Quando fiquei sabendo que a franquia Toy Story ganharia um quarto episódio fiquei receoso, simplesmente porque achava (e ainda acho) que o filme anterior havia dado um desfecho brilhante para aquele universo que fez parte da minha vida desde a minha infância até a vida adulta e amadureceu comigo e com diversos outros fãs pelo mundo afora. Mas me esqueci de um detalhe: estamos falando da Pixar e seus profissionais incríveis, que quase nunca erraram em suas apostas! Ainda bem para a gente.

O capricho na computação gráfica e em detalhes como textura, expressividade e dinâmica enchem os olhos e ter Tom Hanks empresando sua voz outra vez para o cowboy Woody é de uma felicidade tamanha, pois apesar da dublagem nacional ser incrível, não há como negar que ator e personagem se fundem perfeitamente.

Aliás, Woody ganha uma carga dramática gigante já que não tem mais o posto de favorito entre os brinquedos e ainda sente falta do seu velho amigo Andy. Para deixar as coisas mais difíceis, precisará cuidar do tal Garfinho, um novo e neurótico brinquedo criado pela pequena Boonie (aquela garotinha do final do terceiro filme). E é neste meio tempo que outros personagens ganham papel fundamental como Bo Peep e seu arco incrível como uma mulher independente, focada e sem um dono, Gabby Gabby que adquire mais camadas do que esperava, Bunny e Ducky com seus planos bizarros e Duke Kaboom, dublado por Keanu Reeves fecham este panteão de grandes acertos! O problema é que Buzz e todos os outros se transformam em coadjuvantes de luxo.

Mesmo sendo o primeiro trabalho de Josh Cooley na direção, ele mostra total controle e perspicácia na hora de entender a fórmula do estúdio. Leve um lenço só para garantir, pois Toy Story 4 garante diversão, boas risadas e muita emoção e mesmo não chegando ao nível de Toy Story 3, termina um ciclo para, quem sabe, expandir seus horizontes para novas aventuras.

Obs.: existem algumas cenas no decorrer dos créditos finais!

Confira uns brinquedos Toy Story, clique aqui