Anunciada pelo governo estadual em outubro do ano passado, a instalação de bloqueadores de sinal de celulares em presídios finalmente está se tornando realidade no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Campinas. A informação foi divulgada ontem pela SAP (Secretaria de Administração Penitenciária).
No total, 23 unidades prisionais do Estado foram selecionadas para receber o novo sistema. Dessa lista, as únicas unidades da região a serem contempladas pelo projeto são os CDPs de Campinas e de Hortolândia, que ficam no Complexo Penitenciário Campinas/Hortolândia.
De acordo com a assessoria de imprensa da SAP, atualmente “a instalação dos bloqueadores está em andamento” em 13 presídios, incluindo o CDP de Campinas, que “realizam os últimos ajustes para garantir o pleno funcionamento da tecnologia”. No CDP de Hortolândia, os equipamentos ainda não foram instalados. A secretaria não deu detalhes sobre prazos e resultados, alegando que “mais informações não podem ser repassadas, por questão de segurança”.
A primeira unidade a ter o sistema foi a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, região noroeste do Estado. O início oficial da operação ocorreu em 31 de janeiro deste ano. O investimento total é de cerca de R$ 31,2 milhões. Em média, serão gastos R$ 1,36 milhão por unidade. Além de bloquear o sinal de celulares, os novos equipamentos também impedem a transmissão de sinais de radiocomunicação e internet wi-fi.
“O objetivo é impossibilitar qualquer tipo de contato dos presos com os grupos criminosos”, reforçou a pasta.
Antes da abertura da licitação para a instalação do sistema, a SAP constatou a eficiência da medida ao realizar diversos testes em unidades de Guarulhos e da capital, onde há vários empecilhos ao bloqueio como a localização próxima a aeroporto, áreas densamente povoadas e muitas antenas próximas aos presídios.
“Os testes nos levaram à convicção que de fato poderíamos bloquear os sinais de celulares nas prisões do Estado de São Paulo”, declarou o secretário Lourival Gomes.
Ele ressaltou que a opção por contratar uma empresa de locação de bloqueadores foi pelo fato de que, se o sistema não funcionar de forma eficiente, a prestadora não receberá pelo serviço, além de ter que cuidar da manutenção e acompanhar a evolução tecnológica.
“Se a empresa bloquear os sinais de celulares e os presos não falarem, ela recebe. Se o preso falar e ela não bloquear, o Estado não paga nada”, explicou. A vencedora da licitação foi a Neger Tecnologia e Sistemas Ltda, de Campinas, que firmou contrato de R$ 31.241.694,86 com o governo estadual. O restante do complexo penitenciário, onde não ficam os detentos, e regiões externas às unidades não deverão ser atingidos pelo bloqueio dos sinais.
Fonte: liberal.com.br
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