São Paulo

Bombeiros de SP voltam após combater incêndios no Amazonas

Uma equipe com 30 integrantes, entre bombeiros militares e agentes da Defesa Civil de São Paulo, retornou ao estado na noite de segunda-feira (26), após 16 dias de combate a incêndios no Amazonas. Os profissionais atuaram nos municípios de Caapiranga e Itacoatiara, em áreas de floresta densa e difícil acesso.

A operação incluiu combate direto ao fogo, reconhecimento das áreas atingidas e monitoramento de focos com drones equipados com câmeras térmicas. Com a estabilização da situação e sem necessidade de novo deslocamento para atuação, a equipe permaneceu de prontidão em Manaus até o encerramento da missão.

Combate em áreas de difícil acesso

As diferenças de vegetação, clima e condições de acesso estiveram entre os desafios relatados pelo capitão Fábio Spacassassi, comandante da missão.

“Todos os dias, saíamos pela manhã para combater o fogo, e isso era algo surpreendente e desafiador”, contou.

Além dos drones, a operação contou com cisternas, equipamentos para geração de energia e estrutura para permanência em campo. Sistemas de internet via satélite auxiliaram na comunicação em locais afastados.

Durante um deslocamento por uma área atingida pelo fogo, no dia 15 de outubro, os bombeiros encontraram uma iguana aparentemente desidratada e ofereceram água ao animal. O momento foi registrado em imagens pela corporação.

O comandante do Corpo de Bombeiros de São Paulo, coronel Alexandre Boggi, destacou o trabalho conjunto com os profissionais amazonenses e agradeceu aos integrantes da equipe e aos familiares pelo apoio durante o período de afastamento.

“Para nós, foi uma grande honra trabalhar junto com os nossos irmãos do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas nesta tarefa”, afirmou.

Experiência em outras missões

Os bombeiros da missão integram o Grupo de Ações em Emergências e Desastres (Gaed), unidade especializada do Corpo de Bombeiros de São Paulo, criada em 2020 para atuar em ocorrências de grande complexidade.

O grupo já participou de operações nas enchentes do Rio Grande do Sul, em 2024, e nos terremotos da Turquia, em 2023, e da Venezuela, em 2026.

Com 24 anos de carreira, seis deles dedicados à unidade especializada, Spacassassi afirmou que ajudar pessoas em situações extremas foi um dos motivos que o levaram a escolher a profissão. Para ele, as missões em outros estados e países ampliam esse propósito.

“A vontade de ajudar ultrapassa fronteiras”, disse.

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