Servidores municipais inscritos no programa “Instrutor Servidor”, da EGPH (Escola de Gestão Pública de Hortolândia), participaram, na manhã desta terça-feira (04/06), da Oficina de Ambientação e Atribuição, realizada no auditório da Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Marleciene Priscila Presta Bonfim, no Remanso Campineiro. Segundo a Secretaria de Administração e Gestão de Pessoal, responsável pela iniciativa, cerca de 90 funcionários públicos atenderam ao chamado da Administração Municipal e se inscreveram no programa. A partir de agora, ao se inteirarem mais profundamente dos objetivos e responsabilidades inerentes à nova atividade, de natureza pedagógica, precisam decidir se desejam ingressar no quadro docente da EGPH, uma vez que precisarão contrabalançar as atividades técnicas rotineiras com as da Escola de Gestão. 

Na abertura dos trabalhos, a secretária de Administração e Gestão de Pessoal, Ieda Manzano, deu as boas-vindas aos participantes. “É um grande prazer ter estes servidores aqui, porque são servidores da casa que têm a vontade de ensinar outro servidor. Não é só o preparo acadêmico, mas também o vivencial, do dia a dia. Ninguém melhor que o próprio servidor, que está na casa, sabe as necessidades, os problemas, as soluções para estar ensinando, capacitando outros servidores aqui da casa. Isso é muito importante. É um projeto da Prefeitura, por meio da Escola de Gestão, que eu vejo com bons olhos, tanto que teve quase 90 inscritos e nós vamos tocar. Vai ter várias oficinas, diversos cursos, vamos ampliar cada vez mais os cursos e nosso objetivo maior é que a gente não compre cursos de fora. Não porque a gente está menosprezando as pessoas, é que a gente quer dar mais condição para o servidor que está aqui na casa. Quando o servidor tem capacitação, projeta um futuro melhor na Prefeitura e, com isso, consegue trabalhar melhor também para o cidadão, porque vai aprender dentro das atribuições dele, ou se especializar, numa forma melhor de atender o cidadão. Com isso o povo, as pessoas de fora da Prefeitura também ganham, com pessoas mais capacitadas para servi-los”, afirma.

Na programação anual de cursos já aprovada, apresentada pelo diretor da EGPH, Carlos Maldonado, estão previstos 77 cursos, dois simpósios ou seminários, cinco oficinas, quatro palestras, debates ou similares. As formações atenderão a sete eixos: global, como a ambientação de novos servidores; educação formal, como os da EJA (Educação de Jovens e Adultos); gerencial; carreira, que tratam da progressão na área funcional; profissional, como os cursos de informática; por ambiente organizacional; e intersetorial, como os que envolvem diversos órgãos e secretarias, a exemplo da estruturação da rede de prevenção e combate à violência. Segundo ele, por meio do programa, a Prefeitura busca reconhecer e valorizar os conhecimentos e as experiências que os funcionários municipais adquiriram ao longo de suas carreiras.

“Até este momento a Escola de Gestão conseguiu se reestruturar, colocar alguns cursos na rua, fazer as coisas acontecerem, mas a gente não conseguiria dar conta das necessidades que são muitas – são centenas de demandas, de atividades de formação, se a gente não tivesse essa possibilidade de atrair e de valorizar as pessoas da rede para atuarem como docentes. Nosso programa de formação, que está na nossa legislação, diz o seguinte: primeiro a gente deve tentar fazer nossas atividades de formação com o pessoal que já é servidor público, porque temos conhecimento, capacidade e potencial para fazer; só vamos buscar alguma formação externa, quando não conseguirmos fazer aqui. Foi uma grata surpresa 90 pessoas se inscreverem. Vamos ver agora, na segunda fase da nossa oficina, temos cerca de 160 atividades propostas para planejar. A possibilidade de a gente ter um programa de formação ativo, forte, com a capacidade de atender a categoria está cada vez mais viável, com um custo suportável pela Prefeitura. A Escola de Gestão e o processo de capacitação profissional são um dos vértices fundamentais do processo de qualidade. Não basta a gente dar acesso às pessoas à política pública. É preciso que a gente atenda com qualidade, que a gente faça o nosso papel e nossa função social cada vez melhor. Quando a gente para um momentinho para se capacitar, a gente volta melhor para atuar junto à população. Então, é fundamental para a população o que nós fazemos. Não é algo que no dia a dia, na frente, para que as pessoas possam ver. É um trabalho surdo, escondido, mas fundamental, porque é ele que estimula e potencializa a qualidade do serviço”, avalia Maldonado.

Inscrita no programa, a engenheira agrônoma Alynne Sant’Anna, servidora efetiva, há 11 anos na Prefeitura, aprovou a iniciativa. “A gente vai aprender e acredito que isso vai me ajudar a amadurecer como profissional e também posso aplicar em outras áreas, em outros momentos da minha vida. Achei uma iniciativa muito interessante porque eu já fazia vários cursos, várias atividades e nunca tinha sido remunerada pro isso. É uma possibilidade de haver uma remuneração a partir de agora”, afirma. 

Servidor efetivo, o auditor fiscal tributário, William Eduardo Alves Fabiano, também há 11 anos na Administração, tem boas expectativas com relação à retomada de atividades na EGPH. “Já participei anteriormente como docente junto à Escola de Gestão. Na verdade, a expectativa é de uma troca de conhecimentos entre os alunos, todas as pessoas que se inscrevem nos cursos referentes ao município, bem como também entre as pessoas que vão ministrar os novos cursos. É uma troca de experiência, adquirir algo novo, que se pode notar no dia a dia e também fazer com que os servidores estejam mais preparados para as demandas que vão surgir junto ao município”, revela ele.

 

Este artigo foi enviado pela Prefeitura de Hortolandia