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O que define uma relação

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Quando pensa-se em relacionamentos imaginamos primeiramente a diferença sentimental do homem e da mulher. Há tempos nos ensinam que a mulher é o sexo frágil e os homens valentões insensíveis. Nossa cultura também não contribui para que fosse diferente, aliás o tempo de escravidão das mulheres também existiu.

homem-mulher

Meninas crescem conhecendo contos de fadas em que todos se realizam no feliz para sempre encontrando príncipes lindos nos seus cavalos brancos. Me pergunto: Quem fantasiou tanto?

Almas gêmeas realmente existem? Será que no fundo todas as mulheres querem ter alguém? Será que as solteironas de 40 são tão infelizes assim?

Em dias em que as mulheres ainda sofrem preconceito, recebem menos que os homens e são taxadas de putas ao falarem abertamente sobre sexo, temos que aceitar que o jogo está virando.

As mulheres estão cada vez mais inteligentes e bem sucedidas. Pelo fato que nenhuma precise mais “obedecer seus companheiros”, é instalado na sociedade um verdadeiro clã de mulheres que não admitem ser tratadas com indiferença e lutam por sua independência.

Não querem depender de homens, nem se redimir aos mesmos. Claro que ainda temos as casamenteiras, mas grande parte se coloca em primeiro lugar em todo tipo de relação.

Mulheres fortes e independentes não buscam mais o amor? Não pensa-se mais em casamentos a moda antiga ou caros anéis de noivados. Elas querem viajar, conhecer pessoas novas e aproveitar a vida.

Será que é tão difícil unir os dois? Fazer o que se quer, construir uma carreira e amar? Dizem que a relação de pai para com a filha vira o modelo de todas as suas relações com o homem. Analise sua própria vida. Isso tem fundamento pra você?

Talvez não seja aconselhável ser tão otimista após os trinta. Talvez, o pessimismo fosse um hidratante para ser usado diariamente.

Se não, como se recuperar quando a realidade abalar suas crenças e o amor não superar tudo conforme o prometido?

Esperança é uma droga que devemos largar ou a que nos mantém vivos? Que mal há em acreditar?

Por: Gabriela Peres

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Seguir e acreditar que voltaremos a sorrir

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Ana Perugini

Desde que a pandemia chegou, oficialmente em 11 de março de 2020, perdemos pessoas queridas, empregos, a liberdade dos encontros, o aconchego do abraço e a vontade de sorrir. Muitos de nós perderam a dignidade. Apesar de tanto tempo de isolamento social e restrições socioeconômicas, conservamos um sentimento valioso que é estimulado nessa época do ano: a esperança.

Olhando para o Brasil como nação, é difícil acreditar que sairemos tão logo dessa situação de degradação, que é agravada por nossa incapacidade política e econômica de reagir. São 19 milhões de pessoas com fome e 14 milhões de desempregados. Apenas uma em cada quatro crianças de até 9 anos consegue tomar café da manhã, almoçar e jantar diariamente.

Graças à mobilização do Congresso Nacional, de governadores e da sociedade civil organizada, vencemos o atraso e o negacionismo para nos tornarmos um dos países com maior índice de imunização contra a Covid-19 do planeta. Créditos para os nossos incansáveis profissionais de saúde e para a enorme capilaridade do SUS (Sistema Único de Saúde), que tem capacidade de vacinar quase três milhões de pessoas por dia.

Com o avanço da vacinação, conseguimos aliviar a pressão sobre os sistemas público e privado de saúde. Ainda vivemos o luto de quase 620 mil vidas, enfrentamos mutações do vírus e assimilamos consequências gravíssimas que levaremos anos para superar. São mais de 11 milhões de brasileiros e brasileiras com sequelas da doença e milhões de órfãos. Muitos deles viraram chefes de família do dia para a noite.

Na educação, são quase 250 mil crianças e adolescentes fora da escola, um aumento de 171%, na comparação com o período pré-pandemia. Alunos que abandonaram os estudos por não terem celulares, computadores ou internet para assistirem às aulas remotas.

A falta de emprego levou homens, mulheres e crianças para as ruas. O número de famílias sem-teto e de pessoas que tentam ganhar a vida nos semáforos do nosso país aumentou assustadoramente. A fome mata e machuca o nosso povo, que se vê obrigado a comer osso, pelanca, sebo, carcaças de peixe e comida garimpada no lixo.

A insegurança alimentar (quando a pessoa passa fome ou não sabe se conseguirá se alimentar no dia seguinte) atinge cerca de 85 milhões de pessoas no Brasil, a despeito da enorme rede de solidariedade criada por entidades, órgãos públicos, igrejas e voluntários. A situação é crítica e nos chama a estender a mão para ajudar quem precisa.

Mais do que nunca, é tempo de nos unirmos pela sobrevivência daqueles que estão vulneráveis e intensificarmos a busca da partilha do pão. Precisamos  nos irmanar na luta por alimento, saúde, educação e moradia para todos; no combate à fome, ao desemprego, ao desalento, ao preconceito, à desigualdade, à intolerância e ao ódio.

Além de comida, há pessoas que nesse momento precisam de atenção, amor e carinho; de alguém para enxugar as lágrimas, um ombro ou de uma palavra de conforto.

Embora cada um e cada uma de nós tenhamos feridas, no corpo e na alma, não podemos deixar de sonhar. Precisamos caminhar, olhar para frente e acreditar que podemos voltar a ser felizes. Para isso, temos de seguir lutando pelos nossos e pelos sonhos daqueles que sonharam ao nosso lado e tiveram suas vidas interrompidas.

Isso tudo vai passar e voltaremos a sorrir. Um Natal de esperança e um novo ano de recomeços para todos nós!


Ana Peruginié funcionária pública do TJ-SP, com formação em direito pela PUC-Campinas e pós-graduação em gestão pública pela FGV/Perseu Abramo. Mãe de três meninas, foi vereadora, deputada estadual e federal, quando presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. É autora do projeto que cria o PIB da Vassoura

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Árvores também são seres urbanos

Publicado

em

Ana Perugini


Com raríssimas exceções, uma árvore não passa de um obstáculo no processo de urbanização e garantia do bem-estar das pessoas que vivem na cidade. Recentemente, fui testemunha disso mais uma vez, quando vi o tronco de um exemplar de mais de 20 anos no chão, condenado à morte porque um de seus galhos atingiu um veículo. Dias antes, eu havia tido acesso a um estudo que aponta o alto grau de urbanização de municípios da Região Metropolitana de Campinas. Diante da espécie abatida, pensei: até que ponto vale a transformação, se não houver respeito a todas as formas de vida?

É claro que o processo de urbanização foi algo pelo qual lutamos durante muitos anos para melhorar nossa qualidade de vida: água, esgoto, asfalto, iluminação e um sistema viário que democratize a mobilidade urbana, independentemente do endereço do morador. Porém, precisamos fazer uma reflexão sobre os limites da transformação urbana e a necessidade de um olhar sustentável para as cidades. Além de preservar o que já temos – a flora, a fauna e os mananciais de abastecimento -, precisamos ampliar nossas áreas verdes para combater a poluição e reduzir o aquecimento global.

Durante evento paralelo da COP26 (26ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas), em Glasgow, na Escócia, a professora Josiléia Kaingang, símbolo da resistência indígena no sul do país, destacou o papel das mulheres indígenas na luta pela demarcação de território e pela proteção do meio ambiente.

Para Josiléia, “reflorestar não é apenas plantar árvores; é compartilhar solidariedade e cuidar um do outro. E esse outro não é só um ser humano; são as nossas florestas, as nossas águas”. Somente este cuidado garantirá que sobrevivamos num mundo movido por produção, consumo e evolução a qualquer custo.
Em 2008, durante a construção do Câmpus Hortolândia do IFSP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo), inaugurado quatro anos depois, havia uma árvore bem no local que abrigaria um dos blocos de salas de aula da escola. Na ocasião, sugerimos uma pequena adaptação no projeto para que ela não fosse “despejada” de sua própria casa. Atualmente, a árvore continua lá, no estacionamento, bela e frondosa, fazendo parte da história do instituto e do cotidiano dos alunos.

E é assim que deve ser. Afinal, árvores são seres vivos e merecem ser tratadas como tais; com carinho, respeito e dedicação. Da mesma forma que o ar, a terra, as plantas, os animais e os rios, o ser humano também faz parte do meio ambiente e, por isso, precisa se integrar a ele e cuidar para que todos nós possamos sobreviver juntos.

Esse foi um dos argumentos que usamos na Assembleia Legislativa de São Paulo, entre 2007 e 2014, quando coordenamos a Frente Parlamentar de Acompanhamento das Ações da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). As falhas da empresa na gestão do saneamento estavam causando um enorme impacto ambiental em diversos municípios paulistas. Nosso trabalho de fiscalização e exigência do cumprimento dos contratos de concessão resultou em obras que minimizaram danos e garantiram maior equilíbrio ante a degradação em curso nas cidades.

Hortolândia é exemplo disso. Em 2005, tínhamos cerca de 90 mil fossas, predomínio de ruas de terra e um sistema de mobilidade que estimulava a saída da cidade, enfraquecendo nosso comércio e reforçando a condição de cidade-dormitório. Além disso, faltava água, iluminação, transporte, praças, parques e outras opções de lazer. Hoje, o município é o quinto mais urbanizado do Brasil, de acordo com o Ranking Connected Smart Cities 2021, elaborado pela Urban Systems para medir o potencial de desenvolvimento de municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes.

Com a urbanização consolidada, nosso grande desafio agora é “povoar” a cidade com árvores nativas, aves e demais seres que tornarão nossas vidas ainda mais felizes e sustentáveis. Se chegamos a esse patamar em apenas 30 anos de emancipação política, alguém duvida que podemos nos tornar mais um pontinho verde no mapa do Estado?

Ana Perugini é funcionária pública do TJ-SP, com formação em direito pela PUC-Campinas e pós-graduação em gestão pública pela FGV/Perseu Abramo. Mãe de três meninas, foi vereadora, deputada estadual e federal, quando presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. É autora do projeto que cria o PIB da Vassoura

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A política da fome

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“É fome, por favor, é fome”. A cena de um homem implorando por comida em uma rua de Brasília é emblemática. O vídeo que viralizou nas redes sociais é o retrato de um país que perdeu a empatia com os mais pobres e parece ter adotado a fome como estratégia política.

Na capital do país, que deveria ser o berço de políticas públicas para garantir dignidade e bem-estar ao nosso povo, o senhor que se identificou como Marcos é apenas mais um entre 19 milhões de brasileiros e brasileiras que passam fome todos os dias.

Em 2018, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), eram 10,3 milhões nessa situação. Ou seja, em três anos, o número quase dobrou. Quase 60% da população (125,6 milhões) não come adequadamente desde o início da pandemia.

O desemprego, que atinge 14 milhões de brasileiros, leva pessoas a dependerem do Estado. O governo, por sua vez, encolhe seus “braços”, num movimento deliberado de indiferença. O auxílio emergencial caiu de R$ 600 em 2020 para a média de R$ 250.

Além disso, nosso principal programa de transferência de renda acaba de ser extinto. O Bolsa Família – estruturado pela socióloga Ruth Cardoso e implantado pelo presidente Lula a partir da unificação do Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e do Auxílio Gás – pagou a última parcela a 14 milhões de famílias, no dia 29 de outubro. No lugar dele, nasce o Auxílio Brasil, que tem prazo de validade eleitoral, regras sem clareza e fonte de recursos indefinida.

Nesse cenário crônico de crise, o aporte federal virou a única fonte de renda para milhões de pessoas. Pessoas que vão ao supermercado, compram arroz, feijão, macarrão e óleo e veem a carne na vitrine do açougue como algo, por ora, inacessível.

No Brasil atual, osso, pelanca, sebo, carcaça, pé de frango e restos de peixe substituíram a picanha e o filé de outrora, e o garimpo da fome – em lixeiras, caçambas e caminhões de lixo – estampa nosso retrocesso na mídia internacional.

A fome é uma arma histórica da opressão. Na Segunda Guerra, o exército nazista matou quase um milhão de pessoas no cerco a Leningrado, na Rússia. A cidade foi isolada por um muro e vigiada por soldados alemães durante 872 dias, com as famílias sem comida, lutando pela sobrevivência. A estratégia era desgastar os moradores de fome para ocupar a localidade de pouco mais de 3 milhões de habitantes.

Antes da pandemia, morriam, em média, 17 pessoas por dia em decorrência de complicações causadas pela desnutrição no Brasil. Com a Covid-19, o número de afetados pela fome aumentou cinco vezes e a taxa média de mortalidade é de 11 mortes por minuto, no mundo.
Sem políticas públicas de geração de emprego e renda, segurança alimentar e combate à miséria, nosso povo sofre. Com fome, o ser humano perde a noção de cidadania; ele não pensa, se desespera, rouba, mente e desperta seus piores instintos.

Fome é dor e morte. Temos de vencê-la e diminuir o desemprego para recuperar a dignidade, devolver a esperança e resgatar a alegria do povo brasileiro.

Ana Peruginié funcionária pública do TJ-SP, com formação em direito pela PUC-Campinas e pós-graduação em gestão pública pela FGV/Perseu Abramo. Mãe de três meninas, foi vereadora, deputada estadual e federal, quando presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. É autora do projeto que cria o PIB da Vassoura

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