos especiais para diagnóstico.
Crescimento do Mercado de Elétricos Usados no Brasil
No Brasil, a disponibilidade de elétricos usados está aumentando, especialmente com a evolução do mercado de venda desses automóveis. Para uma compra consciente, é vital analisar não apenas a quilometragem, mas também o histórico de manutenção, a integridade estrutural e a eficácia do carregador.
Além disso, a garantia da bateria é um ponto crucial a ser considerado, pois os prazos de cobertura e critérios para degradação variam significativamente entre os fabricantes. É essencial certificar-se de que a garantia esteja ativa e ver qual assistência técnica está disponível para resolver problemas.
Por fim, o estudo destaca que a quilometragem por si só não é um indicativo adequado para avaliar a conservação de um veículo elétrico. O preço, a condição da bateria, pneus, sistemas de frenagem e suporte técnico devem ser analisados em conjunto para garantir uma compra satisfatória sem aplicar fatores que se relacionam apenas a motores a combustão.
Fonte: Alpha Autos
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