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Clientes de aplicativo sofrem diversos prejuízos com o “golpe do entregador”

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Conforme veiculado recentemente por diversos veículos da imprensa, uma nova modalidade de golpe está vitimando diversos usuários de aplicativos de delivery, num dos períodos mais críticos da sociedade atual.

Segundo a revista exame, “de acordo com dados do Procon-SP, de março a julho, foram registradas 125 denúncias contra motoboys que fazem entregas tanto pelo iFood quanto pela Rappi. (…)[1]

De fato, com a propagação do novo coronavírus, fez-se necessário adotar uma política rigorosa de isolamento por todo o mundo, inclusive no Brasil. Desta forma, milhares de empresas foram compelidas a colocar os seus funcionários em home office.

Com isso, o uso de aplicativos “delivery” de comida, multiplicaram substancialmente.

Em virtude da expansão do uso desses aplicativos, também surgiu uma nova modalidade de golpe, o chamado “golpe do entregador”[2]. A tática dos golpistas vem sendo disseminada por toda São Paulo, e tem potencial para atingir o Brasil inteiro.

Como funciona o golpe?

A aplicação do golpe é bem simples, mas pelo que se sabe, os criminosos são em grande parte entregadores devidamente cadastrados nos aplicativos de entrega.

Após a compra efetuada automaticamente pelo aplicativo e, consequentemente, do pedido sair para a entrega, os criminosos enviam uma mensagem através do chat do próprio aplicativo solicitando o número de WhatsApp do cliente, porque segundo eles, o chat do aplicativo “delivery” trava muito e seria mais fácil a comunicação.

Assim, o cliente imaginando não ter nada de errado, fornece o seu número de WhatsApp e permanece aguardando a sua refeição.

Em seguida, antes de chegar ao local, o “entregador”, por meio do WhatsApp envia uma mensagem de texto ao cliente, informando que o pagamento via aplicativo não deu certo e, por isso, solicita o pagamento via máquina de cartão que estaria em suas próprias mãos.

Quando o “entregador” chega ao destino, o cliente vai ao encontro dele e paga pela refeição que, no entanto, já estava quitada desde o início.    

Como se não bastasse, há outra modalidade deste mesmo golpe que merece atenção.

Isso porque, é possível que o cliente tenha escolhido em seu aplicativo, que o pagamento seja realizado somente com a entrega do pedido, mediante a apresentação da máquina do cartão de crédito, como em qualquer outra entrega de restaurantes no modo “delivery”.

Os “entregadores” primeiro apresentam a máquina do estabelecimento comercial e efetuam o pagamento que, no entanto, dissimulam e dizem ao próprio cliente que não foi possível passar o cartão apresentado, pois, segundo eles, a máquina “deu erro”.

No entanto, observa-se ao desatento cliente que, neste momento, apesar do que disse o “entregador”, o pagamento já havia sido devidamente efetuado.

Desta forma, inicia-se o golpe pois, o “entregador”, aproveitando-se da ingenuidade do cliente, apresenta uma outra “máquina de cartão de crédito”, com o visor quebrado e passa, novamente o valor da compra ou outro muito mais elevado.

Eis, então, o prejuízo, porque novamente ocorre o pagamento em duplicidade.

Em todos os casos, quando a vítima se dá conta, já é tarde.

Então, o que devo fazer?

Após a consumação do prejuízo, a vítima deve prontamente se dirigir até uma delegacia de polícia para registrar a ocorrência ou então acessar a Delegacia de Polícia Virtual que, em São Paulo, é possível por meio do seguinte link:

https://www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br/ssp-de-cidadao/home

Com efeito, o boletim de ocorrência será registrado, pois, lamentavelmente o cliente foi vítima de estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal e que estabelece pena de um a cinco anos de reclusão, além de multa.

Vale informar que, sendo a vítima idoso, adolescente ou pessoa com deficiência mental a pena é aplicada em dobro (art. 171, §4º, do C.P.)

Além disso, tendo em vista que os golpes vêm sendo praticados na vigência de calamidade pública, qual seja a da pandemia do Covid-19, as penas ainda serão agravadas (art. 61, “j”, do Código Penal).

Por fim, é relevantíssimo mencionar que a vítima deve exercer a denominada “representação” para que a Delegacia de Polícia possa instaurar o Inquérito Policial e dar início às investigações[3].

A representação criminal é a manifestação de vontade da vítima para autorizar o início das investigações, algo diferente do próprio boletim de ocorrência.

Por isso, caso receba mensagens de texto do “entregador” solicitando o número do seu celular, ou então, caso lhe seja apresentada máquina de cartão de crédito com o visor danificado, desconfie e entre em contato com a central do aplicativo ou até mesmo com o Distrito Policial, se necessário.

Gabriel Huberman Tyles é especialista e mestre em Direito Penal e Processo Penal pela PUC/SP. Também é professor universitário de Direito Penal, Processual Penal e Criminologia e advogado criminalista, sócio do escritório Euro Filho e Tyles Advogados Associados.

Henrique de Matos Cavalheiro é pós-graduando em Direito Penal pela Escola Paulista da Magistratura, advogado criminalista e associado ao escritório Euro Filho e Tyles Advogados Associados.

[1] https://exame.com/seu-dinheiro/golpe-de-aplicativo-de-comida-causou-r-600-mil-de-prejuizo-a-consumidores/ – Acesso em 30.10.2020

[2] https://canaltech.com.br/seguranca/voce-conhece-o-golpe-do-entregador-veja-o-que-fazer-para-se-prevenir-164259/ – Acesso em 29/10/2020.

[3] Apenas não necessitam exercer a “representação”, a “Administração Pública direta ou indireta, criança ou adolescente”; pessoa com deficiência mental ou ainda, maior de 70 (setenta anos) ou incapaz”, bastando registrar o boletim de ocorrência para que a Delegacia de Polícia possa instaurar o Inquérito Policial e dar início as investigações (art. 171, §5º, do C.P.).

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Aulas presenciais são retomadas no sistema penitenciário da região de Campinas

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Durante a pandemia de Covid-19, as atividades precisaram ser readaptadas

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) retomou, no último dia 4, as aulas presenciais nas unidades prisionais do Estado de São Paulo. Em toda a região central, que engloba 39 unidades prisionais, 5.155 pessoas privadas de liberdade estão estudando. Nas unidades prisionais de Campinas, Hortolândia, Sumaré, Americana e Limeira, 1.006 reeducandos estão matriculados. Sendo que 598 pertencem ao Ensino Fundamental e 408 ao Ensino Médio – dados de setembro.

Atualmente, 18.955 reeducandos e pacientes custodiados pela SAP estudam, sendo: 10.876 matriculados no Ensino Fundamental, 7.795 no Ensino Médio e 284 no Ensino Superior. Os dados são de agosto deste ano.

Desde o começo da pandemia, essas atividades tinham sido suspensas como forma de evitar a contaminação da população carcerária e dos próprios docentes pelo Coronavírus.

Durante o período, as aulas foram substituídas por roteiros impressos de estudo, compostos por conteúdo das diversas disciplinas e suas respectivas atividades. Os materiais eram produzidos pelos professores da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) que já ministravam aulas nas unidades prisionais.

Retomada segura – A volta das atividades presenciais é acompanhada por todos os protocolos científicos para a prevenção e o enfrentamento da pandemia de Covid-19.

“As atividades educacionais fazem parte do processo de ressocialização dos custodiados e dos pacientes dos hospitais de tratamento psiquiátrico”, afirma o Secretário da Administração Penitenciária, Coronel Nivaldo Cesar Restivo. “Mesmo em tempos de grave crise de saúde pública, o sistema penitenciário paulista fez ajustes na rotina de estudos e viabilizou o acesso à educação”.

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Vaquinha busca arrecadação financeira para melhoria em ONG

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Somos um grupo de estudantes envolvidas no projeto “Protagonistas do Futuro” da ShareRH em apoio à ONG “SORRI Campinas”. A entidade desempenha o papel inspirador de auxiliar pessoas com deficiências a entrar no mercado de trabalho.

Você sabe como é difícil conseguir uma vaga de emprego, e a ONG “SORRI” entende a dificuldade que esse grupo padece na luta de uma colocação no mercado de trabalho e acredita que através de inúmeras atividades, como: dança, ginástica, teatro, oficinas, música, culinária, arte, artesanato, dentre outras diligências podem tirar o estereótipo de que pessoas com deficiências são incapazes de certas funções e podem ter o mesmo comportamento e postura que qualquer outra.

Nos preocupamos com as questões de segurança e conforto, portanto, levando em conta o fato de que em dias de chuva os alunos ficam limitados às pequenas salas de aula e ainda a precariedade da área de passeio para atividades ao ar livre, nosso maior objetivo com essa vaquinha é a arrecadação financeira para a construção de uma cobertura na área externa da ONG.

Buscamos a possibilidade da manutenção de sonhos, esperança e dignidade. No mês da Luta da Pessoa com Deficiência convidamos vocês a embarcar nessa jornada e lutar ao nosso lado!

Toda ajuda é bem-vinda e contamos com a sua!

Conheça mais da SORRI-Campinas:

Youtube:https://www.youtube.com/watch?v=KyUH1eCZfyg
Instagram: https://www.instagram.com/sorricampinas/ Site: https://sorricampinas.org.br/
Vaquinha: https://abacashi.com/p/sorricampinas

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Nissan revela a edição limitada Frontier X-Gear

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A Nissan apresentou a edição limitada Frontier X-Gear e no Portal Hortolândia você conhece um pouco mais da versão que tem preço a partir de R$ 251.990,00, apenas 500 unidades produzidas, equipada com o motor diesel biturbo de 2,3 litros, que desenvolve 190 cavalos-vapor de potência com uma transmissão automática de sete velocidades.

A edição limitada traz diversos itens estéticos que valorizam ainda mais seu desenho, como a máscara negra nos faróis, santantônio com detalhes vermelhos, moldura do farol de neblina preto brilhante, identidade visual no capô e na tampa traseira e novos frisos laterais nas portas.

Além disso, a picape vem com rodas de liga leve aro 18, rack de teto, estribo lateral e grade frontal, moldura do retrovisor externo com detalhes exclusivos e maçanetas com acabamento preto brilhante.

O interior segue o padrão da linha Nissan Frontier e tem como destaque os bancos “Gravidade Zero”, inspirados na tecnologia desenvolvida pela NASA para eliminar a fadiga e melhorar o conforto para o condutor.

Completam a versão a suspensão traseira com sistema multilink e molas helicoidais, um recurso único entre as picapes médias no país. O modelo conta ainda com diversos recursos tecnológicos, como: controles de tração e estabilidade (VDC – Vehicle Dinamic Control); freios ABS com controle eletrônico de frenagem (EBD) e assistência de frenagem (BA); controles automáticos de descida (HDC) e auxílio de partida em rampa (HSA), luz de freio de LED (CHMSL), luzes diurnas (DRL) e muitos outros equipamentos.

Outras versões, preços e principais equipamentos

A picape Nissan Frontier é oferecida no Brasil em outras quatro versões:

  • S MT 4×4, preço a partir de R$ 207.490,00: transmissão manual de seis marchas, retrovisores externos com ajuste elétrico, para-choque frontal na cor do veículo, vidros elétricos, seta na lateral do carro e trava no porta-luvas
  • ATTACK AT 4×4, preço a partir de R$ 233.290,00: identificação exclusiva Attack, faróis dianteiros Máscara Negra, estribo lateral Dark Chrome, rack de teto na cor preta, multimidia A-IVI de 8″ com Android Auto & Apple Car Play e câmera de ré
  • XE AT 4×4, preço a partir de R$ 248.090,00: seis alto-falantes (2 porta dianteira + 2 tweeters + 2 porta traseira), faróis dianteiros diurnos com assinatura de LED (DTRL), câmera de ré, sensor de estacionamento traseiro, multimidia A-IVI de 8″ com Android Auto & Apple Car Play + MAPS e acabamento premium nos bancos
  • LE AT 4×4, preço a partir de R$ 274.990,00: seis Air bags: frontais para o motorista e passageiro, laterais e de cortina, visão 360° com imagem integrada ao display do rádio, teto solar, rodas 18″, sistema eletrônico de ignição (botão push start) e multimidia A-IVI de 8″ com Android Auto & Apple Car Play + MAPS

Confira um vídeo com o Nissan Frontier X-Gear em

Texto: Sérgio Dias

Fotos: Divulgação

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