Depois do segundo filme da franquia de T-800, suas continuações não tiveram o mesmo grau de inovação, tensão ou um roteiro que fosse digno de alguma nota, ou seja, ‘O Exterminador do Futuro 3’ é um caça-níquel sem vergonha e ‘O Exterminador do Futuro – A Salvação’, não tinha um diretor a altura.

A Paramount, em pleno século XXI, parece não saber como fazer um trailer efetivo e colocou a grande reviravolta de ‘O Exterminador do Futuro – Gênesis’ por lá, um grande erro. Assim como vemos o respeito grandioso de Colin Trevorrow por Spielberg em ‘Jurassic World’, Alan Taylor venera, em todos os momentos, James Cameron e isso trás acertos e erros.

Entre os erros estão as homenagens sem muita função para a trama, a presença do péssimo Jason Clarke como John Connor e alguns efeitos especiais um tanto estranhos, sem contar que é difícil ver o T-1000 sem as expressões de Robert Patrick. Nos acertos, Emilia Clarke é expressiva e bonita e lembra bastante Linda Hamilton, a questão das viagens no tempo e os vórtices temporais e as piadinhas sobre Schwarzenegger estar velho, mas não obsoleto.

Em 2029, a resistência consegue aniquilar as máquinas, porém, um exterminador é enviado ao passado para matar Sarah Connor, antes que dê a luz a John. Kyle Reese faz a viagem no tempo, para garantir a segurança dela. Chegando lá, Reese percebe que Sarah já está sendo protegida por T-800.

Com um roteiro redondinho, ‘O Exterminador do Futuro – Gênesis’ não precisaria ter uma cena pós-créditos tão sem inspiração. Agora é esperar para ver se os espectadores atuais ainda se importam com a Skynet, os exterminadores e, principalmente, com alguém tão velho, mas não obsoleto, quanto Schwarza.

Éder de Oliveira
www.cinemaepipoca.info

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