Muito se fala sobre as linhas temporais contidas nas aventuras dos X-Men e também em qual filme é melhor e qual é o pior da saga. Primeiramente devo dizer que as linhas temporais se transformaram numa bagunça, sendo impossível entendê-las e a qualidade oscilou bastante e tivemos os ótimos X-Men 2 e Logan, os medianos X-Men: O Filme e Wolverine: Imortal e os péssimos X-Men Origens: Wolverine e X-Men: Apocalipse. E agora é chegada a vez de X-Men: Fênix Negra… mas o projeto fica onde nesta lista?

Se dependesse de boa parte das críticas que li ficaria entre os piores… mas não é bem assim! E apesar de existirem falhas e furos no roteiro, além de pouca experiência do estreante diretor Simon Kinberg, não podemos descartar diversos temas e cenas de ação intensas.

É triste notar que os roteiristas insistem em vilões genéricos com um propósito que já foi visto pelo menos um milhão de vezes por aí, ou seja, querem destruir nosso planeta. E mesmo tendo a talentosa Jessica Chastain vivendo a alienígena Vuk, nada se salva. Assim como Tempestade, Ciclope (e o romance insosso com Jean Grey) e Noturno que são subaproveitados.

As discussões pontuais sobre as mulheres e sua importância dentro do grupo (ou da mulher dentro da sociedade) passam quase despercebidos, assim como a forma de moldar o descontrole da protagonista. E a culpa não é de Sophie Turner, que trabalha bem as camadas de sua personagem. Aí chega a hora de nos reencontrarmos com o Magneto de Michael Fassbender e é sempre empolgante vê-lo atuar e vestir aquele capacete, ao contrário do que acontece com o Professor Xavier e seus dilemas morais que são mais do mesmo.

X-Men: Fênix Negra é mediano e nos trás um final esquecível e pouco eficiente para uma história que foi divisora de águas não só nas telonas mas, principalmente nas HQs e, portanto, merecia um cuidado maior. Que venha um novo time e que esta introdução ao Universo Cinematográfico da Marvel seja mais satisfatório!

Por Éder de Oliveira Jornalista e criador do site www.cinemaepipoca.com.br