De acordo com a Bright Consulting, o mercado automotivo brasileiro projeta um 2026 mais promissor em relação a 2025, embora com previsões mais modestas do que as esperadas anteriormente. Após um expressivo aumento de +22% nas vendas em agosto, a comparação anual em outubro apresentou apenas uma elevação de +2,4%, indicando que o auge do crescimento foi superado.
Acompanhando as Vendas de Automóveis: Queda em Outubro

O número médio de veículos vendidos por dia em outubro foi de 11.544, refletindo uma queda de 9,8% quando comparado a setembro, que fechou com 12.799 unidades. Contrapõe-se a isso um crescimento de 7,0% em relação a outubro de 2025, quando foram vendidas 10.787 unidades. Até o presente momento, o total é de 209 dias úteis, um a menos do que no ano anterior, mantendo um crescimento robusto de 17,2%, superior à média global dos principais mercados. Assim, as previsões para os últimos meses do ano não estão definidas, embora a Anfavea estime um total de 3,1 milhões de veículos vendidos em 2023, com possíveis revisões a serem feitas em reencontro na próxima quarta-feira.
Inspirando-se nos mercados internacionais, a Associação de Automóveis de Passageiros da China, similar à Anfavea no Brasil, projeta um total de vendas de 18,5 milhões de veículos para 2026, representando uma queda de cerca de 22% em comparação com as 23,74 milhões registradas em 2025, interrompendo um ciclo de crescimento que já durava cinco anos. Essa situação impulsiona as montadoras a exportar modelos a preços mais acessíveis.
City 2027: Design Consciente e Versão RS
A Honda mantém seu compromisso com o City desde o seu lançamento em 2009, mantendo a mesma plataforma do Fit e tendo vendido quase 250 mil unidades nos primeiros dez anos. Para o modelo 2027, além das versões hatch e sedã, que representam aproximadamente 30% e 70% das vendas, respectivamente, a nova versão RS do hatch traz um toque estético renovado, com detalhes em preto perolizado no teto e nos retrovisores.
Após uma rápida avaliação entre São Paulo e São Roque, notou-se que, apesar da ausência de modificações mecânicas, o motor flex 1.5 L, de quatro cilindros e 126 cv, continua competitivo, mesmo com o aumento da popularidade de motores turbo de 1 L. O câmbio automático CVT foi mantido. Em dinâmica, o desempenho é comparável aos turbos, mas apresenta níveis de ruído um pouco mais altos em ultrapassagens. Contudo, isso não é um incômodo no uso diário.
Em termos de consumo, o City mostrou-se eficiente, com médias entre 16 e 17 km/L com gasolina. O novo sistema multimídia de 10 polegadas inclui funções interessantes, como controle de volume por toque, além de espelhamento sem fio via Android Auto e Apple CarPlay. O “Magic Seat” continua a oferecer versatilidade no banco traseiro, embora o veículo tenha sofrido leve aumento de peso.
Um ponto a ser considerado na avaliação foi a sobreposição da imagem da seta na tela multimídia ao utilizar o Waze, o que poderia ser aprimorado para não interferir na navegação.
Preços: R$ 117.700 a R$ 156.400 (hatch); R$ 117.700 a R$ 154.300 (sedã).
Arcfox T1: Sinalizando Conforto e Espaço
A BAIC está expandindo suas operações no Brasil, com planos de abrir 50 concessionárias e triplicar essa rede até 2027, além de considerar uma fábrica local. O Arcfox T1 se destaca por suas dimensões generosas, oferecendo 2.770 mm de entre-eixos e um porta-malas de 459 litros, uma medida que não segue o padrão VDA, mas que ainda proporciona espaço adequado.
Embora seu design exterior seja discreto, o interior é surpreendente, com excelente espaço para cinco ocupantes, superando até modelos de categorias superiores. Os assentos dianteiros oferecem conforto e suporte lateral, mas a eliminação de botões físicos, junto aos controles do ar-condicionado e retrovisores, poderia ser uma questão para alguns usuários.
A avaliação inicial, realizada em um trecho curto de 14 km, variou entre os modos Conforto e Esporte, mostrando diferenças marcantes nas calibragens. Este hatch elétrico não pretende competir em desempenho com motores a combustão. Com potência de 95 cv e torque de 17,8 kgf·m, leva 12,4 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h.
Os sistemas de assistência ao motorista mostraram-se eficientes, embora a direção poderia comunicar melhor durante manobras, apesar do assistente para redução do diâmetro de giro ser um ponto positivo.
Preços: R$ 129.990 a R$ 139.900.
Omoda E5: Visual Novo e Motor Aprimorado
O Omoda E5 apresenta um design revisado, com nova grade, para-choque, lanternas traseiras e rodas de 18 polegadas. Com entre-eixos de 2.630 mm, comprimento de 4.424 mm e porta-malas de 372 litros, seu motor elétrico dianteiro gera 210 cv e torque de 29,4 kgf·m, com opções de bateria de 50,6 kW⋅h e 60,9 kW⋅h. A recarga rápida pode atingir 130 kW, permitindo uma carga de 30% a 80% em 16 minutos.
No interior, as principais mudanças incluem um painel reorganizado, um quadro de instrumentos de 8,8 polegadas e uma central multimídia de 15,6 polegadas, além de um teto solar elétrico e carregamento por indução para celulares. A versão topo de linha oferece bancos ajustáveis eletricamente, com aquecimento e ventilação.
O pacote de segurança é impressionante, com sete airbags e 15 sistemas de assistência ao motorista, totalizando o sistema Adas 2.5. Durante a condução urbana, o silêncio do veículo e a resposta imediata ao acelerador são pontos positivos, enquanto a leveza da direção e as suspensões adaptam-se bem a irregularidades na estrada.
Acelera de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos, confirmando uma condução confortável e eficiente.
Preços: R$ 159.990 a R$ 184.990.
(Colaborou Paulo Prado)
Fonte: Alpha Autos
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