São Paulo

Detran-SP Combate comércio ilegal de Autopeças em nova campanha

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), lançou uma campanha para conscientizar a população sobre os perigos do comércio ilegal de autopeças. Intitulada “Quem compra peças ilegais paga o preço pelo crime”, a iniciativa visa educar os cidadãos sobre os riscos das “peças de sangue”, provenientes de roubos e furtos de veículos.

A campanha, criada pela agência Artplan, inclui três filmes, banners eletrônicos e spots de rádio, veiculados em emissoras de televisão e rádio, além de redes sociais e canais do Disque Denúncia. Os filmes mostram anúncios de autopeças enquanto sons de crimes envolvendo veículos são reproduzidos ao fundo. À medida que o sangue das vítimas respinga nas peças, os preços anunciados caem, enfatizando que o valor reduzido dessas peças é devido à sua origem criminosa.

A mensagem principal é que o consumidor que compra essas peças alimenta o mercado do crime. A campanha incentiva os cidadãos a verificarem a procedência das peças nos canais oficiais do Detran-SP e a denunciarem atividades suspeitas pelo Disque Denúncia 181. As peças impressas e eletrônicas seguem o mesmo conceito, simulando anúncios de peças em promoção, onde o preço original é substituído pela “oferta” de roubo, assalto ou latrocínio.

O diretor-presidente do Detran-SP, Eduardo Aggio, destaca que a compra de peças ilegais é arriscada, pois muitas vezes estão “sujas de sangue”, sendo produtos de furto ou latrocínio. A campanha visa conscientizar a população sobre seu papel no combate à criminalidade, conforme reforçado pelo delegado Danilo Alexiades, da Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Desde 2014, com a instituição da Lei n° 12.977, o Detran-SP regula e coordena a atividade do mercado de veículos automotores terrestres. O órgão autoriza apenas empresas credenciadas a venderem autopeças, que devem ser devidamente regularizadas e certificadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). O objetivo é triplicar as ações contra desmanches clandestinos até o fim de junho, visando reduzir os 9.685 casos de roubos e 30.283 de furtos de veículos registrados de janeiro a abril de 2024.

O comércio legal de autopeças no estado de São Paulo envolve a etiquetagem de cada item com um código de barras, monitorado pelo Detran-SP. Atualmente, 1.114 empresas são credenciadas para a venda de autopeças usadas, incluindo 865 desmontes legais e 138 recuperadoras. O sistema registra 8,16 milhões de peças usadas, das quais 1,48 milhão foram lançadas nos últimos 12 meses.

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